terça-feira, 2 de julho de 2019

OS BRASILEIROS DA FINA FLOR EM PORTUGAL VISTOS PELA PIU- anotações duma portuguesa no Brasil-




" O estudioso - Eduardo Assis Duarte- propõe que comecemos a refletir por que o Brasil despreza seu escritor mais importante:
[...] esse preconceito é um sinal de elitismo da universidade brasileira, que, via da regra, só lê os autores que só ela lê. [...] Jorge Amado é duplamente estigmatizado: por ser comunista e por ser um escritor best seller. "
Goldstein, Hana Seltzer " O Brasil Best seller de Jorge Amado, Literatura e identidade nacional ", SENAC ed. São Paulo
Do outro lado do mar, em Portugal que hoje virou algo glamouroso para uma elite brasileira onde muitos vão desfrutar a sua aposentadoria fugindo da insegurança que os mesmos criaram com os seus condomínios e lógicas do tempo do Gil Vicente em que o mesmo na época já criticava, conheci o Brasil na minha infância através da música, da literatura e claro está das telenovelas.
As referências eram provavelmente duma elite, mas esclarecida e democrata: Chico Buarque, Jorge Amado, Vinicius de Moraes, Elis Regina ( a mulher que na sua época ganhava o cachê mais alto do Brasil, além da sua presença e interpretação furacão), entre outros. Os livros de Jorge Amado sempre foram uma referência, antes mesmo de tomar conhecimento do desconhecimento generalizado de muitos brasileiros e brasileiras em relação à própria história do Brasil e todos os seus processos, embora as novelas e filmes feitos em cima da obra do Amado sejam bastante difundidas.
A citação acima lembra igual descaso dos governantes portugueses e alguns Zés Ninguéns pretensiosos que acham que podem desdenhar do José Saramago que foi o primeiro escritor português a ganhar prémio Nobel da Literatura, mas era comunista... Nem ao funeral do homem os governantes de dignaram a ir. Devem ter ido à missa confessar ao padre cura todos os seus pecados e o medo que sentem em os comunistas comam os seus filhinhos no café da manhã.
Eu não sou comunista,por motivos vários, um deles é pelo autoritarismo dogmático que alguns tentam evangelizar aos de ideias mais libertárias ou mais conservadores. Um autoritário é um conservador, mesmo que a causa primeira seja igualdade.
Mas porque vim aqui escrever estas linhas, mesmo quando a 'nha filha diz assim: " Ninguém vai ler isso!"? Oh! Alguém há-de ler, se não for agora é depois! Pelo menos sai da gaveta e como não sou colecionadora de curtidas e escrever, assim como ler, é um meio de comunicação que tem um tempo de reflexão que não imediato uma pessoa ler agora ou daqui a uns anos está tudo certo!
Hoje escrevo para dar aquela 'refletida'  breve sobre os brasileiros que estão a ir para Portugal. Muitos não vão à procura de emprego, quanto muito vão investir num negócio ou desfrutar da sua aposentadoria. Outros até vão à procura de emprego para receber em euros o salário minimo seja em cargos não qualificados e até qualificados. Até há relativamente pouco tempo ficava fora do eixo com essa frase que se deve escutar na Globo : " Agora todos os brasileiros estão indo para Portugal!" Eu sentia-me afrontada, pois tem sido um grande desafio sair da ressaca da crise financeira e de desemprego que se tem vivido nos últimos 12 anos em Portugal com um forte fluxo de portugueses que saíram do seu país de origem. Eu saí porque já queria sair em busca de outros estímulos artísticos e de pensamento. Poderia ter sido para o Brasil como para outro país. Mas sinto um forte carinho pelo Brasil e poelo povo brasileiro, principalmente aquele que não é lembrado e ao limite estigmatizado. Refiro-me ao povo indigena e ao povo afro descendente. Também tem os brancos, os mestiços de alma grande e espirito de fazer acontecer. Com esses sinto-me crescer. Por outro lado, já conheço a dinâmica portuguesa e santos da casa nem sempre fazem milagres.
Há pouco tempo um amigo diz-me assim: " Sabias que estão a fazer condomínios fechados de luxo com elevador de serviço para os brasileiros morarem em Portugal?" Eu achei que fosse piada. Rimos-nos juntos e ainda pensei, não lembro se lhe respondi: " Oh! Será que são os portugueses qualificados desempregados que vão servir os brasileiros descendentes de portugueses? Ou serão os africanos que os brasileiros ainda farão questão de ter aquela "amizade como se fosse da família" com os ditos africanos acrescida à cumplicidade de , coitados, eles também foram os colonizados?"
Eu ainda ando nesta pergunta existencial: " Será que a elite brasileira lê um livro? Nem que seja a turma da Mônica ou o Chico Bento? Ou é mais fácil contar historinhas para si mesmos onde o enredo é completamente embaralhado para servir as suas conveniências de emigrantes aparentemente bem sucedidos cujos avós ou bisavós vieram do nada, mas isso é vergonhoso de assumir, assim como é vergonhoso de assumir que vieram para o Brasil para explorar?
No meu ponto de vista este fluxo migratório de brasileiros para Portugal não deixa de ser saudável porque compreensível, estão a voltar às suas raízes. Raramente um brasileiro de origem nipónica ou germânica vai para Portugal. Esses irão, provavelmente, para o Japão ou para a Alemanha. Embora para comer e beber e fazer turismo Portugal é mais que demais. Desde que haja dinheiro Portugal é o paraíso, nem precisa de condomínios fechados. Talvez se fechem porque o governo português neste momento é de esquerda. Vai que os comunistas portugueses decidem comer as orelhas dos seus filhinhos logo pela manhã! Nunca se sabe! Ou ainda estão sujeitos a que alguém lhes diga que podem voltar a contar piadas de português em Portugal porque maior piada de mau gosto como a das últimas eleições as de português até passam. Porque mesmo assim os portugueses fazem piadas deles próprios. Para todos os efeitos rir de nós mesmos é um sinal de inteligência e esse brasileiros que riem dos portugueses também são de origem portuguesa. Então está tudo certo. Temos todos cérebro para pensar é só uma questão de nos permitirmos a tal.
A Piu
Brasil, 02/07/2019

