quarta-feira, 11 de outubro de 2017

HONRAR RIMA COM AMAR, ASSIM COMO COM TRANSFORMAR, REINVENTAR E TODOS OS VERBOS CATITAS QUE ACABAM EM AR

Sistémica. Palavra bonita e pomposa. Venha ela. As leis sistémicas da constelação familiar são: a lei do pertencimento, da ordem e do equilíbrio. Todos nós, mas todinhos mesmo, temos e sentimos a necessidade de pertencermos a algo. Isso envolve acolhimento e outras tantas coisas que nos fazem sentir em casa, de preferência na plenitude. E essa plenitude tem a ver com o Amor. A raiz da maioria das doenças, se não todas, vem de ansiedades que o amor não sarou. Amor no sentido de auto estima e reverência à vida. Reverência enquanto gratidão, não de submissão a outrem ou algo que é senão medo. Medo é o negativo de Amor. Logo submissão não está contemplado aqui no pensamento da menina. ORDEM. Essa é uma lei que muitas vezes descurarmos, tanto a nível familiar, como interpessoal e por consequência profissional. RESPEITAR COM ÉTICA QUEM CHEGOU PRIMEIRO ( note-se que estas letras maiúsculas não são para gritar e sim para sublinhar, dada a lacunadas redes sociais nas opções do corpo de texto ;) ) Sim, é muito importante nos determos nesta lei. Seja por respeito aos nossos pais, avós, bisavós e tal ,mas também em relação a tudo o resto. Vou dar um exemplo: eu chego num local para trabalhar ou para oferecer o meu trabalho. Se alguém que já lá está faz algo semelhante a mim, e se ainda por cima foi essa pessoa que passou o contato, como devo proceder? Primeiro que tudo agradecer a essa pessoa pela sua generosidade, depois ter a sensibilidade de não atropelar por descuido ou intencionalmente compactuando com descartes eventuais para que eu ocupe o seu lugar. Nheca! Feio. Nada bonito! Não é uma questão de ciume ou inveja se a pessoa descartada sentir desconforto. Honrar quem veio antes de nós e respeitar é no minimo um ato de respeito para com nós mesm@s e para com quem já lá está. Também posso dar o exemplo do povo nativo indígena que já estava em território ameríndio antes dos colonos invadirem. E por aí vai. Invadir não rima com Amor como sentimento maior. Já a lei do equilíbrio rima com Amor. Dar e receber. A reciprocidade faz a grande roda da vida girar em espiral num movimento perpétuo de leveza e desapego. Amor maior. Amor grande que se move por essa compreensão e não por carências várias que aceita qualquer migalha de afeto e cuidado.


A Piu
Brasil, 11/10/2017



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

COMO IDENTIFICAR SEXISTAS FOFINH@S ( Parte I)




Selfies é algo novo para mim. Não tenho os lábios carnudos e para a pose tendo sempre a fazer macacada, palhaçada. E aí começa a grande questão que assobia atrás da orelha. Como sermos femininas com a nossa feminilidade genuína sem nos subjugarmos a comportamentos patriarcais? Como sinalizar e descontruir toda uma série de estereótipos sem deixarmos de ser quem somos?
Há as mulheres. Há os homens. E aquelas e aqueles que querem assumir transexulidade por motivos vários, sejam estes biológicos, culturais, sociais e em muitos casos traumas de infância em toda essa história.
A lógica patriarcal está aí. É uma lógica de conquista, subjugação e poder.
Vamos ao que interessa: COMO IDENTIFICAR UM(A) SEXISTA FOFINH@
Sexismo é segregação. Desunião. Sexismo é movimentar os nossos comportamentos a partir do género e sexo. Como redutor que é cansa. Exaure. Ser sexista é não ter consciência do quanto isso limita e é medíocre. Desperdiçam-se amizades, até amores e parcerias profissionais em nome do ego, da vaidade.
Um ou uma sexista fofinh@ por se achar mais que demais, duma provável gostozice sem limites tem o poder de colocar, eventualmente, as pessoas umas contra as outras. As mais desatentas e inseguras. Quem é sexista tem insegurança. Quem alinha nisso... Idem idem aspas aspas. Ser sexista é achar que @ outr@ é frac@ e precisa de protecção.... Que desprotecção.... Podemos levantar bandeiras libertárias, feministas, da mulher sagrada e tal mas se não olharmos para nós, para as nossas companheiras e companheiros com olhos de ver e sentir... Oh meu amigo! Atira-te ao mar e diz que te empurraram!
Tod@s somos muito mais. Uma questão de cada um(a) fazer a sua parte.
PiU
Braiziu, Out.2017

Foto de Ana Piu.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ESSE PICASSO NUNCA ME ENGANOU!!! MARMANJÃO!!!!


