sexta-feira, 28 de junho de 2019

SER ESPECIAL É FAZER DA SUA VIDA UMA OBRA DE ARTE


Ninguém nasce ensinado e quando chegamos ao mundo, este já  está repleto de práticas e interações que se perpetuam no tempo e no espaço. Sermos especiais é estarmos dispostos a fazer diferente do que não serve mais e causa sofrimento, assim como  colocarmos-nos no nosso lugar e no lugar dos outros. Sermos especiais é escolher a motivação nos faz agir. Estarmos cientes de onde vem a nossa intenção. Se é da empatia, do respeito pela preciosidade que é viver e rir junto das nossas fraquezas, vulnerabilidades ou se é da raiva, da malicia gratuita para espizinhar o outro para que este prove que também sofre como aquele que o faz sofrer. Quem faz sofrer gratuitamente é porque está num sofrimento profundo ou numa alienação. Um macho alpha que escarnece das mulheres talvez nem tenha consciência plena do seu sofrimento, mas precisa de ser parado. Umas vezes, pela solidão que sente fruto das relações desgastas e decadentes que cultivou, cai em si. Outras vezes, as leis precisam de atuar. QUE BOM SERIA NÃO PRECISARMOS DE LEIS E INTIMIDAÇÕES PARA VIVERMOS EM COLETIVO!


A desigualdade social é uma violência que gera mais violência da parte de quem é segregado e explorado. Não precisamos de escutar nem um líder político nem levantar bandeira de cor alguma para entender o que é óbvio. É só uma questão de fazermos aquele movimento de nos perguntarmos: " E se fosse comigo? ' ou " E quando é comigo?". Alguém gosta de ser maltratado e desvalorizado, tanto a sua pessoa como o seu trabalho?  Hoje a mulher, mais do que emancipada, está sobre carregada. Trabalha, estuda, cuida dos filhos quando os têm,  trata da casa ( e quem não tem prestadoras de serviços que façam aquele trabalhinho que a Beauvoir achava tão " Ai credo!" ?Lavar uma louça? Fazer uma cama? Estender uma roupa e limpar um chão e outras coisas que nos levam o tempo quando poderíamos estar a fazer outras coisas ou mesmo nada?).

Se a desigualdade social levada a um extremo classista no Brasil é uma aberração a desigualdade de gênero é igualmente uma aberração e as violências simbólicas que isso acarreta: a mulher ter um salário menor, não ter a mesma disponibilidade de tempo para o oficio quando precisa e conciliar com a maternidade, ter que encarar outras mulheres que ao invés de serem empáticas também estão no espírito da competição, e ainda ter que ter muita atenção com quem se vai envolver passionalmente para a coisa fluir numa boa, construtivamente, aceitando os desafios da interação. Enfim.

Sermos especiais é movimentarmos-nos pelo amor, mesmo quando defendemos quem está dando uma grandessisima mancada mas que por preocupação com essa pessoa e por apreço à justiça intercede com tranquilidade. Ser especial é não virar a cara a quem nos pede ajuda. Ser especial é não fixar uma pessoa numa conduta, mesmo que não concordemos com a essa conduta. Porém, em casos limite não temermos recorrer a profissionais competentes e autoridades quando quem agride não entende nunca os seus direitos e deveres.

 Aqui na foto vemos um pedido de ajuda, depois de muita resistência. Pedir ajuda é uma ato de coragem, porque muitas vezes a pessoa nem processou bem o que está a acontecer pois a ideia que tinha de si mesma é que era uma mulher muito emancipada e nenhum homem a trataria mal.  E a humilhação é amarga de engolir. Mas pode acontecer a qualquerr uma e qualquer um. Sim, também existem mulheres que são abuisivas e ainda são mais abusivas quando se aproveitam da causa feminina e/ou feminista. Mas essa paradinha fica para o próximo texto.

Sejamos felizes fazendo da vida uma obra de arte que expanda a consciência e que celebre a vida!Ah! E NUNCA AMARGURAR QUE ISSO FAZ MUITO AOS RINS, À GARGANTA. ÀS UNHAS, E ATODO ORESTO DO CORPO E SEUS ACESSÓRIOS. TIPO ALMA E ESPÍRITO! Sacou? YÁ!Inté! Beijinhas e abraças e abreijos

A Piu
B'Olhão Geralzen Braziule 29/06/2019


foto de ensaio: Leonardo Tonon
palhaça Maffalda dos Reis - Geni Viegas
palhaça Bell Trana D'Tall- Ana Piu
O grupo TamoJuntas nasce por conta da campanha #MaisAmorEntreNoscom o intuito de atender mulheres vitimas de violência de forma gratuita, a partir da advocacia probono prevista no Estatuto da OAB.
Contato whatsApp 55 71 9299-0071



Ah não se esqueça de curtir, se curte, a página no facebook " Ar Dulce Ar"- espetáculo de palhaçaria feminina sobre erradicação da violência contra a mulher com Geni Viegas e Ana Piu com direção de Leonardo Tonon e assessoria artística de Adelvane Neia. https://www.facebook.com/AR-DULCE-AR-162965127817209/


foto de ensaio: Leonardo Tonon
palhaça Maffalda dos Reis - Geni Viegas
palhaça Bell Trana D'Tall- Ana Piu

O grupo TamoJuntas nasce por conta da campanha #MaisAmorEntreNos com o intuito de atender mulheres vitimas de violência de forma gratuita, a partir da advocacia probono prevista no Estatuto da OAB.


https://tamojuntas.org.br/

Contato whatsApp 55 71 9299-0071

terça-feira, 25 de junho de 2019

LEVEZA VITAL




Leve leve o traço de leveza
Leve, leve-me
Me leve leve
Levita
Le
Vi
Ta
Tá agora tá leve
Levo-te
No traço da leveza
Levitemos leves
Leveza vital
A Piu
Br, 25/06/2019


VITÓRIA, VITÓRIA A CONDUZIRMOS A NOSSA HISTÓRIA!