OS BRASILEIROS DA FINA FLOR VISTOS PELA PIU- anotações duma portuguesa no Brasil

" O estudioso - Eduardo Assis Duarte- propões que comecemos a refletir por que o Brasil despreza seu escritor mais importante:

[...] esse preconceito é um sinal de elitismo da universidade brasileira, que, via da regra, só lê os autores que só ela lê. [...] Jorge Amado é duplamente estigmatizado: por ser comunista e por ser um escritor best seller. "

Goldstein, Hana Seltzer " O Brasil Best seller de Jorge Amado, Literatura e identidade nacional ", SENAC ed. São Paulo

Do outro lado do mar, em Portugal que hoje virou algo glamouroso para uma elite brasileira onde muitos vão desfrutarem a sua aposentadoria fugindo da insegurança que os mesmos criaram com os seus condomínios e lógicas do tempo do Gil Vicente em que o mesmo na época já criticava, conheci o Brasil na minha infância através da música, da literatura e claro está das telenovelas.

As referências eram provavelmente duma elite, mas esclarecida e democrata: Chico Buarque, Jorge Amado, Vinicius de Moraes, Elis Regina ( a mulher que na sua época ganhava o cachê mais alto do Brasil, além da sua presença e interpretação furacão), entre outros. Os livros de Jorge Amado sempre foram uma referência, antes mesmo de tomar conhecimento do desconhecimento generalizado de muitos brasileiros e brasileiras em relação à própria história do Brasil e todos os seus processos, embora as novelas e filmes feitos em cima da obra do Amado seja bastante difundida.

