segunda-feira, 30 de maio de 2016

NAMASTRETA PARA VOCÊ TAMBÉM E QUE TODA A BABA ILUMINE O NOSSO CAMINHO EM DIREÇÃO À VERDADE VERDADEIRA QUE HÁ DENTRO DE CADA UM DE NÓS E DA GENTE NUM TODO DO PARTICULAR E DO COLETIVO

Assim foi na sala Toninhos na Estação Cultura de Campinas no dia 22 de Maio de dois mil e dezasseis do ano da graça do senhor sem tirar nem pôr.
Créditos: Amanda Dumont
Alinda ( Herica Veryano) está impressionadíssima com o vislumbre de Beltrana (Ana Piu)
O "proglema", o grande "proglema" é que o retiro custa os olhos da cara! Lá se vai o vislumbre! Da esquerda para a direita Beltrana Ana Piu e (Alinda) Herica Veryano.
Sempre de tecnologia em punho, Beltrana (Ana Piu) já vislumbra a ida para o retiro " espirituel" com a sua amiga Alinda ( Herica Veryano)


quarta-feira, 25 de maio de 2016

ANITA JÁ NÃO CALÇA BOTAS ORTOPÉDICAS COM MEIA BRANCA DE RENDA EM PLENO VERÃO



Ter professores de direita não é nada instigante. Ser de direita ou até mesmo de esquerda é uma lógica que não tem propriamente a ver com partidos e fações. São lógicas. No cerne da questão de ser de direita, no meu ponto de vista segundo o empirismo da situação, é a incapacidade de olhar para o que rodeia com amplitude, fixando olhar na rigidez de que há uns que são capazes, outros que não e que a vida e as oportunidades não foram feitas para todos. Isso é seguir uma lógica de direita, acrescido ao facto da visão estreita de que a poesia é só para ser escutada nos saraus das tias avós ao domingo à tarde, entre um cházinho de erva doce e um echarpe com cheiro de naftalina e uma eau de toilete da Avon.

Há professores com uma lógica de direita que circulam nas escolas públicas, assim como há professores de esquerda que transitam pelas escolas privadas. Embora eu não seja adepta das relações hierárquicas, uma boa direção e coordenação institucional faz toda a diferença. A equipe pode ser excelente, mas se a coordenação for falha e não valorizar a equipe num todo os seus integrantes no particular... Chapéu... Finito. Os professores e outros funcionários vão para o seu posto de trabalho insatisfeitos, contrariados, desmotivados. Uma equipe pode ser mediana com algumas fragilidades mas nada que uma boa coordenação não resolva.

Hoje temos a grande oportunidade de questionar a qualidade das escolas privadas, visto ser visível a falta dum conhecimento mais amplo e profundo daqueles que se dizem, que se pretendem ser da ala dos privilegiados, dentro duma lógica meritocrata.


Por terras brasileiras a universidade pública é totalmente gratuita, contrariamente a uma grande maioria dos países. Resultado: no Brasil o sistema de ensino superior está inserido num lógica de comunismo oligárquico. As cotas raciais ainda são debate, pois a população "não branca" ainda é minoria. Há ainda, em muitos casos, o esquecimento que essas instituições públicas vivem do dinheiro do contribuinte. Contribuinte esse que muitas vezes não tem acesso a uma educação de qualidade.

Há uns bons anos atrás eu tive uma professora de História, que disse para mim em particular que eu era como ela: "radical". Logo fui perguntar à minha tia o que queria dizer aquilo: "radical", pois de primeira não me identifiquei.  Ao que conclui que ela era de esquerda, rebelde como mandava o figurino nos idos anos 80 no sul da Europa, mais propriamente em Portugal.  Isto no 8º ano, teria eu 14 ou 15 anos. E isto na escola pública, embora tenha passado os primeiros 6 anos em escola particular. Até hoje pergunto se fez alguma diferença em  relação à pública. Talvez.... Sei que no 8º ano tirava sempre 20, na escala de 20, porque eu fazia a minha interpretação em cima dos factos históricos e escrevia com analogias, metáforas e sentido critico. Logo fui avisada que na universidade, se a quisesse fazer, não haveria espaço para esses "devaneios".