O que é ser alguém especial? Esta respondo ao longo do texto. Lá no finzinho. Boa leitura  Para quem é dirigido este este espetáculo e porque? Esta são questões colocadas quando submetemos o trabalho a editais e convocatórias. Primeiro que tudo, nós artistas aprendermos a produzir, divulgar e vender o nosso trabalho é fundamental. Por vezes não necessitamos. O meu caso durante vários anos, mas quando o desemprego convidou me a entrar, o país de onde eu sou e vivia, Portugal, passou por aquela crise financeira e de valores onde os cortes que hoje se vivem no Brasil aconteceram lá assim como o ministério da Cultura foi passado a secretaria vi-me numa situação, como tantos outros cidadãos e cidadãs de dar a volta ao texto. Isto também para desmistificar o deslumbramento de alguns brasileiros quando me dizem: Ah! Agora todo o mundo está indo para Portugal!"..............................................
Será uma piadinha de gosto duvidoso ou uma desinformação como tantas outras? Estas últimas eleições no Brasil foram deveras elucidativas relativamente aos olhares e posicionamentos políticos. Uma série de ideias feitas sem fundamento ou com argumentos que parece aquela mãe do filme " Good Bye Lenine!". A mulher sai de coma e está parada no tempo. Com o acréscimo que a cordialidade brasileira foi pelo cano. Familias e "amigos" se xingando....Enfim. Em suma, o sistema neo libeal é por si só uma lógica agressiva onde o ser humano é visto como algo funcioanl e descartável.
Respondendo, assim, as perguntas de lá de cima: este espetáculo tem como o público alvo todo o mundo com um olhar na prevenção das e dos adolescentes que estão a iniciar a sua vida amorosa, intima, sexual, de companheirismo.
Da minha parte dedico as minhas filhas, para que sejam autonomas, sensiveis e generosas nas parcerias que escolhem. Que não se permitam assumir o papel de subservientes ou das dominadoras e sim agentes da sua própria história. História essa que passa por se realizarem nos estudos, no oficio que escolherem e se trabalharem por dentro para vibrar pensamentos e sentimentos positivos. Que nós mulheres possamos viver dignamente do nosso trabalho e assim ter autonomia financeira. E quando houverem fases que precisamos de ajuda não nos sentirmos culpadas de estarmos numa sociedade, onde o neo liberalismo quer que sejamos individualistas e pouco empáticos.
Uma das violencias cometidas numa relação abusiva é uma das partes tentar boicotar o trabalho da outra pessoa. Nesta foto de ensaio retrata a cena em que o pai das filhas de uma de nós ameaça invadir o nosso local de trabalho que é estar diante do público, em cena. Olha a vergonha! A humilhação! E olhem o estado em que eventualmente vamos para cena com esse fantasma na orelha que te liga incessantemente sem parar de falar. Ao ponto de não divulgarmos em condições o nosso trabalho para o sujeito não aparecer. Isso foi o que aconteceu agora no Rio de Janeiro, volvidos tantos anos sem contato, com o sujeito que desejo profundamente que seja feliz e que foi uma das inspirações para este trabalho. Ao ir em trabalho a cidade doRio, onde o sujeito se encontra fiz as coisas a modos que na clandestinidade, tipo época da Dita Dura, sendo que o sujeito defende ideais libertários. Enfim. Um dia ainda nos vamos todos e todas rir com leveza de tudo o que passou e não se passará jamais com ninguém. Assim espero.
VITÓRIA A QUEM SE PERMITE REVER E VIBRAR AMOR, AMIZADE. EMPATIA ao invés de ressentimento, raiva e vingança.. Ninguém nasce ensinado, mas podemos arregaçar as mangas e trabalhar-nos por dentro. Pois, não é? Ser especial é dissolver mal entendidos que trazemos dentro de nós e respeitar o local de intimidade, público e profissional da pessoa que um dia abraçamos e beijamos e até tivemos filhos, essa preciosidade que precisamos de cuidar para um mundo emocionalmente mais sustentável.
VITÓRIA A QUEM, SE PERMITE REVER E CONTINUAR A SER ESPECIAL PARA SI MESMO E PARA OS OUTROS.!!!
A Piu
B\Olhão Geralzen 23/06/2019


