terça-feira, 30 de outubro de 2018

É DO LODO QUE NASCE A FLOR DE LÓTUS

Tod@s podemos ser flores de lótus e isso é muito bonito
Vivemo um momento auspicioso, num mundo que está de pernas para o ar. De ponta a cabeça. Para não quebrarmos precisamos de retomar o equilíbrio. Pode parecer estranho dizer que vivemos um momento auspicioso, mas a grande sacada é essa! Entender que nada acontece por acaso e que quando olhamos os "acasos" com olhos de ver entendemos as mil e uma causas e efeitos. A flor de lótus nasce no meio do lodo, em águas aparentemente estagnadas. A resiliência é um chamado para sair do nosso piloto automático e rever toda uma série de crenças, que por o serem são limitantes.
Nós sempre, ou quase  sempre, queremos acreditar que temos razões para sermos vitimas e/ou culpados. Porém, todavia, contudo, no entanto quando começarmos a assumir a responsabilidade pelos nossos sentimentos, pensamentos e condutas a vida fica muito, mas muito mais leve.

Existe um exercício, que conheci através da palhaça pedagoga Angela de Castro que consiste em colocar várias cadeiras distribuídas pelo espaço. Todas estão ocupadas, menos uma. Quem leva o exercício ou um participante tenta se sentar na cadeira vazia. O objetivo é que não se sente em nenhum lugar. Os participantes tem de se olhar e estar atentos. Para criar também alguma urgência eu me apresento como Adolfa, para que não me deixem sentar em circunstância alguma.
Quando um decide levantar-se deve ser consensual, pois não pode voltar atrás correndo o risco da sua cadeira ser ocupada pela " algoz". No inicio do exercício eu sempre pergunto quem tem mais possibilidade de re existir: quem entra em desespero ou quem mantem a calma e a conexão com o resto do grupo. Você leitora e leitor que se deu ao trabalho de parar e ler este texto pode dar a sua própria resposta para você mesmo. Mas na maioria das vezes as pessoas tendem a se precipitar e ficar tipo galinhas no galinheiro assustadas com o cachorro que entrou no seu lar doce lar.


Ah! Outra coisa! Sabem porque é um momento bastante auspicioso? Porque quem é a favor da democracia, neste preciso momento, é chamado a ter mais consciência dos seus preconceitos, das suas pequenas e grandes negligências que são desrespeitosas, logo abusivas. A olharem para as mulheres mais com mais admiração e respeito, porque uma coisa é sedução outra é assédio e objetificação d@ outr@. Vivemos um bom momento para checar como temos cuidado de nós mesm@s e dos demais. E isto toca tod@s nós, mulheres, homens e gêneros assumidos fora dessa dicotomia.

Ana Piu
Brasil, 30/10/2018

Qual a diferença entre erotismo e pornografia? A sensualidade é uma troca ou vamos continuar naquela expressão ultrapassada: " Dei para o cara"?

Você é um parceiro abusivo?

https://universa.uol.com.br/quiz/2017/12/11/voce-e-um-parceiro-abusivo.htm


Ah! E não se esqueça de curtir a nossa página no facebook e apoiar o projeto " Ar Dulce Ar"- um espetáculo de palhaçaria feminina sobre violência contra a mulher.
com a palhça Maffalda dos Reis ( Geni Viegas), palhaça Bell Trana D'Talll ( Ana Piu) com direção artística de Leonardo Tonon e assessoria de palhaçaria: Adelvane Neia
obs: este texto foi escrito Ana Piu ( atriz palhaça com formação em artes cênicas, graduada em Antropologia e mestrado em Antropologia Social)


DIÁRIO DE BORDO DA MADAME FURRECA

A Madame Furreca e a Mary Flower conhecem um sujeito impecável, um anfitrião, que é muito bom rapaz, não fora ele da geração do Zeca Afonso e do John Lenon. Só que, por algum motivo que a lei da gravidade  desconhece, o sujeito por mais que nade no mar nunca sai do mesmo lugar! Se não batesse os pés ainda se entendia. Mas bate os pés e fica no mesmo lugar, impávido e sereno com as suas longas braçadas que o deixam em estado contemplativo. A ele e a quem o observa.

Ora por estes dias a Mary Flower contou que sonhou que o dito sujeito nadava e nadava e veio um tubarão, daqueles prontos para abocanhar. Só que ao ver o sujeito naquela serenidade compenetrada num nadar inlocomotivo não encontrou motivos para ir para cima dele. Não dava luta. Seguiu o seu caminho um tanto frustrado.... Acontece!... E é uma bela analogia, metáfora. Digamos.

Por isso é que eu gosto do Conan, o rapaz do Futuro! Não teme tubarões! 'Tá lá para as curvas!