Considerando que "devaneios", no caso, é colocar o olhar poético sobre os factos resumo e concluo que sou do torto. Está comprovado cientificamente que quem nasce torto tarde ou nunca se endireita. Para todos os efeitos eu sou do tempo das botas ortopédicas. Até hoje o ortopedismo deixa-me com as ideias e os pensamentos do avesso. Assim como fico com alergia galopante, vulgus farfalheira peitoral,  com os esquerdismos radicais que no rótulo vem com letras pequeninas ou até mesmo legíveis: autoritarismo.




Ana Piu
Br, 25.05.2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

COM QUANTAS PENAS SE FAZ UMA ASA?



E o dia também finalizava com alguém dizendo: " Tem pessoas que nos dão penas, outras nos dão asas". "Pena! Não penas.", corrigiu-me a pessoa. Mas ao "apropriar-me" da frase prefiro o plural, pois ter pena de alguém, apiedarmo-nos de alguém, é colocarmos-nos num lugar de superioridade. Eu não curto que sintam peninha de mim quando algo fatal me acontece, quanto muito solidariedade. É esse a grande diferença, cá no meu entender claro", entre solidariedade e caridade.
Cada um dá o que tem, o que pode e o que quer. Dar a mão ao outro é grandioso. Saber receber é um ato tão grandioso e nobre como dar. E é isso que nos faz voar. Cá no meu entender. Claro!
Ana Piu
Br, Maio maduro maio quem te pintou? de 2016

UMA MULHER É UMA MULHER, ASSIM COMO A LIBERDADE É A LIBERDADE

Anna Karina veste uma blusa vermelha e olha para a câmara e depois olha para as rosas brancas pálidas, voltando a olhar para a câmara. Uma blusa vermelha cor de paixão, cor de sangue que pulsa nas veias. Essa de ter sangue azul sempre foi uma historieta para dizer que as pessoas muito brancas, cujas veias reluzem azuis ao sol e à sombra, são mais nobres que as outras.
A mulher olha as rosas ainda não murchas mas em vias de despetalização. Rosas lívidas, esmorecidas pelo tempo, talvez duma paixão recente e efêmera. A mulher de blusa vermelha olha para a câmara e depois olha para as rosas brancas pálidas, voltando a olhar para a câmara. Depois deseja que na próxima seja surpreendida com um gesto galã, duma paixão em vias de amor incondicional. Um ramo de cravos vermelhos para olhar para a câmara e depois para o ramo, de seguida para a câmara com uma blusa branca, cor de paz. Branco cor de pacifismo, não de passividade.
Ana Piu
Br, 24.05.2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

SER CONTRA O GOLPE É TER UMA ATITUDE PACIFISTA



Ser contra o golpe é estar a favor da democracia, mesmo com as suas vicissitudes. Não é nem  colocar uma cruzinha neste ou naquele, mas ter o direito e o dever a ter voz e não passarmos o que passaram nem os nossos pais e avós, e erradicar uma vez por todas a segregação dos que na periferia vivem. Ser a favor dum golpe é não ter respeito pela vida no mais amplo sentido do seu significado. Há quem seja a favor do golpe por pura ignorância, fruto duma lavagem cerebral de décadas e até mesmo de séculos. Outros, os da oligarquia, não são menos ignorantes que os outros. Porque quem não promove cultura e arte e tenta acabar com a mesma é manifestação mais pura da boçalidade, do obscurantismo.
Quem é favor do golpe não é pacifista. Impossível. A sua cegueira não me permite vislumbrar o pacifismo que todos nós trazemos dentro de nós. Só que uns o cultivam dentro de si, outros "simplesmente" só olham para a vida com sede de poder, protagonismo e outros (des)confortos.
Só que desta vez com as redes sociais e outras tecnologias, a opinião pública internacional, alternativa aos mídia, posiciona-se para uma vez mais todos confirmarmos que a oligarquia brasileira reproduz o seu passado esclavagista e autoritário. Respiremos por eles, e os desarmemos sem armas. Que as suas consciências sejam iluminadas pelo discernimento do que é viver em coletivo. Em relação a acreditar ou não no coletivo ainda é um outro texto.
Ana Piu
Brasil, 23.05.2016


segunda-feira, 16 de maio de 2016

ESSA DO FIM DO MINISTÉRIO DA CULTURA JÁ ASSISTI EM ALGUM LUGAR.... OH LÁ DA NHA TERRA! VÁ! CÁ PARA MIM O MUNDO OCIDENTAL SOFRE DUMA TAL DA TEORIA DA CONSTIPAÇÃO. NESSE CASO TEMOS DE NOS AGASALHAR.