A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Geni Viegas, pessoas sentadas e criança
Ah não se esqueça de curtir, se curte, a página no facebook " Ar Dulce Ar"- espetáculo de palhaçaria feminina sobre erradicação da violência contra a mulher com Geni Viegas e Ana Piu com direção de Leonardo Tonon e assessoria artística de Adelvane Neia. https://www.facebook.com/AR-DULCE-AR-162965127817209/

quarta-feira, 19 de junho de 2019

VITÓRIA A QUEM SE PERMITE AMAR

Rir do que é trágico é uma coisa muito séria. O abuso é um indicio do trágico. A violência é trágica. Há uns dias atrás passei pelo Rio de Janeiro em trabalho. O Rio é encantador e também assustador. Felizmente nunca tive nenhuma má experiência nessa cidade, mas quem lá mora tem inúmeras histórias para contar sobre os precalços do dia a dia. No VLT dois senhores dos seus 70 anos conversam. Um diz: " Existe a biblioteca, a videoteca, a discoteca e a tiroteca. Na tiroteca nem é preciso dançar, basta se atirar para o chão." Pois é, aqui temos um exemplo dum humor sarcástico em relação a algo muito trágico que essas pessoas sentem na pele ou próximo delas. Eu ri do absurdo da piada carioca, principalmente quando ambos continuavam que como isso podia acontecer em lugares onde haviam trabalhadores, famílias, mães com crianças. Aqui temos um exemplo do riso como forma de denúncia e descompressão diante de algo que deixa o cidadão comum quase que impotente.

Mais tarde uma querida amiga que me recebeu na sua casa e que por acaso é uma das percursoras da palhaçaria feminina no Brasil, a Ana Luisa Cardoso, dizia assim: " Pode ficar descansada que se escutar tiroteio é mais lá para cima no morro." Eu conheço a sua preocupação e o seu cansaço de viver no Rio por conta desse estado de alerta, mas fiz uma piada para mim e que no momento não compartilhei ( pois o assunto é sério e demora digerir) mas que compartilho agora: " Então 'tá! Se o tiroteio é mais para cima eu posso ficar aqui a beber o meu  champagne francês descansada!" Aqui temos outra piada para descomprimir acerca da questão da desigualdade social que se vive no Brasil que por si só é uma violência. Então como criar um espetáculo de palhaçaria feminina sobre violência contra a mulher sobre histórias pessoais? Precisamos de descer à cave, subir ao sotão e dar aquela bela faxinada na casa toda. E isso somos nós que temos que fazer. Cá nada de faxineiras! Cá nada de terceirizar esse trabalho interno de auto conhecimento, logo de auto observação!

Há outros dias atrás, durante uma entrevista para um documentário sobre o tema da violência doméstica ligada ao arquétipo da mulher palhaça, veio a pergunta derradeira. Pelo menos em mim deu aquilo baque no estômago, emudecendo um pouco o meu olhar. " Qual o conselho que dá para as mulheres que estão passando por uma situação de violência doméstica e/ou relação abusiva?"
Após uns segundos respondi que não havia uma resposta linear, pois cada caso é um caso e cada pessoa tem uma história e uma forma de se relacionar. Seria talvez mais fácil de responder como se proteger de uma relação abusiva e ao limite violenta antes mesmo desta se realizar. Observar antes de se envolver, auto conhecer-se através da prática de silenciar a mente escutando a respiração e a batida do coração, assim como a firmeza do corpo, deixando ir pensamentos e sentimentos parasitários. Isso é uma prática que pode e deve ser realizada por todo e qualquer ser humano. Meditar silenciosamente. Isto é, esvaziar a mente e focar-se na batida do coração, na  expiração e inspiração. Por outro lado observar e escutar com calma a pessoa que estamos interessados. Falo de UMA pessoa porque já é uma empreitada, pois essa de muitas pessoas numa cama só hmmmmm é necessário muito auto conhecimento, desprendimento, logo maturidade. Muita energia para gerir a médio, longo prazo. A curto prazo até pode ser que dê certo. Não sei. Nunca experimentei, mas disso estou ciente que precisamos de muito amor próprio e respeito mútuo. E selinhos e coisinhas é brincadeirinha de ocasião. Não vamos chamar a isso algo profundo de entrega. Tomem isto como um ponto de  vista, não como uma verdade absoluta. Mas só podemos amar quando nos amamos a nós mesm@s. Isso é certo. Mover-nos pelo ciúme, pelas suposições que levam ao ciúme é sermos fakes de nós mesmos e isso pode trazer consequências muito sérias. Somos fakes quando não estamos firmes no que somos na essência. Ser confiável é confiar na outra pessoa e também transmitir confiança. Respeitar quem a outra pessoa é, o que ela faz, o que ela estuda, o seu trabalho, a sua família, os seus amigos. Podemos não concordar com tudo, mas para nos envolvermos com alguém esse respeito e admiração precisam dum saldo mais que positivo.

 Não temermos demonstrar diretamente gestos e palavras de amor a quem queremos bem. Não temermos retribuir o amor que nos é dado com clareza, sem tercerizar. Clareza rima com leveza. Se não é o: Eu suponho que ele supõe que eu supus que supostamente ela traiu-me, logo também vou fazer das minhas. Eheheheh uma loucura! Ou existe mútuo acordo que cada um faz o que quer e respeitam-se na mesma ou então é uma roleta russa que vai entornar o caldo. No final da contas um desgaste de energia que poderia ser usado em afeto, carinho, entendimento, cumplicidade. Então, AUTO CUIDADO, AMOR PRÓPRIO, AUTONOMIA são bons ingredientes para nos relacionarmos com lucidez ao invés de carência.