A citação acima lembra igual descaso dos governantes portugueses e alguns Zés Ninguéns pretensiosos que acham que podem desdenhar do José Saramago que foi o primeiro escritor português a ganhar prémio Nobel da Literatura, mas era comunista... Nem ao funeral do homem os governantes de dignaram a ir. Devem ter ido à missa confessar ao padre cura todos os seus pecados e o medo que sentem em os comunistas comam os seus filhinhos no café da manhã.

Eu não sou comunista,por motivos vários, um deles é pelo autoritarismo dogmático que alguns tentam evangelizar aos de ideias mais libertárias ou mais conservadores. Um autoritário é um conservador, mesmo que a causa primeira seja igualdade.

Mas porque vim aqui escrever estas linhas, mesmo quando a 'nha filha diz assim: " Ninguém vai ler isso!"?  Oh! Alguém há-de ler, se não for agora é depois! Pelo menos sai da gaveta e como não sou colecionadora de curtidas e escrever, assim como ler, é um meio de comunicação que tem um tempo de reflexão que não imediato uma pessoa ler agora ou daqui a uns anos está tudo certo!

Hoje escrevo para dar aquela 'refletida' ;) breve sobre os brasileiros que estão a ir para Portugal. Muitos não vão à procura de emprego, quanto muito vão investir num negócio ou desfrutar da sua aposentadoria. Outros até vão à procura de emprego para receber em euros o salário minimo seja em cargos não qualificados e até qualificados. Até há relativamente pouco tempo ficava fora do eixo com essa frase que se deve escutar na Globo : " Agora todos os brasileiros estão indo para Portugal!" Eu sentia-me afrontada, pois tem sido um grande desafio sair da ressaca da crise financeira e de desemprego que se tem vivido nos últimos 12 anos em Portugal com um forte fluxo de portugueses que saíram do seu país de origem. Eu saí porque já queria sair em busca de outros estímulos artísticos e de pensamento. Poderia ter sido para o Brasil como para outro país. Mas sinto um forte carinho pelo Brasil e poelo povo brasileiro, principalmente aquele que não é lembrado e ao limite estigmatizado. Refiro-me ao povo indigena e ao povo afro descendente. Também tem os brancos, os mestiços de alma grande e espirito de fazer acontecer. Com esses sinto-me crescer. Por outro lado,  já conheço a dinâmica portuguesa e santos da casa nem sempre fazem milagres.


Há pouco tempo um amigo diz-me assim: " Sabias que estão a fazer condomínios fechados de luxo com elevador de serviço para os brasileiros morarem em Portugal?" Eu achei que fosse piada. Rimos-nos juntos e ainda pensei, não lembro se lhe respondi: " Oh! Será que são os portugueses qualificados desempregados que vão servir os brasileiros descendestes de portugueses? Ou serão os africanos que os brasileiros ainda farão questão de ter aquela "amizade como se fosse da família" com os ditos africanos acrescida à cumplicidade de , coitados, eles também foram os colonizados?"

 Eu ainda ando nesta pergunta existencial: " Será que a elite brasileira lê um livro? Nem que seja a turma da Mônica ou o Chico Bento? Ou é mais fácil contar historinhas para si mesmos onde o enredo é completamente embaralhado para servir as suas conveniências de emigrantes aparentemente bem sucedidos cujos avós ou bisavós vieram do nada, mas isso é vergonhoso de assumir, assim como é vergonhoso de assumir que vieram para o Brasil para explorar?

No meu ponto de vista este fluxo migratório de brasileiros para Portugal não deixa de ser saudável porque compreensível, estão a voltar às suas raízes. Raramente um brasileiro de origem nipónica ou germânica vai para Portugal. Esses irão, provavelmente, para o Japão ou para a Alemanha. Embora para comer e beber e fazer turismo Portugal é mais que demais. Desde que haja dinheiro Portugal é o paraíso, nem precisa de condomínios fechados. Talvez se fechem porque o governo português neste momento é de esquerda. Vai que os comunistas portugueses decidem comer as orelhas dos seus filhinhos logo pela manhã! Nunca se sabe! Ou ainda estão sujeitos a que alguém lhes diga que podem voltar a contar piadas de português em Portugal porque maior piada de mau gosto como a das últimas eleições as de português até passam. Porque mesmo assim os portugueses fazem piadas deles próprios. Para todos os efeitos rir de nós mesmos é um sinal de inteligência e esse brasileiros que riem dos portugueses também são de origem portuguesa. Então está tudo certo. Temos todos cérebro para pensar é só uma questão de nos permitirmos a tal.