A Piu
Br, 30/10/2018


DIÁRIO DE BORDO DA MADAME FURRECA

Aqui há uns dias, lá pelo sábado ou domingo, nas vésperas dum divisor de águas diz-me assim, uma tal de Mary Flower: " O meu professor de ciências ensinou-me a como viver numa ilha!" Logo, claro, fiquei assaz curiosa e pedi detalhes. " Só precisas duma lona, duma panelinha e duma pedra. Depois colocas a lona em cima da panelinha. Fazes xixi lá para dentro e colocas a pedra. O xixi vai filtrar e terás água boa para beberes. Vais ter uma porção de xixi para 6 porções de água. " Essa parte da equação, como não sou aquela brasa em contas e proporções ela explicou, mas o piloto palhaça entendia tudo ao contrário sem ser de propósito.

Mas fica a dica para quem quiser ir para uma ilha. Cá no meu parecer eu acho que dificilmente encontraremos ilhas desertas e se as houver será muito entediante. Mesmo assim a Madame Furreca adora, mas adora mesmo conviver com  os demais, (re) conhecendo as suas transcendências e misérias humanas.

Em criança, a Madame Furreca, adorava e ainda adora o desenho animado japonês: Conan, o rapaz do Futuro. A história era passada, penso que numa ilha, depois da terceira guerra mundial onde se esperava o apocalipse vinham aquelas criaturas engenhosas de habilidades várias.
Logo, desde a mais tenra idade, aqui a Madame Furreca entendeu que onde se espera o nada sempre aparece vida e nem tudo está perdido. Uma questão de olhar a vida e o mundo noutro prisma, transformando xixi em água e quiçá as fezes do mundo em adubo. Tudo se recicla para que sejamos mais conscientes da missão, do propósito que nos trouxe até este planeta. Se seguimos o caminho do coração ou se seguimos o caminho da ambição que cega e não reverencia a Vida.

Conaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaan! - grande grito de re existência que esse rapaz ensinou à Madame Furreca!

A Piu
Br, 30/10/2018

tradução: dançar ombro a ombro

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

DIÁRIO DE BORDO DA MADAME FURRECA


Ontem, fiquei mais ou menos mais que mais do que menos offline. Dei aquela faxinadazona chez moi#. Que chez moi, galerada, estava uma zona e aqui a Madame Furreca acredita muito que pode progredir organizando a sua maison sem criadagem.
Hoje, como se vê na foto, a Madame tomou aquela coragem e vai de limpar a caixa de gordura. Calçou a sua bota de esqui adquirida numa loja de segunda mão/ brechó em Copenhaga. Trouxe-a para os trópicos acreditando que poderiam servir para usar em cena. Mas não são muito confortáveis de locomoção. Vai daí que aqui a Madame Furreca usou-as para cobrir a unha do pé pintada de... ( como é que é mesmo?...) ah! ' unicórnio fofinho" que é um rosinha aguado brilhante, que vai descascando subtilmente. Que a subtileza/ sutileza é algo muito poético, bonito e bom medidor de amor e paixão para a Madame Furreca.
A Madame Furreca sente-se muito realizada por ter encarado a bostalheira que ela mesma produz e ter limpo essa coisa gordurosa que nada tem a ver com os doces odores primaveris. Nem vos digo quantos kilos e litros que saiu daquela caixa de gordura que além de levar umas boas baldadas de um detergente chamado " Mister Músculo", que não promove este poste ainda acendi um pauzinho de incenso " Inca" que é muito bom, com cheirinho a palo santo mas facilmente apagável. Aconselho a mantê-lo num lugar onde bata um ventinho.
Também li mais um pedacinho do "Diário da Bitita", da Carolina Maria de Jesus. Muito elucidativo. Agora a Madame Furreca mais daqui a pouco vai silenciar a mente, porque a tagareleira tira o foco da paz de espírito. E a paz e espírito é algo que se trabalha, e que começa a fazer parte das necessidades básicas da Madame Furreca da unha rosinha bebé brilhante fofinho.

Au revoir! Até jazz! Beijucas
A Piu
Br, 29/10/2018

# chez moi: a 'nha casinha


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

NÓS SIM! DEMOCRACIA SEMPRE!

Jecupé, Kaka Werá " A terra dos mil povos - História Indígena do Brasil contada por um índio", Editora Fundação Peirópolis
Kaká Werá Jecupé (São Paulo1 de fevereiro de 1964) é um escritorambientalista e conferencista brasileiro de origem indígena tapuia.
É fundador do Instituto Arapoty, empreendedor social da rede Ashoka de Empreendedores Sociais e conselheiro da Bovespa Social & Ambiental. Leciona, desde 1998, na Universidade da Paz (Unipaz) e na Fundação Peirópolis.
Já fez conferências sobre respeito à diversidade cultural no Reino UnidoEstados UnidosIsraelÍndiaMéxico e França.
Foi candidato pelo Partido Verde ao Senado Brasileiro pelo Estado São Paulo nas eleições gerais no Brasil em 2014. Se filia à REDE em 2018