Já quem está no olho do furacão precisa de saber que está no olho do furacão. Muitas vezes relativiza: 'Ah a pessoa é assim, mas ela me ama e eu também já me habituei!" Têêêêê Bola ao lado. Depois precisa de trabalhar a sua sabedoria para saber como se livra da situação, o que nem sempre é fácil pois o predador muitas vezes insiste. Essa sabedoria passa pela prática acima descrita. Relaxar através da imobilidade, foco na respiração, nos batimentos cardíacos e no seu corpo. Depois, precisa de procurar ajuda e se proteger. Nem sempre isso é evidente, pois existem relações muito viciadas, logo insanas que fica naquele um agride, o outro agride, viram as costas um ao outro e depois voltam ou uma das partes obriga a outra a ficar. enfim, um emaranhado que muitos se habituaram.

Então, antes de nos relacionarmos seja lá com quem for precisamos de nos relacionarmos com nós mesm@s e não permitir que sejamos tratad@s de qualquer maneira ou tratar de qualquer maneira. Estar na presença de alguém que seja uma honra e não um paliativo para um sofrimento interno que precisamos de saber as causas para o retirar cirurgicamente da nossa vida. E os nossos sofrimentos a nós dizem respeito a outra pessoa não é nosso saco de boxe, nem o depósito do nosso lixo emocional, tampouco o nosso placebo para atenuar as nossas carências. Que o encontro de corpos seja o encontro de almas, quando assim não for tenhamos a coragem de saber que estamos a ser fake para nós mesm@s, logo saímos do lugar de vitimas e passamos a nos responsabilizar pelos nossos atos. As pessoas de quem nos enamoramos não trazem uma bula colada na testa e muitas vezes são sedutoras ao ponto de acharmos que aquela é uma fase e que depois já está tudo bem. No meu ponto de vista, quem agride tem de se rever, se agride recorrentemente precisa de se curar. Espiritualmente falando. Resumindo e concluindo: conectar-se com o "outro" é conectar-se consigo mesm@. A vida é preciosa para cairmos constantemente nas ciladas que aramamos para nós mesm@s. Onde há firmeza, acolhimento, clareza na intenção há confiança, logo amor o resto é converseta para boi dormir.

VITÓRIA À VIDA E AO AMOR PRÓPRIO E AO PRÓXIMO

A Piu
B'Olhão Geralzen 19/06/2019







segunda-feira, 10 de junho de 2019

O QUE É QUE AGORA?

No dia 8 de Março de 2017 seria a estreia do meu solo de palhaça " Os Numbros de Bell Trana D'Tall" no festival Palhaças do Mundo em Brasília. Aceitei o desafio da queridona Manuela Matusquella! Aceitei sim essa vertigem de me lançar no tempo e no espaço para montar um solo a solo. Esse trabalho tem a ver com a minha resiliência e re existência como mulher, mãe, artista, cidadã que sempre fez da arte a sua profissão e decide atravessar o mar, por chamados que a lógica cartesiana não cobre, para continuar a pagar as suas contas, a se sustentar com o mesmo. Um dos motivos pelos quais eu vim para o Brasil, entre outros motivos que a cartesiana lógica fica aquém do além do aquém, foi vir ao encontro do movimento de palhaçaria feminina.

Criei a minha disciplina para escrever o espetáculo e montá-lo com recursos financeiros zero para esse empreendimento, mas agora ou vai ou racha!

Foi uma honra ter recebido essa proposta e dignamente voltaria para casa com um cachê.
Eu não sou menina para bater selfies a torto e a direito, mas aquele momento de embarque no aeroporto compartilhei pela imensa felicidade de realizar um dos meus objetivos, estar juntos de outras mulheres palhaças e poder compartilhar o meu trabalho. Qual não foi a surpresa de ter um comentário naquela publicação que estava configurada para ser vista por todos, independentemente de estarem adicionados à minha conta: " Estou louco para te encontrar em São Paulo". Naturalmente apaguei logo essa loucura que poderia ser lida e interpretada como um gesto carinhoso e amistoso por quem não conhecesse a situação. Apaguei para cortar e não preocupar os que me são próximos e moram à distância. Depois começou in box uma série de impropérios num linguajar que nem dá para responder para não alimentar a coisa. Nunca bater muito de frente com alguém que não está no eixo! É um conselho que dou para mim. Podem levá-lo. Mas teria de tomar uma atitude. Não poderia guardar aquela situação só para mim. A primeira coisa que me perguntei foi porque é que aquele sujeito que há anos não dava sinais de vida nem para saber da filha, muito menos para contribuir com a sua parte que é prevista na lei, agora aparecia assim. Seria porque eu ia a Brasilia e isso o assustava? Quem não deve não treme. Mas continuava a se achar no direito de me intimidar, principalmente por ver que era um imenso grupo de mulheres que se mobilizava no dia internacional da mulher. Sim, porque normalmente um ser masculino seja lá de qual cunho nacional for tem comportamentos pouco ou nada corajosos. Se sabe que um homem o fará frente já baixa a bola. Se for a autoridade aí mete o rabinho entre as pernas se prezar a sua liberdade. Mas se sabe que pode ou que acha que pode avançar já vem com sete pedras na mão quando menos se espera.

