segunda-feira, 21 de março de 2016

FASCISMO NUNCA MAIS!

Hoje, dia 21 de Março, na minha terra natal é dia que marca o inicio da Primavera; é dia da árvore e do livro. Há 70 anos atrás, em 1946, nascia o meu pai e por coincidência os meus avós maternos casavam-se. Há 70 anos atrás o mundo vivia ainda a ressaca do final da segunda grande guerra, embora muitos países continuavam com um regime fascista. Nomeadamente Portugal e Espanha, que durou até aos anos 70.
Mesmo não tendo vivido esses anos de obscurantismo, escusado será dizer que FASCISMO NUNCA MAIS! Assim como não preciso de ter vivido no século XVI para saber que o colonialismo e o imperialismo não honram a vida, que são processos históricos que perpetuam violência.
Ontem imaginei voltar 500 anos atrás e em vez de caravelas de exploradores de visão mercantilista e evangelizadora sair uma nau de "loucos sonhadores" sedentos de conhecer e trocar sabedoria ancestral, aquela que vem das raízes das árvores e do cântico das estrelas e da lua.
Fascismo, colonialismo, imperialismo são uma coisa só. São um atentado à dignidade dos seres vivos. Um atentado aos seres humanos, aos animais, à natureza, à vida.
De facto eu não faço questão nenhuma de conviver e cultivar amizade com seres que se esquecem de ser e apoiam essa violência.
Hoje ofereci/ partilhei um filme ao meu pai: A Nuta Mutã (O casamento silencioso). Um filme sobre o regime stalinista e as suas atrocidades idênticas às do regime hitleriano. Como tal, ser anti fascista é renegar todo e qualquer regime autoritário e/ou totalitário.
Enfim, que nos casemos com a vida com aquele amor que vem de dentro. Amor à vida, amor à honra de sentirmos a pulsação do coração. Reescrevamos a História com profundidade e com o coração mais leve. Assim desejo.
Ana Piu
Brasil, 21.03.2016
Talvez estejamos a viver um momento, uma oportunidade de lembrarmos quem somos e o que faz sentido para a nossa vida. Pois a facilidade com que "nos deixamos" alienar é alarmante.

Hoje deveríamos estar a refletir sobre o fim da atuação da policia militar na sociedade cívil e não o contrário, o seu empoderamento. Além de que a comissão de verdade deveria ser algo ainda mais efetivo e não o seu branqueamento para que não se volte a repetir o inaceitável.

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