A Piu
Brasil, 02/07/2019


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segunda-feira, 1 de julho de 2019

O SÁBIO TEMPO DE FIRMEZA E DOÇURA

Hoje escrevo sobre a importância para mim da criação deste espetáculo de palhaçaria feminina sobre a violência contra a mulher. Como nunca processei judicialmente um ser ou outro por assédio, ameaças e outras coisitas más ofereço / ofereçemos ,  com a equipe que tenho a  honra de fazer parte, este testemunho na primeira pessoa ressignificado nesta linguagem artística.

No texto passado quase que prometi escrever um texto sobre o abuso e a violência exercida igualmente pelas mulheres, muitas vezes aproveitando-se da bandeira do sagrado feminino e do feminismo. Quase que prometi, não! Prometi! E o prometido é devido. Palavra é palavra. O que está dito está falado e nunca esquecer que na palavra e nas ações a honra deve andar ombro a ombro e dormir em conchinha. Não falar inutilmente já é um grande passo para dissolver mal entendidos.

Mas é necessário fechar este ciclo de entendimento da lógica de comportamentos machistas que muitos e muitas de nós exercemos muitas vezes inconscientemente, com a diferença que existem um determinado grupo que opta por esse estilo de vida macho alphice.

Como escrevi no texto anterior, por mais emancipados e emancipadas que possamos ser ou ter a ideia que somos de vez em quando corremos o risco de cair numa grande cilada abusiva. Porquê? Muitas vezes porque fomos peg@s de surpresa. Não tínhamos esse referencial que ainda existiam homens e/ou mulheres que não querem estabelecer uma relação saudável, construtiva e de cumplicidade e sim vêm na outra pessoa uma forma de exercer o seu poder de controle e projetarem todos os seus monstros interiores e vícios de comportamentos sociais. Mas também esses seres não surgem à toa, de alguma forma eles espelham algo de nós que precisamos de olhar e rever. Nem que seja a ingenuidade e até mesmo um certo e determinado orgulho da nossa parte. Esse exercício de honestidade para com nós mesm@s é minimamente necessário, para que não repitamos a mesma encrencada.

Até hoje é-me bastante desafiador e até mesmo difícil de entender um comportamento machista onde quem o exerce acha que os homens podem tudo, seduzir, dar em cima, lambuzarem-se, usar e abusar e a mulher precisa de se resignar a um lugar de resignação. O que é mais estranho é que no campo da da dita paquera a mulher é paquerada, admirada mas ao mesmo tempo desprezada. Uma bizarraria que só posso denominar como bipolar. É esperado da mulher que esta seja sedutora, mas até um certo ponto para não ser vista como fácil. Não entendo. Ela precisa de ser gostosa mas não. Só gostosa para ele, mas  mais ou menos. Que confusão. Os meuzolhos ficam a modos que esbugalhados sem entender o modo de operar. A mim tira-me a espontaneidade e até a tal vontade de paquerar, porque nunca sei o que é esperado e não esperado e ainda se corre a iminência de se receber um presente envenenado. Se por um lado o homem adora que lhe amaciem o ego, principalmente se for um vasto séquito de mulherada -  tipo: " Ai gostoso! Fica comigo, vai gatão! Eu sou melhor que aquela lá! " - já da mulher espera-se que seja ardente e recatada. Bizarro! Muito bizarro! Ah! Não falando que no meu ponto de vista a disputa seja por lá quem for é medíocre, porque o que é para acontecer acontece sem maratona nem passar a perna. Passar a perna não é um ato de amor e sim de avidez, de ego. Por isso é muito mais interessante interessarmos-nos por alguém que nos observa e que nós observamos ao invés de vir para cima de olhos esbugalhados tal qual lobo mau sedento por um pedaço de carne.