Resultado: contatei às pressas a Geni Viegas perguntando se ela iria também a Brasilia. Precisava de ajuda. Ela não iria, mas ficou a par de tudo o que estava acontecer e me orientando tanto para manter a calma como proceder caso o sujeito não abrandasse. Depois abrandou, mais tarde quando a sua filha já maior à distância exigiu respeito, caso contrário não queria qualquer contato.

E foi assim que a Geni lançou o desafio seguinte: e se montássemos um espetáculo sobre estas nossas histórias para curá-las uma vez por todas? Aceitei essa interessante proposta e assim não nos sentirmos tão isoladas quando alguém insiste em armar o barraco e a gente se pergunta: O que é que é agora?

Mil gratinados à queridona Geni e a toda a equipe! Esatmaos junt@s!

A Piu
Brasil, 10/06/2019


SE VOCÊ QUISER TOMAR BANHO DE CHAPÉU! TODO O HOMEM E UMA MULHER É UMA ESTRELA! *

" Aihaiah
Mediterrâneo agosto
Em pleno verão
Aihaiah
O sol a pino e eu faço
Uma revolução
Aihaiah
Eu só te quero a ti
Eu só te quero para mim
Agosto aqui para mim
Só ter um fim
É ter-te a ti
Só para mim
Agosto aqui
Só para mim " 

Radar Kadafi " 40 graus à sombra"


Em 1580 neste dia 10 de Junho falecia o Luisinho dum olho só. Esse tal de Camões deve ter visto tanta coisa que começou a piscar o olho para vida. Hmmm. Que tempos esses de trevas e luz! Quando o povo português de brandos costumes decapitou o rei em 1910 e instaurou a República fizeram este feriado. Depois em 1933 quando o Tonecas Sal de Azar agarrou-se ao poder durante quase cinco décadas fez deste dia o dia de Camões, de Portugal e da Raça. Como se existissem raças... Existem grupos, povos que estão mais ou menos isolados mas que sempre se misturam porque além das invasões, batalhas e conquistas a Humanidade sempre se misturou pela sua origem nómada. 

Assim sendo, se a partir deste momento for usado o termo mestiçagem é partindo do principio que todos somos mestiços desde o fundo dos tempos, com encontros mais amistosos e amorosos e outros mais brutais para subjugar o " outro" que também somos "nós". Ser-se racista é uma auto negação.

Nem sempre me lembro deste feriado que hoje se denomina o dia de Portugal. Principalmente quando me encontro fora do jardinzinho à beira mar plantado. Certa vez, em Cabo Verde, fui até ao Centro Cultural/ Teatro do Mindelo para contactar o responsável que por acaso é filho do José Mário Branco. A sua companheira, a do João Branco, recebeu-me e espantada disse-me que era feriado. Eu airosamente perguntei qual era o feriado. Eheheh Mas eu também fiquei espantada de se comemorar esse feriado ainda hoje em Cabo Verde. Mas se procurarmos no google esse feriado é também das comunidade portuguesas. Ok. Porque não?... Para isso também se faz feriado em todos os países onde estiverem comunidades portuguesas. Porque não? Eu que sei? ;)

No dia 10 de Junho em Portugal, principalmente em Lisboa tento saber onde vão estar os carecas armados em cães com pulgas para evitá-los, principalmente porque tenho a terrível mania de me fazer acompanhar de estrangeiros com distintas pigmentações.

Uma coisa é sabermos quais as nossas raízes e em que território vimos pela primeira vez a luz, mas como o mundo é redondo assim como o sol o cosmo é a nossa casa. Oh por exemplo, os pais do Espinoza que eram judeus portugueses fugiram da Inquisição para Amesterdão, pouquíssimos anos mais tarde da passagem do Camões pelo planeta terra onde morou na Ásia e em África. 

Moral da história: se o planeta terra é a nossa casa, todos são bem vindos e convidados a cuidar da mesma.

A Piu
Brasil, 10/06/2019

* Raul Seixas




QUANDO QUEM DÁ AULAS E GOSTA PRECISA DE DAR UMA PAUSA


Muita gente estuda para ser professor. Muita gente estuda para dar aulas, porque é isso que o mercado de trabalho oferece de mais imediato. Dar aulas é muito diferente de ser professor. Além da pessoa escolher esse ofício, logo estuda e trabalha para tal, o mais provável é ela gostar do que faz.
Há quem diga que ser professor é das profissões mais stressantes. Imagino que sim. Enfrentar seres humanos em formação, a carga horária, as horas extras em casa a preparar aulas e corrigir testes e que muitas vezes não se paga além de ter de enfrentar, por vezes, ambientes insalubres de equipes fofoqueiras que entram na sala de professores para falar mal dos alunos e de tudo e dos colegas, mais as ordens de cima que não é para voar muito alto porque sabe como é, sentido crítico nem sempre se adequa com a proposta da escola que defende moral e bons costumes e obediencia. Só resta saber o que esses tres termos significam para quem censura e boicota a informação e reflexão . Então é preciso ter muita sorte para ser empregada no local onde a escuta, a comunicação não violenta, a inteligencia emocional sejam premissa.
Uma boa coordenação é fundamental para que uma equipe funcione. Uma coordenação que não enxerga o trabalho da sua equipe está fadado ao ensino como algo, chato e ao limite sem vida. Em todas as áreas isso acontece, mas ser professor de artes é um grande desafio, principalmente quando o desconhecimento em relação a importancia da criatividade como construção identitária e de exercicio de cidadania é quase nulo se não nulo. Fofocagem e boicote ao trabalho do professor é tudo menos pedagógico. Por essas e outras o Ensino está falido.
Muitos e muitas desistem de dar aulas, de serem professores pelo ambiente promovido pela direção e/ou coordenação, mesmo que tenham de assumir uma fase de desemprego. Agora pergunto: quem perde com tudo isso a médio e longo prazo?
A Piu
Brasil, 09/06/2019