A cultura e as suas manifestações artísticas fazem parte da construção identitária dum individuo e dum povo. 

Ter o direito a pensar, refletir e sonhar é um dever de todo e qualquer cidadão. Carecermos de cultura é abaixo assinar mediocridade. E a mediocridade tem uma estética poética pouco ética e até mesmo esquelética.

Ana Piu
Brasil, 16.05.2016



Abaixo assinado: https://www.change.org/p/o-minist%C3%A9rio-da-cultura-fica-ficaminc?utm_source=action_alert&utm_medium=email&utm_campaign=581618&alert_id=nBAAXnlOPn_VaUJ2EIjwtegoE8TFG7ylmLiReAwoZIrKKO9s0%2BqzOarTjtLV7LCq2qajl7uJE83

sexta-feira, 13 de maio de 2016

QUANDO A MULHER DECIDIU SEGUIR OS SEUS PRÓPRIOS PASSOS


Se alguma vez o mundo não tivera fronteiras isso já deveria ter sido há muito tempo. Houvera tempos em que mesmo havendo fronteiras ainda não tinham inventado o papel para se passar essas fronteiras. Como um papel poderia destinar o rumo de alguém? Um papel onde aqueles dados que definem identidades também definem pontes ou muros para que a pessoa continue o seu caminho.

Entre as redes existe sempre uma passagem. Uma questão de estar com atenção. Existem livros que dizem que o paraíso existe e em alguns até vem o mapa e tudo! Mas quem caminha bem sabe que os paraísos só podem existir ou nos contos de fadas e outros livros poético ou, ou! dentro de nós. Sim, o que para um é paraíso e para outro nem por isso!

A mulher continuou o seu caminho. Ao fundo a cidade. Levantou ligeiramente a saia para sentir o vento nos joelhos. Não, não era para agradar a este ou aquele. As mulheres não se medem pelas pernas e quem só olha para as pernas é porque carece de comer cenoura para afinar a visão no sentido lato do fa(c)to.

Não se sabia ao certo se esta olhava para trás para uma despedida  ou se encarava a cidade de frente. Uma coisa estava certa: as pernas e os sonhos só a nós nos pertencem, mesmo que nem sempre o caminho seja evidente e a direito. As fronteiras são pensamentos que criamos dentro de nós quando as pernas não sonham em realizar o seu próprio caminho.

E assim continuou a sua jornada.

Ana Piu
Brasil, 13.05.2016


DESALINHO ALINHADO NO EIXO DO SER E DO ESTAR ( série: no caminho do meio há seres de luz?)

Sempre aquele jeito desajeitado, propositadamente desajeitado de andar com o cabelo desalinhado. De vez em quando aparava-o para o poder despentear ainda mais. O que gostava era de andar de cabelo ao vento e descobrir o que acontecia para lá do horizonte da sua janela do quarto de infância. O lado de lá do cá. Onde o diabo faz a curva e o judas perdeu as botas.
Os caminhos não são re(c)tos. Sempre existem umas subidas e umas curvas, ora para a direita, ora para a esquerda. Umas vezes perdem-se as botas e o caminho é continuado de pés descalços. Certa vez, depois de ter passado a curva dos cafundós falou e disse com a sua ironia, o seu sarcasmo para afugentar a tristeza: Um dia quero ser ser de luz, por enquanto ainda como! Ainda preciso de comer!
Logo, naquele lugar tão intelectualizado, espiritualizado, artístico e politizado surgiram os olhares de incompreensão e até de reprovação. Mas como nascera no século passado do milénio anterior e já vira e vivera umas coisas riu-se por dentro para acariciar um pouco a alma. A ironia da vida tem destas coisas: por vezes só entendemos os sarcasmos dos outros quando passamos por apertos semelhantes. E quando compreendemos o outro e a nós mesmos... aí sim! TORNAMO-NOS SERES DE LUZ! COM VERDADE!
VIVA O CAMINHO DO MEIO SEM SARCASMO ONDE OS CORAÇÕES SE TOCAM, INDEPENDENTEMENTE DAS RELIGIOSIDADES E IDEOLOGIAS QUE SÓ SEPARAM!
Ana Piu
Brasil, 13.05.2016