Quando temos a " sorte" ( :P ) de nos relacionarmos com um machista de gema, mesmo que aparente ser o descolado dos descolados onde ser bixo grilo dá aquele glamour que no final das contas quem é a pãozinho sem sal burguesita somos nós, aí vemos o quanto o amor nos pode cegar. Depois surgem os impropérios. Se somos negras e ele branco é porque somos negras. Se somos brancas e ele negro é porque somos brancas. Se somos europeias e e eles americanos, africanos, asiáticos ou oceânicos é por que somos europeias. Nesse caso, se somos europeias é porque somos ricas e eles pobres. Olha a ideia feita, fruto do desconhecimento! Se eles são ricos, ou aparentam, é porque não estamos à altura da sua condição e classe. Se temos o cabelo cumprido ou curto, se vestimos calças justinhas ou andamos de pernas à mostra, se nos realizamos na nossa profissão ou não, se temos uns grandes dentes de coelho ou uns dentinhos ralos, se rimos alto ou não rimos. Tudo pode  servir de argumento para nos desconsiderarem e ao limite tentarem ofender.

Um ser de comportamentos macho alpha não suporta que tenhamos relações amorosas com outros seres depois da experiência com o dito cujo. Mas o que é que o sujeito quer? Na minha terra diz-se assim, curto e grosso: " Nem fo... de ( ai nem pode! digo!  ;) ) nem sai de cima! " Então, temos que parar, respirar fundo, tirar essa pedra do sapato pois caminhar assim criam-se calos desnecessários. Até a pessoa entender que a mulher não lhe pertence e fazer aquele exercício de memória de quando usou outras mulheres e seus desempenhos e dotes libidinosos só para a diminuir e falar que a nossa pessoa estava dispensada dos seus desejos carnais. Oh meu amigo! É para o lado que eu durmo melhor! Ihihih Aliás, é um tanto ou quanto constrangedor realizar que alguém com quem partilhamos intimidade possa recorrer a um impropério tão raso. Boa viagem! Siga! Ihihih Vai-te lambuzar para depois da esquina! Ihihih

A questão é que nem sempre dá vontade de rir, principalmente quando o sujeito de comportamento macho alpha que negligenciou uma série de coisas, nomeadamente a paternidade assim como o respeito a outro ser humano que gerou um filho ou uma filha sua, ou que não gerou nada apenas teve uma affair, um casito de ocasião por vezes até platónico, insiste em perseguir ao invés de acalmar o coração e decidir dar o seu melhor nem que seja observar que nunca lhe foi exigido nada judicialmente, embora a lei preveja.

Mas por vibrar em sentimentos de medo, culpa e algumas vezes de raiva a pessoa reage desta forma. Então, da minha parte só posso desejar profundamente que a pessoa encontre as verdadeiras causas da sua felicidade e supere as verdadeiras causas do seu sofrimento e seja feliz verdadeiramente deixando que os demais sigam também esse caminho de entendimento.

Resumindo e concluindo, muitas vezes fui criticada por não abrir nenhum processo judicial em relação a nada nem a ninguém. Não me arrependo, pois apesar de tudo gostaria e desejo que o entendimento, que a consciência se expanda através do sábio tempo. Mas chegou a hora de nos apaziguarmos com tudo e a forma que nós nesta equipe encontramos foi a de criar este trabalho com vista a trazer benefícios para todos.