domingo, 9 de junho de 2019

QUEM AFINAL FAZ PICADINHO DE QUEM?

Já há algum tempo vem-se falando que a Educação Institucional está falida. Está, em alguns casos está, mas existem muitas propostas pedagógicas alternativas em curso que estão a funcionar. Mas como esse tipo de noticias talvez não seja tão lucrativo e não alimente a cultura do medo a midia não tenha tanto interesse em divulgar. Embora haja noticias acerca. Pergunte ao Mister Google.

Mas hoje, mais do que pertinente, é urgente olhar a desautorização que alguns pais e encarregados de educaçãp  fazem dos professores e coordenadores pedagógicos quando os seus queridos, incriveis, únicos, excepcionais e fofinhos filhos são chamados em relação a seu comportamento que prejudica funcionamento do coletivo, a sua prestação escolar e o desrespeito para com um adulto que está a tentar cumprir o seu papel. Há paizinhos e mãezinhas que até se dão ao trabalho de ir a escola ameaçar. Alguns chegam a vias de facto de agredirem os professores, coordenadore e auxiliares.  O fim da picada. Passou-se dum extremos de autoritarismo ao outro extremo de autoritarismo. Há uns anos atrás, durante o fascismo português e no Brasil terá sido durante a ditadura, ninguém ousava contrariar o senhor professor. Esse e o padre cura eram a autoridade a seguir ao autoritário mor.

Conto aqui uma história de família que aconteceu lá nos idos anos 50 com a minha mãe e a minha avó. Andava minha querida mãezinha naqueles primeiros quatro anos de escola onde se aprende a ler, escrever e fazer contas. Um belo dia levou um problema de matemática para casa. Resolveu o problema e mostrou-o a professora, uma tal de Carmen que não era a Miranda mas era sua contemporanea. Essa Carmen, ao que dizem, era a típica mulher fascizoide bajuladora dos inspectores escolares. Sagrado feminino talvez abaixo de zero.  Xó dona Carmen olhou o resultado do problema e não batia com os resultados do manual, sendo que não constava a equação toda e sim apena o número do resultado. Reguada para cima. Mão a palmatória. E isto vários dias, mesmo a minha avó ajudando a minha mãe em fazer e refazer a equação. Então a Xó Dona Professora resolveu fazer a equação ao fim de tantos dias de reguadas e chegou a conclusão que o seu belo manual tinha um erro... Enfim. Um exemplo de despotismo boçal, como todo e qualquer despotismo.

Mas hoje os encarregados de educação não se deixam intimidar pelos professores porque afinal eles pagam aquela escola ou a escola pública não presta mesmo. Mas nunca pararam para pensar que essa sua atitude não é mais do que um auto centramento em que a sua competencia de acompanhar e educar os filhos ou educandos é falha, muito falha. E como quando recebem as advertencias se sentem postos em causa partem para essa dasautorização e ao limite ilegalidade. Não sei se já existe a delegacia dos pedagogos, mas não me admirava nada.

Há a pedagogia Waldorf e a pedagogia Wale tudo. Há a pedagogia Montessori e a Monto&chori. Há a pedagogia do Freinet e a do Paulo Freire e a pedadgogia sem freio. Uma loucura, pázinho! Enquanto os adultos não dialogarem e se desautorizarem uns aos outros estão a criar monstrinhos mimados que acham que são o centro do mundo que não precisam e respeitar ninguém e chegam em algum lugar gritam que teem fome e exigem comer já se não quebram tudo e podem gritar e espernear e correr ao assistir a um espetáculo e invadir a cena ou invador outro qualquer espaço onde está a decorrer algo. Porque? Porque são livres e colcar limites dá trabalho, mas não dá trabalho enfiar o nariz no trabalho do pedagogo que se formou para tal. Oh faz favor vou mexer nos seus papeis, no seu negócio e no seu computador e no seu trabalho só para averiguar se vossa excelencia que tem uma pestinha em casa faz bem o seu trabalho. E assim vai democracia fajuta que toda a minha gente opina e mete o nariz sem conhecimento de causa, tenatndo cobrir o sol com uma peneira.

Por outro lado, uma equipe pedagógica funciona quando a coordeanação respeita essa mesma equipe e vice versa e troca o passo. Mas esse texto fica para a próxima!