terça-feira, 10 de maio de 2016

UMA HOMENAGEM ÀS MÃES GRANDES E ÀS GRANDES MÃES

E assim foi no dia que antecedeu o dia das mães e no próprio dia do dia das mães.
Ana Piu
Br, 09.05.2016

Naquela manhã, havia um buraco no céu .... Desse dia em diante todas as pessoas daquele povoado, ficaram mais atentas às histórias das alturas e das baixuras, e passaram a ter um outro olhar para com os acontecimentos dos céus e das terras. Ana Piu

foto: Amanda Dumont
 
Havia ainda uma velha que era mais que todas as outras velhas. Ana Piu

foto: Amanda Dumont
Uma velha que vinha do fundo dos tempos. Ana Piu

foto: Amanda Dumont
Essa velha trazia consigo um segredo muito simples e profundo. A chave de tudo. Ana Piu

foto: Amanda Dumont
Bonecos e cenografia: Denise Valarini 

Havia uma velha que era mais velha que as outras velhas. Ana Piu

foto: Amanda Dumont







PORQUE A JOVEM DEMOCRACIA É PARA SER ACOLHIDA E NÃO ESPEZINHADA

Porque a democracia é uma conquista que não podemos perder em toda e qualquer circunstância, independentemente se somos ou não petistas; se votamos ou não em território brasileiro.
Fim sim à intervenção da PM na sociedade civil, e que a comissão da Verdade não caia no esquecimento; que os corruptos que querem dar uma de "santinhos" mas que o que almejam é obscurantismo sejam chamados à razão. Caso contrário é o samba do crioulo doido, uma espécie de oba oba de mau gosto.
Mas todos nós já sabemos que há uma elite brazuca que sofre de mau gostite agudite. Em latim é breguim cafonoide. Mas isso já todos sabemos dentro e fora de fronteiras. E hoje eles mostram ao mundo o quanto são boçais. Enfim... Viva nós todos que não nos achamos os tais, bestiais, fenomenais boçais.
Ana Piu
Braiziule, 09.05.2015
ABAIXO ASSINADO: https://www.change.org/p/queremos-a-anula%C3%A7%C3%A3o-do-processo-de-impeachment-da-presidente-dilma?utm_source=action_alert&utm_medium=email&utm_campaign=577898&alert_id=CBwjXGkiGv_hQQo6gGUsTYaXP%2FcYWltfap77KRlPR7xfvA3x6k2ehEAIygOtQetQvPF7DVRaZ3c

Sampa
Caetano Veloso


Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa


PORQUE TODOS OS DIAS SÃO DIAS DA CRIANÇA, DA MÃE, DA GRANDE MÃE (AVÓ), DO PAI, DO GRANDE PAI (AVÓ) E DE TODOS QUE JÁ FORAM, QUE ESTÃO E QUE VIRÃO*

lá fora e no alto
o céu fazia
todas as estrelas que podia
na cozinha
debaixo da lâmpada
minha mãe escolhia
feijão e arroz
andrômeda para cá
altair para lá
sirius para cá
estrela dalva para lá
Leminski, Paulo "Toda poesia", Companhia das Letras, SP 2013
* O titulo é de minha autoria

OS NOSSOS OLHOS QUANDO OLHAM DE FRENTE O MEDO ILUMINAM A SOMBRA E ESTA DEIXA DE EXISTIR ( série: obscurantismo nunca mais!)