Beeeeh oui! Ils sont lá! Faire attention, artiste pffffffffffffffffffffffffff

Foto de Ana Piu.
Ha ah! Aqui temo o petiz Pablito Picasso em poses menos decorosas sendo iniciado por uma anónima! O que diriam os conservadores paulistanos, aqueles que coabitam com outros tantos na cosmopolita São Paulo? Será a modelo que comete um ato pouco louvável ou o Picassito comprova ao mundo a sua macha alphice?
Foto de Ana Piu.
Se alguém abrir este livro farse-á# já justiças sem delongas e sem esperas pelo juízo finaaaaal.

# farse-á do verbo fazer com justaposição com o verbo farsear de farsa

Foto de Ana Piu.
Um livro com desenhos e pinturas eróticas do Picasso e ainda por cima com capa vermelha?!?!?!?! Não deve ser coisa confiável. Está em francês. Chique, trés chique mas nada confiável!



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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O LADO B DA GLAMOUROSA EUROPA

Este álbum é dedicado a quem resiste e se manifesta de forma não violenta. E que se presta a olha em vários ângulos sem deslumbramento, mas com a esperança que a paz faça um mar de revolução interior. Aquela, em que o outro não é inimigo mesmo quando diferente.
A Piu

Foto de Ana Piu.
E assim continua o mundo, no caso na Espanha que deixa refugiados morrerem em alto mar mediterrânico ou barra-lhes a entra ou os encaminha para campos. Essa mesma Espanha turística, tal qual Portugal, que paga precariamente a trabalhadores qualificados para servirem às mesas os europeus do norte, que claro, são muito mais disciplinados e trabalhadores que os do sul 
Foto de Ana Piu.
Quando as forças policiais num país dito de " primeiro mundo" ou em " vias de desenvolvimento" faz isto numa, escola onde cabe a democracia nesse pacote?
Foto de Ana Piu.
Sem comentários. Só um, vá: Os "brancos" também levam no totiço na ordenada Europa.
Foto de Ana Piu.
Pois... Hoje seria aquele dia para dar continuidade à série " São Paulo está de cuecas rotas ' e falar como identificar um sexista fofinho e/ou chatinho, mas dadas as noticias internacionais sobre a glamorosa Europa que suscita em alguns deslumbrados do continente americano uma admiração a modos que turística aqui vai este álbum não para banalizar a violência. E sim pelo contrário. Compreender que sem paz interior e firmeza em olhar com discernimento a História repete-se desta forma insana que o Foucault também já não teria mais paciência em dissertar.







quinta-feira, 28 de setembro de 2017

CARTA ABERTA DUMA LUSO TROPICAL NASCIDA E CRIADA NA EUROPA DO SUL E HABITANDO OS TRÓPICOS BRASILEIROS

" Não se muda o mundo respeitando a opinião de quem te oprime." in "Outrofobias" de Alex Castro

Desobediência civil pode e deve significar comunicação não violenta. Assim, só para começar para não dar azo a más interpretações desta publicação. Nós lemos, escutamos e entendemos o que muitas vezes queremos e/ou temos referência. Até um certo ponto é plausível, mas há limitações que tem limites. Se alguém nos pisa no pé sem querer e vê-nos numa contorção sem fim, é aceitável que fique impávida e serena achando ainda que estamos a dançar o fox trote ou que estamos a exagerar pois o peso do seu corpo é idêntico a uma pluma de beija flor? Se nos magoam devemos avisar. Ao limite dar um Aiiiiiiii! Por mais que nos dê vontade de dar um soco, não compensa... Podemos nos magoar e só vamos perpetuar um discurso que não é libertador.


Seremos seres inatamente violentos ou amorosos ou as duas coisas? Por sobrevivência agimos umas vezes com coragem e outras por medo? Sobreviver é uma eterna disputa com o outro ou seria tudo muito mais leve e fluido se praticássemos sempre a cooperação?

De há uns tempos para cá ando assim meio que de boca aberta com um machismo tão latente nas entranhas da sociedade que dou comigo a pensar se tenho ando realmente distraída ou vim parar a um país, como o Brasil, em que todos os resquícios dos últimos 500 anos promovidos pela velha Europa estão à tona. Mas observando bem, a velha Europa também ainda é machista, só que em muitos casos "mais discreta". O turismo sexual para países ditos de "terceiro mundo" ainda é efetivo e os filmes do dinamarquês Lars Von Trier confirmam de alguma forma essa insanidade que é a auto opressão e a opressão de um sobre o outro.