A Piu
Brasil, 09/06/2019

Quem é que afinal faz picadinho de quem?

sexta-feira, 7 de junho de 2019

PIOLHOS, PULGAS, CARRAPATOS, CARRAÇAS E PALHAÇAS

Fiquei estes dias digerindo o último texto que escrevi para a página Ar Dulce Ar: "Romper o Silêncio". Fui observando as interações mais evidentes que era alguém curtir o texto e até mesmo a página. Enquanto digeria tudo isso, com quem vai retirando cirurgicamente um tumor maligno que assombra o melhor se relacionar, olhava pelo rabinho  do olho aquelas pessoas que estavam on line no facebook. E car@s seres humanos, deu aquela entristecida que foi realizar que algumas pessoas que são me familiares e até mesmo amigas do outro lado do oceano - que é de onde venho, mas vim de avião com um propósito totalmente distinto dos meus antepassados que vieram em caravelas e navio -  já maltrataram ou maltratam as suas companheiras e ex companheiras muitas vezes com filhos em comum. Deu aquela entristecida ( adoro esses sufixos que se usam no Brasil de " idas" e "adas"!! :) Dar uma relaxada, uma ajudada naquela entristecida por vezes desesperada :). Então, sendo eu uma ser humana feminina de cunho lusitano sinalizei algumas pessoas que são seres humanos masculinos de cunho lusitano são igualmente abusivos e ao limite agressivos, embora eu possa admirar outros aspectos das suas vidas. Por exemplo, aquele sujeito que é um ótimo músico, super criativo mas que tem comportamentos estúpidos, bastantes estúpidos, com a sua ex companheira mãe da sua filha. Outro exemplo, e este bate muito fundo: alguém que eu conheço desde que me sei gente e que tem um monte de características boas, por isso está com a mesma companheira há anos e dá para ver que ela o ama imensamente nas hora de felicidade e do aperto como doenças graves e esse badameco, por insegurança, faz cenas de ciúme infundadas como fazia o seu pai com a sua mãe e que por sua vez o seu pai foi maltratado pelo seu pai. Olha só! Uma sequência de gestos de desamor! Aliás, de gestos de amor distorcido. Então, temos que olhar de frente esses parasitas emocionais que nos sugam a alegria de viver na plenitude e tomar consciência que isso não é bom para ninguém. Nem mesmo para o próprio.  Uma pessoa que faz sofrer a outra é porque também está em sofrimento.


Depois ainda há os inconsequentes, que escarnecem das mulheres achando que elas são burrinhas e que tem de aturar estupidezes de brincadeirinhas de mau gosto. Aí proponho que o ser humano coloque um espelho à frente de si mesmo e repita as vezes necessárias: " Eu amo-me profundamente e cuido de mim! Para amar alguém eu tomo esse compromisso comigo mesmo!" Se estiver no Brasil pode falar: " Eu me amo" e continuar a frase. Não estamos aqui para discutir construções frásicas. Capichiu? ;) Depois de afirmar isto até ficar incorporado ri-se de si mesmo com alegria. Aí já pode ir ter com alguém para brincar junto ao invés de rir do outro ou da outra com cinismo e malícia. Porque alguém que faz isso quer também atenção, mas duma forma muito tosca e ao limite nociva. Mas nós passamos por vários momentos na vida até entendermos, se nos prestarmos a isso, que urge amadurecermos. E esse amadurecimento passa também por assumir as nossas mancadas tranquilamente e se houver coragem suficiente, e isso é excelente se houver, falar um " Sinto muito" para quem desconsiderou e/ou magoou com a sua rudeza e tosquice. Ou então, simplesmente olhar nos olhos. Como somos co emergentes quem se quiser apaziguar com situações chatas vai aceitar esse digno gesto de assumir que não foi muito feliz em alguns dos seus comportamentos e do outro lado, provavelmente, a pessoa também vai pedir um sinto muito por ter causado algum transtorno na sua vida. E assim tudo está bem quando acaba bem, como já dizia o Guilherme Vitamina/ Batido de Pêra. O William Shakespeare!

Olhem, eu coloquei aquele titulo lá em cima porque tinha pensado escrever outras coisas, nomeadamente como surgiu a ideia de criarmos o espetáculo "Ar Dulce Ar" juntas, na sequência dum episódio menos agradável de intimidação dum ser masculino ex companheiro de uma de nós. Mas depois foi para este lugar, porque achei importante enviar este recadinho aos sujeitos acima citados, que muito tenho em consideração, mas tenham juízo que as mulheres são para serem amadas, assim como os homens e outros gêneros. Se não quer mais ou se nunca quis, retire-se. Siga a sua vida e seja feliz e de preferência faça os outros felizes.


Beijos beijas, abraços e abraças desta palhaça que é ser hu mana
A Piu
Brasil, 07/06/2019

Ah não se esqueça de curtir, se curte, a página no facebook " Ar Dulce Ar"- espetáculo de palhaçaria feminina sobre erradicação da violência contra a mulher com Geni Viegas e Ana Piu com direção de Leonardo Tonon e assessoria artística de Adelvane Neia.



domingo, 2 de junho de 2019

ROMPER O SILÊNCIO

E mais uma vez o fantasma da ópera voltara vindo do fundo dos tempos. Sim, porque podem-se passar anos e anos sem contestar e assim , o sujeito vai perdendo os anos mais precisoos da sua cria, que é a infância e a adolescência. Embora, todos os anos sejam precisosos e à medida que se amadurece mais belos e sensuais ficam. O amadurecimento é muito belo e sensual. Pode crer. :)