Também quero deixar aqui um grande agradecimento à Waxi Yawanawa com quem tive a honra de participar dos seus trabalhos de cura espiritual e que é uma das primeiras mulheres pajé do povo Yawanawa do Estado do Acre. Gratidão infinita à sua firmeza e carinho pela minha pessoa e por todas que encontra na sua caminhada. Também deixo o meu agradecimento aos pajés do povo Huni Kuin do Estado do Acre e aos espíritos da floresta que nos recordam de onde viemos e o nosso propósito de estar aqui. Haux haux! que sejamos metaforicamente flechados no coração e deste saiam beija flores de bem aventurança para todos.


A Piu
Br, 01/07/2018


Porém as leis existem e esta é efetiva quando o diálogo e o entendimento não acontecem:
Lei Maria da Penha no Brasil – (lei 11.340 – 07 de agosto de 2006).

Ah não se esqueça de curtir, se curte, a página no facebook " Ar Dulce Ar"- espetáculo de palhaçaria feminina sobre erradicação da violência contra a mulher com Geni Viegas e Ana Piu com direção de Leonardo Tonon e assessoria artística de Adelvane Neia. https://www.facebook.com/AR-DULCE-AR-162965127817209/
foto de ensaio: Leonardo Tonon
Última cena em que Mafalda dos Reis ( Geni Viegas) torna-se uma apresentadora famosa de talk shows e convida a sua amiga Bell Trana D'Tall ( Ana Piu) a falar do livro que escreveu sobre a superação de toda a sua história, dedicando o seu livro a mulheres com U de União e homens com H de Humanidade.





sexta-feira, 28 de junho de 2019

SER ESPECIAL É FAZER DA SUA VIDA UMA OBRA DE ARTE


Ninguém nasce ensinado e quando chegamos ao mundo, este já  está repleto de práticas e interações que se perpetuam no tempo e no espaço. Sermos especiais é estarmos dispostos a fazer diferente do que não serve mais e causa sofrimento, assim como  colocarmos-nos no nosso lugar e no lugar dos outros. Sermos especiais é escolher a motivação nos faz agir. Estarmos cientes de onde vem a nossa intenção. Se é da empatia, do respeito pela preciosidade que é viver e rir junto das nossas fraquezas, vulnerabilidades ou se é da raiva, da malicia gratuita para espizinhar o outro para que este prove que também sofre como aquele que o faz sofrer. Quem faz sofrer gratuitamente é porque está num sofrimento profundo ou numa alienação. Um macho alpha que escarnece das mulheres talvez nem tenha consciência plena do seu sofrimento, mas precisa de ser parado. Umas vezes, pela solidão que sente fruto das relações desgastas e decadentes que cultivou, cai em si. Outras vezes, as leis precisam de atuar. QUE BOM SERIA NÃO PRECISARMOS DE LEIS E INTIMIDAÇÕES PARA VIVERMOS EM COLETIVO!


A desigualdade social é uma violência que gera mais violência da parte de quem é segregado e explorado. Não precisamos de escutar nem um líder político nem levantar bandeira de cor alguma para entender o que é óbvio. É só uma questão de fazermos aquele movimento de nos perguntarmos: " E se fosse comigo? ' ou " E quando é comigo?". Alguém gosta de ser maltratado e desvalorizado, tanto a sua pessoa como o seu trabalho?  Hoje a mulher, mais do que emancipada, está sobre carregada. Trabalha, estuda, cuida dos filhos quando os têm,  trata da casa ( e quem não tem prestadoras de serviços que façam aquele trabalhinho que a Beauvoir achava tão " Ai credo!" ?Lavar uma louça? Fazer uma cama? Estender uma roupa e limpar um chão e outras coisas que nos levam o tempo quando poderíamos estar a fazer outras coisas ou mesmo nada?).

Se a desigualdade social levada a um extremo classista no Brasil é uma aberração a desigualdade de gênero é igualmente uma aberração e as violências simbólicas que isso acarreta: a mulher ter um salário menor, não ter a mesma disponibilidade de tempo para o oficio quando precisa e conciliar com a maternidade, ter que encarar outras mulheres que ao invés de serem empáticas também estão no espírito da competição, e ainda ter que ter muita atenção com quem se vai envolver passionalmente para a coisa fluir numa boa, construtivamente, aceitando os desafios da interação. Enfim.