Na segunda imagem podemos ler "violência contra a mulher". Quem não se reviu em algum dos pontos? Quem não, parabenizo desde já! QUE SORTE! Lendo os vários itens percebo que não são só as mulheres que sofrem esse tipo de abuso. Existem homens que também sofrem. Existem igualmente mulheres que assediam outras mulheres, e mulheres que assediam homens. Seja este assédio tanto físico como moral. A competição, a rivalidade e a difamação são exemplos mais recorrentes do que imaginamos. Fraquezas da alma que precisam de serem trabalhadas para que o ego infantiloide baixe a guarda e dê ouvidos ao Eu mais elevado.

Depois ainda existem aqueles pequenos insultos que chegam a ser risíveis de algumas mentalidades macho alpha, e que algumas mulheres reproduzem:" Ah! Tu estás muito gorda! E já não tens vinte anos! Não és muito bonita, mas és simpática! Porque falas tanto? Porque escreves tanto? És muito carregada! Tu és mesmo capaz de levar esse empreendimento para a frente?  " :P Só pergunto qual a auto imagem da pessoa que fala isso e outras futilidades do género. Qual a sua trajetória de vida. O que já viu, com quem se relaciona e como e o que sonha realizar.

Se nos boicotamos ou boicotamos a liberdade d@ outro estamos naturalmente a ser violentos. Mas afinal o que é a liberdade? Como portuguesa, radicada no Brasil, pergunto: Liberdade é invadir o espaço do outro? Tentar pôr e dispôr do modo de viver e crer do outro? Desdenhar das capacidades e empreendimentos do outro? Achar que é chegar, invadir,  controlar, impôr e  conquistar; seja lá o que conquistar significa para quem tem um comportamento invasivo. Nesse caso, além de direito é nosso dever colocarmos limites. Como na minha terra se diz: "ALTO E PARA O BAILE!"

Estarmos vigilantes aos nossos próprios abusos de confiança e farejar de longe e de perto o que se nos apresenta no dia a dia do quotidiano corriqueiro e filosófico é um exercício continuo. Como o outro canta: "As pessoas não são más, só estão um pouco perdidas." E que a escrita, a fala, o silêncio sirva para nos livrarmos do peso que nos impede de caminhar e voar na plenitude em boa companhia. Sermos companhia de nós mesm@s é a melhor companhia que poderíamos encontrar. O encontro com o outro é assim uma celebração, por consequência


A Piu
Brasil, 28/09/2017










Isso já nem deveria ser debate, mas com o avanço da bancada ivan bélica teremos de nos recordar quem somos, de onde viemos e para onde vamos

" Importante. Alguns tipos de violência são tão sutis, acompanhadas de um sorriso, que se demora um dia, semanas ou até uma vida para cair a ficha. " - anônima



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Eh pázinho! Ultimamente tem me acontecido olhar para o relógio e sistematicamente aparece horas iguais e/ou invertidas. Do tipo: 12: 12 ou 12: 21. Dizem que é quando vamos estando mais conectad@s com nós mesmos. Sinais espirituais. Quem quiser acreditar acredita. Ninguém é obrigad@. Desta vez saiu-me, há pouco, 12:21. Fui ao mister google ver o que significa: "Falam mal de ti" Olha! Que falem! Mas que falem com propriedade! Do estilo: Essa chata que insiste em viver do seu trabalho artístico, e que tem duas filhas para sustentar, de vez em quando vira a mesa quando a mostarda chega ao nariz! Diz que medita, mas nem sempre fica caladinha e ainda defende quem acha que é honesto e trabalhador. É mesmo chata e inconveniente! Quem pensa ela que é?!?!"
Namasté! Namachá shangrilá! O universo que esteja connosco constipando-se a nosso favor. Leve como o verdadeiro Amor com muito Humor libertador! 
A Piu in Braziu 09/09/2017

Foto de Ana Piu.

ACASO O ACASO É ACASO?- poesias flutuantes


marquei um encontro comigo mesma lá pelas 17.32 precisamente
penteie o cabelo, perfumado com shampoo que não arde os olhos, ligeiramente para o lado, para a frente e para trás
passei aquele lápis preto de ponta fina na parte debaixo do olho, onde as pestanas são mais curtas
coloquei um vestido casual que desse um ar cuidado mas despertensioso
fui descalça para sentir os pés no chão
esperei
esperei 10, 15, 20 minutos
meia hora era o estipulado de espera para qualquer encontro
esperei mais um pouco
e não é que não havia maneira de eu não aparecer?
respirei fundo num gesto dessimulado de paciência mas ao contrário
procurei o relógio
e eu que nem sou de andar de relógio!
a mão passou ligeiramente pelo coração
surpreendi-me com as suas batidas
há muito que não prestava atenção a esse danado!
um longo suspiro aconteceu
não sei quanto tempo ali fiquei
sei que quando me levantei o sol já se tinha posto e a lua já tinha chegado à hora marcada
essa também nunca falha.
como o sol!
unha com carne esses dois!
A Piu
Br, 09/2017