" A religião separa as pessoas, a espiritualidade une-as", comenta um ator do filme " Hecho en México". Acrescento então: " Os partidos, as ideologias separam as pessoas, os princípios éticos unem os seres humanos". A tortura, a ameça, a perseguição, a desdignificação do trabalho e em última instância o genocídio do próprio povo é desumano.
Digo abertamente que a instituição igreja católica apostólica romana tem cometido atrocidades ao longo dos séculos, tanto no velho como no novo mundo. Em nome da evangelização tem erradicado identidades outras além de usurpações várias. O Vaticano é riquíssimo materialmente falando. Eu não subscrevo essa e outras instituições, sejam religiosas como politicas. Não subscrevo nenhum na realidade. Evangelizações e lavagens cerebrais atentam a minha capacidade de pensar pela minha própria cabeça. Desculpem, ninguém é perfeito!... Mas respeito quem busca a sua transcendência e e leveza no coração. Independentemente da religião e se a tem ou não. Há variadíssimas formas de alimentar, nutrir a nossa espiritualidade e os nossos princípios de justiça social, que é essencial para uma ecologia emocional.
Mas se há um papa que é solidário em não aceitar o inaceitável ele merece respeito, porque respeita a vida. O Brasil sofre dum grave problema. O Brasil ainda vive na cultura do coronelismo em todas as suas vertentes. Sejam estas no contexto dos coronéis de carne e osso, seja em contextos mais urbanos em que as relações de poder são sucedâneos desse coronelismo. Enfim, uma mentalidade que vai dos mais intelectualizados aos menos intelectualizados, cuja argumentação traduz-se em autoritarismo, comunicação violenta e força bruta. Isso é inaceitável. Seja em doses maiores ou menores.
Este é o momento de pormos a mão na consciência em relação ao trato que temos uns com os outros no nosso dia a dia. No fundo estarmos muito gratos de sermos encostados à parede para relembramos que a LIBERDADE não é um dado adquirido e sim algo que se conquista e se cuida diariamente com quem nos está próximo e distante, também.
Ana Piu
Brasil, 10.05.2016

https://www.brasildefato.com.br/2016/05/10/papa-recebe-leticia-sabatella-para-falar-de-golpe-no-brasil/index.html 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA SUÉCIA?

“Vivemos numa Europa onde as ideias de extrema-direita se estão a tornar cada vez mais populares e também existe uma reacção contra elas”. “Vivemos dias em que as pessoas aguardam por algo que canalize esta necessidade de resistir à Europa que constrói muros e fronteiras contra refugiados, uma Europa com quem não podem cooperar mais. O gesto de Tess capturou um desses conflitos actuais”, analisa.*
Há, há algo de podre na Europa que bem tenta ser um beija flor asséptico , mas a sua natureza de escorpião é mais forte. Nada que não se esperava de há uns anos a esta parte. Do meu lado pressenti no reino da Dinamarca mais propriamente em Copenhaga, quando olhares de estranhamento olhavam para mim, facilmente identificável como uma escandinava, e para as minhas filhas cuja mistura genética e dérmica pode até ser de árabe!!!! Ai escandinava lusa traidora da brancura e do olho claro conspurcado pela tez encardida dos do sul!!!!!
Já no Brasil não fui poupada, em certa ocasião, de um ilustre sujeito dizer que eu era uma refugiada. Dadas as circunstâncias sou. Refugio-me dos "ilustres fascistas". Não quero nada com eles. Absolutamente nada de nada. Principalmente daqueles que escarnecem da liberdade de SER e ESTAR.
Ana Piu
Brasil, 06.05.2016
* * https://www.publico.pt/…/sozinha-uma-mulher-negra-fez-frent…

UMA NOVA COREOGRAFIA PARA A ETERNA DANÇA DAS POLARIDADES

Quando pudermos honrar o feminino consciente em igualdade com o masculino consciente, poderemos retornar pela trajetória do desdobramento da totalidade abrangente e refletir uma realidade social configurada como uma nova coreografia para a eterna dança das polaridades. Em assim fazendo, restabeleceremos nossa unidade e inteireza, que nunca deixou de existir. Poderemos nos unir ao coro dos povos da Polinésia, que cantam à Grande Deusa: Querida Kunapipi! Não importa quão longe eu vá, quantas vidas eu viva. A Você sempre retornarei!
Koss, Monika von "Feminino + Masculino uma nova coreografia para a eterna dança das polaridades" Coleção ensaios Transversais, São Paulo, 2004.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

NÃO NOS DEIXARMOS INTIMIDAR PELAS DESQUALIFICAÇÕES, porque estas são só pedrinhas no sapato, e os nossos pés que caminham são muito maiores*