Sermos especiais é movimentarmos-nos pelo amor, mesmo quando defendemos quem está dando uma grandessisima mancada mas que por preocupação com essa pessoa e por apreço à justiça intercede com tranquilidade. Ser especial é não virar a cara a quem nos pede ajuda. Ser especial é não fixar uma pessoa numa conduta, mesmo que não concordemos com a essa conduta. Porém, em casos limite não temermos recorrer a profissionais competentes e autoridades quando quem agride não entende nunca os seus direitos e deveres.

 Aqui na foto vemos um pedido de ajuda, depois de muita resistência. Pedir ajuda é uma ato de coragem, porque muitas vezes a pessoa nem processou bem o que está a acontecer pois a ideia que tinha de si mesma é que era uma mulher muito emancipada e nenhum homem a trataria mal.  E a humilhação é amarga de engolir. Mas pode acontecer a qualquerr uma e qualquer um. Sim, também existem mulheres que são abuisivas e ainda são mais abusivas quando se aproveitam da causa feminina e/ou feminista. Mas essa paradinha fica para o próximo texto.

Sejamos felizes fazendo da vida uma obra de arte que expanda a consciência e que celebre a vida!Ah! E NUNCA AMARGURAR QUE ISSO FAZ MUITO AOS RINS, À GARGANTA. ÀS UNHAS, E ATODO ORESTO DO CORPO E SEUS ACESSÓRIOS. TIPO ALMA E ESPÍRITO! Sacou? YÁ!Inté! Beijinhas e abraças e abreijos

A Piu
B'Olhão Geralzen Braziule 29/06/2019


foto de ensaio: Leonardo Tonon
palhaça Maffalda dos Reis - Geni Viegas
palhaça Bell Trana D'Tall- Ana Piu
O grupo TamoJuntas nasce por conta da campanha #MaisAmorEntreNoscom o intuito de atender mulheres vitimas de violência de forma gratuita, a partir da advocacia probono prevista no Estatuto da OAB.
Contato whatsApp 55 71 9299-0071



Ah não se esqueça de curtir, se curte, a página no facebook " Ar Dulce Ar"- espetáculo de palhaçaria feminina sobre erradicação da violência contra a mulher com Geni Viegas e Ana Piu com direção de Leonardo Tonon e assessoria artística de Adelvane Neia. https://www.facebook.com/AR-DULCE-AR-162965127817209/


foto de ensaio: Leonardo Tonon
palhaça Maffalda dos Reis - Geni Viegas
palhaça Bell Trana D'Tall- Ana Piu

O grupo TamoJuntas nasce por conta da campanha #MaisAmorEntreNos com o intuito de atender mulheres vitimas de violência de forma gratuita, a partir da advocacia probono prevista no Estatuto da OAB.


https://tamojuntas.org.br/

Contato whatsApp 55 71 9299-0071

terça-feira, 25 de junho de 2019

LEVEZA VITAL




Leve leve o traço de leveza
Leve, leve-me
Me leve leve
Levita
Le
Vi
Ta
Tá agora tá leve
Levo-te
No traço da leveza
Levitemos leves
Leveza vital
A Piu
Br, 25/06/2019


VITÓRIA, VITÓRIA A CONDUZIRMOS A NOSSA HISTÓRIA!