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

NÓS SIM NA TERRA DOS MIL POVOS

de tão cansado que o povo andava já tudo achava ridículo
há muito que se esquecera de onde vinha
ou se se lembrava, uns tinham vergonha de assumir que vinham da terra, pois quem os colonizara ridiculizara a sua forma de ser e estar
humilhara-os e esquecera de assumir na plenitude essa falha, para assim todos se apaziguarem e a dignidade voltar ao seu lugar
humilde
leve

na terra dos mil povos o povo necessitava de se reconhecer que pertencia a si mesmo nas suas múltiplas diferenças

se continuassem a destruir o planeta
e a se criar inimigos
todos sucumbiriam
e mesmo assim, mesmo aqueles que por equivoco defendiam as armas, amavam viver

num domingo, logo pela manhã, os mil povos acordaram com o mesmo sonho:
viver em paz e dar o seu melhor
orgulhando-se de todos juntos serem uma Nação variada, colorida, alegre, curando as feridas do passado e também do presente
e dar uma nova oportunidade aqueles que os decepcionaram
para, pelo menos, manter a democracia

desse dia em diante, todos trabalhariam para dar o seu melhor
nos pequenos detalhes da vida
e nas grandes decisões que tocam a todos e todas

Ana Piu
Brasil, 24/10/2018
#nóssim #democraciasempre





terça-feira, 16 de outubro de 2018

DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE POVO, DE NAÇÃO

Democracia é mantermos os direitos humanos e da vida minimamente garantidos e não nos deixarmos ser representados pela idiotice, ignorância,boçalidade. Ser democrático não é o sinónimo de comunista, muito menos de petista. Ser democrático é não permitir que um fascista de bolso venha causar ainda mais dor nas mulheres, indígenas, negros, periféricos, homossexuais, trabalhadores honestos

Este é o grande sofrimento duma elite que considerou a democratização um inferno! Uma pessoa já nem pode viajar para Miami descansada que nem sabe o que pode encontrar quando voltar. É que a pessoa viaja para Miami para fazer as suas compras, mas um livrinho que é bom dá muito trabalho. Como diz um amigo brasileiro: a groumetização da idiotice

Antes de tudo o argumento que um estrangeiro ou estrangeira não tem legitimidade para falar do país de alguém que curiosamente é constituído por vários estrangeiros ou descendentes do mesmo é no minimo bizarro. Provavelmente esses "estrangeiro" conheçam melhor o país onde não lhes é permitido votar do que o nacional que nunca saiu da sua bolha. Talvez esses estrangeiros tenham viajado mais o Brasil de ponta a ponta, entrando em periferia, na mata, nas cidades de interior, nas favelas sem saneamento básico compartilhando o seu trabalho com pessoas que não fazem parte da esfera do madamismo. Pessoas de carne e osso que independentemente da classe socio cultural e económica e da cor são seres humanos.


Estamos num ótimo momento para refletir sobre tudo, mas tudo  mesmo. Sobre as vezes que fomos ou não fomos solidários e empáticos, mesmo defendendo nobres causas. Pensarmos e refletirmos o porquê das coisas chegaram a este ponto. Onde a esquerda falhou? Onde a politica falha. No caso o governo anterior aqui no Brasil? Falhou. Claro que falhou! Desmobilizou movimentos sociais,  desfavoreceu a demarcação da erra indígena, fica-se em rixas de comadre entre si porque as armadilhas do ego estão aí: poder, protagonismo, avidez, falta de escuta. Uma série de questões que tanto a esquerda como a direita democrática e os seres humanos no geral precisamos de rever e ressignificar. Falhamos também a partir do momento que esperamos que nos representem e não participamos. Falhamos quando não nos tentamos informar e proferimos uma série de clichês e dogmas ultrapassados, Falhamos quando nos movemos diariamente pelo preconceito, mesmo que inconsciente. Que não acolhemos gestos de amor com plenitude porque na verdade carecemos de auto estima. E o que fazer? Cultivar o amor próprio, logo a auto estima. Quando assim for confiamos no Amor pela Vida e não nos intimidamos.

Hoje, a poucos dias do próximo turno, o que se trata é de NÃO ELEGER UM MEDÍOCRE COM UM DISCURSO FASCIZOIDE! A pessoa não precisa de ser petista, nem ista de qualquer coisa. Basta não compactuar com discursos de ódio zombateiros. Um zombateiro é uma alma vazia, como uma sacola de papel ao vento.  Na verdade a democracia começa dentro de nós no modo como nos cuidamos e nos tratamos a nós mesmos e aos outros.

Ana Piu
Brasil, 16/10/2018

Bônus já que chegou até aqui: NUNCA PERDOAREI O BOLSO NARO POR ME OBRIGAR A VOTAR NO PT ( eleitor brasileiro não identificado)