Afirma Susan Sontag que:" a tradição de considerar os homens como criadores e curadores de seus próprios destinos e as mulheres como objetos das emoções e fantasias masculinas ainda permanece intacta, profundamente enraizada na linguagem, nos agrupamentos sociais, nos costumes familiares". Nós mulheres estamos longe de ter adquirido uma identidade autônoma. Ainda nos definimos a partir do olhar do homem. Deixar de fazê-lo é ainda um desafio, uma vez que não existem referências genuínas do que é ser mulher em direito próprio. Somos desafiadas a criá-las a partir do nosso âmago. A complexidade do mundo interno das mulheres, e sua capacidade de expressá-lo de forma ativa no mundo, é uma riqueza que precisamos de valorizar. Para isto, é importante não nos deixarmos intimidar por desqualificações. Ser complexa não é a mesma coisa que ser complicada. Somos complexas porque somos cheias de reentrâncias que escapam ao olhar do outro e, muitas vezes, ao nosso próprio. Esta complexidade, ao mesmo tempo que atrai a curiosidade e fascina, também desperta temor e leva à desqualificação, por desafiar o enquadramento em categorias conhecidas e reconhecíveis.
Koss, Monika von "Feminino + Masculino uma nova coreografia para a eterna dança das polaridades" Coleção ensaios Transversais, São Paulo, 2004.
 * O titulo é de minha autoria- Ana Piu

segunda-feira, 2 de maio de 2016

QUANDO LILIATH DEU LUGAR A EVA, LEVANDO LUCAS CONSIGO

Logo a seguir ao almoço, na hora da sesta quando os esquilos, os pássaros e os outros animais do paraíso dormiam após uma degustação à base de sementes e frutas deliciosas que caiam luxuriantemente das árvores.  Liliath partiu deixando um recado a deus. Pediu que Adão ficasse bem e que ele se encontrasse dentro de si.Pois essa história de paraíso não era para ela naquelas condições. Deus escutou-a com atenção, enquanto mordiscava uma maçã. Liliath pediu que este ajudasse Adão nesse desafio de olhar para dentro de si e conseguir enxergar  tudo o resto de igual para igual. Mas Deus era um pai galinha, desde que tomara o lugar da Grande Mãe, a mãe natureza alegando que foi este que a inventou! Deus não cumpriu o prometido a Liliath por se ter apiedado de Adão que, pobrezinho, caminhava sem era nem beira depois de Liliath partir. Deus chamou alguém que estivesse a altura de se submeter a ser submetida e a também se submeter. Chamou Eva. Esta concordou em viver numa relação de poder em que o ego sempre ecoaria mais forte que o Amor.

Liliath por sua vez correu mundo, levando um filho de Adão no seu ventre. Mas uma coisa era clara para ela: Educaria o filho de ambos que se chamaria Lucas. Lucas o ser que se move na sua própria luz com leveza e alegria e com apreço pela mãe natureza na sua plenitude.

Ana Piu
Brasile, 02.05.2016


CURIOSIDADES PARA OS CURIOSOS DA ÁREA DISCIPLINAR DA CURIOSIDADE

Na última fase depois do fim do final da etapa académica para mestra das mestrias desamestradas; entre pdfs, fichas catalográficas, atas e outras tantas coisas que eu sei manusear que é uma belezura, encontro estas três fotos no site do IPO.
Estas fotos foram tiradas em 2010 na festa de Natal do IPO (instituto de oncologia de Lisboa) para a pediatria, com as minhas parceiras palhaças Maria Zamora ( em memória) e Eva Sarmiento do Operação Nariz Vermelho.
O google é amigo ou não é amigo? Claro que é! É só sabermos dialogar com ele com jeitinho! E recordar é viver como cantava o filósofo e já dizia o Kodak, esse grande escritor fotólogrofo: Kodak, para mais tarde recordar!

Ana Piu
Braziule, 02.05.2016
Zamora. Maria. Onde estiveres que sorrias com alegria. — com Maria Zamora.

O canto lírico é a nossa área, o nosso campo de atuação.

O natal é bonito e toca o coração assim como a afinação é algo que dá comoção. — com Maria Zamora e Eva Sarmiento Fernández.