" Buuuuuuhhhhhh Estou aqui para te incomodaaaaar. Buuuuuuuuh Estou aqui para te intimidaaaaaar, para te magoaaaaaar e tentar te ofendeeeer." Pois é car@s leitores, vamos pegar leve algo que é muito pesado pelo qual muita gente passa e no nosso caso, nesta nossa equipe, também fomos premiados com tal infortúnio que urge cortar com uma ação irada tal qual se denomina no budismo. Ação irada não está provida nem de raiva nem de ódio e sim de ira compassiva para colocar um basta. Por isso também aproveito para salientar que aquelas pessoas que saem à rua para defender a educação reflitam melhor nos seus sentimentos, emoções, palavras e ações antes de gritarem num altifalante ou microfone dum carro de som para que os sigam: " Se o tal tem ódio, nós ainda teremos mais ódio!" O que é isto, pá? Ou: " Ó fulano sai do poder e vai tomar no cu!" O que isto, páááá?  É assim que fazemos a diferença? Sendo odiosos e ao limite homofóbicos?

Voltando à questão das relações abusivas e ao limite violência doméstica quem é abusivo e agressivo tem comportamentos semelhantes ao Jamé ( que a abreviatura do Jair Messias que a esta altura do campeonato já nem sabe muito bem onde se foi meter, mas o tempo é sábio e há que confiar nas lições que a vida nos oferece). O fantasma da Ópera é aquele sujeito que um dia amamos, colocamos a nossa confiança e eis se não quando percebemos que abrimos a porta da nossa casa, da nossa intimidade para o Barba Azul*! E vermos-nos livres dessa situação? Há quem consiga, após muitas fugasssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssassssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssSSSsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
Pessoal tive agora mesmo este problema no teclado e a tecla ganhou vida própria. Uma loucura, mas ilustra bem a situação. Então deixo ficar. Há quem se esconda e até desapareça do mapa com os seus filhos. Parte incerta. Outras se refugiem na casa de alguém oi mesmo na sua própria casa e receiam acender as luzes e até mesmo sair para a rua. Umas denunciam, outras, como eu, esperam que a pessoa se retire com dignidade sem recorrer às autoridades. Enfim. Onde fui amarrar o meu bode principalmente com uma criança acabada de nascer?


Passados anos, a vida que é muito espartalhona vem nos mostrar que um Barba Azul comporta-se com todas as mulheres do mesmo modo. Daí deixamos de personalizar e conhecendo as histórias cabelozas com terceiros a pessoa para e pensa que aquele ser vivente pede amor duma forma tão grotesca que nem dá para acreditar. A misoginia é cultural? Uma disfunção psicológica? Ou ambas? Misogenia para todos os efeitos é achar que mulher é pau para toda a obra e com o argumento do amor as cenas de ciúme pode virar crimes passionais. Misogenia é quando não se respeita a mulher, seja esta familiar ou não se conhece de lugar nenhum e achar que pode invadir o seu espaço intimo. Misogenia é querer se lambuzar de mulheres para de seguida descartá-las e ao limite maltratá-las. Misogenia é desconsiderar as mulheres, logo a sua mãe que lhe deu à luz, logo se desconsiderar. a si mesmo.

Romper o silêncio pode levar tempo, pois é como nos levantarmos dum tombo que nos deixa doloridas em todas as partes do corpo. Mas precisamos de levantar e por respeito a nós mesmas, aos filhos e filhas, às outras mulheres que passam por situações idênticas e piores, precisamos sim de termos uma ação irada. No caso é através dum trabalho artístico que se vê também como social. Rompemos o silêncio quando recuperamos as forças, não nos sentimos mais humilhadas por tal inforúnio nos ter acontecido e ainda nos rirmos do mesmo e NÃO ESTAMOS SÓS. Sim, porque alguém que pretende exercer poder sobre nós tenta nos isolar através da mentira, da manipualação e da ameaça, em alguns casos. BORA RIR JUNTOS DE CORAÇÃO CURADO? A vida é tão precisoa para andarmos à cabeçada uns com os outros. A nos incomodarmos desnecessariamente uns aos outros. E se os Barbas Azuis, fantasmas da Ópera, querem atenção e amor..... Ai ai.... Sigam o caminho do seu coração como os povos indigenas indicam. Mãos à obra! Coragem! Ser leve é muito bom!

A Piu
Br, 02/06/2019


Barba Azul era um rico aristocrata, assustador por ser muito feio, com uma horrível barba azul. Ele já se tinha casado seis vezes, mas ninguém sabia o que tinha acontecido com as esposas, que desapareceram. Quando o Barba Azul visitou um de seus vizinhos e pediu para casar com uma de suas filhas, a famíliaficou apavorada. O Barba Azul acabou por convencer a filha caçula. Os dois casaram-se e foram viver no castelo do nobre.



Ah não se esqueça de curtir, se curte, a página no facebook " Ar Dulce Ar"- espetáculo de palhaçaria feminina sobre erradicação da violência contra a mulher com Geni Viegas e Ana Piu com direção de Leonardo Tonon e assessoria artística de Adelvane Neia.
Palhaça Bell Trana D Talll Ana Piu

Palhaça Maffalda dos Reis' Geni Viegas