quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

NO DIA EM QUE O HAMOR JÁ NÃO VEM DA CARTILHA NEM DO PALANQUE NEM DO ALTAR

chegará a vez em que cada um de nós de não acreditará mais na mentira institucionalizada
chegará o momento que todas as torres de Babel cairão como um baralho de cartas falsificadas de sentimentos profundos e ligações ancestrais
e desta feita, não precisarmos mais de grandes Verdades professadas por quem só vislumbra poder
chegará o momento que nos riremos do déspota que há dentro de nós, aquele que só opera com relações de poder e desamor
o momento de sermos nós! sem paizinhos, nem padrecos, manda chuvas, nem líderes de comités centrais que nos julgam e nos escorraçam quando questionamos
chegará o momento que numa grande gargalhada coletiva olharemos para o espaço sideral e compreendamos que só somos uma ínfima parte daquela poerinha cósmica que dança invisível entre as estrelas
e se um dia por mero acaso ou numa comunicação planetária nos silenciássemos e ficássemos imóveis por alguns instantes e escutássemos o cântico das árvores?
E se isso começasse a ser uma prática diária ao nível planetário?
as torres de Babel definhariam como estátuas de sal
 como o passar do tempo saberíamos quem Somos realmente.

Ana Piu
Br, 14.01.2016

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