O que é ser alguém especial? Esta respondo ao longo do texto. Lá no finzinho. Boa leitura  Para quem é dirigido este este espetáculo e porque? Esta são questões colocadas quando submetemos o trabalho a editais e convocatórias. Primeiro que tudo, nós artistas aprendermos a produzir, divulgar e vender o nosso trabalho é fundamental. Por vezes não necessitamos. O meu caso durante vários anos, mas quando o desemprego convidou me a entrar, o país de onde eu sou e vivia, Portugal, passou por aquela crise financeira e de valores onde os cortes que hoje se vivem no Brasil aconteceram lá assim como o ministério da Cultura foi passado a secretaria vi-me numa situação, como tantos outros cidadãos e cidadãs de dar a volta ao texto. Isto também para desmistificar o deslumbramento de alguns brasileiros quando me dizem: Ah! Agora todo o mundo está indo para Portugal!"..............................................
Será uma piadinha de gosto duvidoso ou uma desinformação como tantas outras? Estas últimas eleições no Brasil foram deveras elucidativas relativamente aos olhares e posicionamentos políticos. Uma série de ideias feitas sem fundamento ou com argumentos que parece aquela mãe do filme " Good Bye Lenine!". A mulher sai de coma e está parada no tempo. Com o acréscimo que a cordialidade brasileira foi pelo cano. Familias e "amigos" se xingando....Enfim. Em suma, o sistema neo libeal é por si só uma lógica agressiva onde o ser humano é visto como algo funcioanl e descartável.
Respondendo, assim, as perguntas de lá de cima: este espetáculo tem como o público alvo todo o mundo com um olhar na prevenção das e dos adolescentes que estão a iniciar a sua vida amorosa, intima, sexual, de companheirismo.
Da minha parte dedico as minhas filhas, para que sejam autonomas, sensiveis e generosas nas parcerias que escolhem. Que não se permitam assumir o papel de subservientes ou das dominadoras e sim agentes da sua própria história. História essa que passa por se realizarem nos estudos, no oficio que escolherem e se trabalharem por dentro para vibrar pensamentos e sentimentos positivos. Que nós mulheres possamos viver dignamente do nosso trabalho e assim ter autonomia financeira. E quando houverem fases que precisamos de ajuda não nos sentirmos culpadas de estarmos numa sociedade, onde o neo liberalismo quer que sejamos individualistas e pouco empáticos.
Uma das violencias cometidas numa relação abusiva é uma das partes tentar boicotar o trabalho da outra pessoa. Nesta foto de ensaio retrata a cena em que o pai das filhas de uma de nós ameaça invadir o nosso local de trabalho que é estar diante do público, em cena. Olha a vergonha! A humilhação! E olhem o estado em que eventualmente vamos para cena com esse fantasma na orelha que te liga incessantemente sem parar de falar. Ao ponto de não divulgarmos em condições o nosso trabalho para o sujeito não aparecer. Isso foi o que aconteceu agora no Rio de Janeiro, volvidos tantos anos sem contato, com o sujeito que desejo profundamente que seja feliz e que foi uma das inspirações para este trabalho. Ao ir em trabalho a cidade doRio, onde o sujeito se encontra fiz as coisas a modos que na clandestinidade, tipo época da Dita Dura, sendo que o sujeito defende ideais libertários. Enfim. Um dia ainda nos vamos todos e todas rir com leveza de tudo o que passou e não se passará jamais com ninguém. Assim espero.
VITÓRIA A QUEM SE PERMITE REVER E VIBRAR AMOR, AMIZADE. EMPATIA ao invés de ressentimento, raiva e vingança.. Ninguém nasce ensinado, mas podemos arregaçar as mangas e trabalhar-nos por dentro. Pois, não é? Ser especial é dissolver mal entendidos que trazemos dentro de nós e respeitar o local de intimidade, público e profissional da pessoa que um dia abraçamos e beijamos e até tivemos filhos, essa preciosidade que precisamos de cuidar para um mundo emocionalmente mais sustentável.
VITÓRIA A QUEM, SE PERMITE REVER E CONTINUAR A SER ESPECIAL PARA SI MESMO E PARA OS OUTROS.!!!
A Piu
B\Olhão Geralzen 23/06/2019


A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Geni Viegas, pessoas sentadas e criança
Ah não se esqueça de curtir, se curte, a página no facebook " Ar Dulce Ar"- espetáculo de palhaçaria feminina sobre erradicação da violência contra a mulher com Geni Viegas e Ana Piu com direção de Leonardo Tonon e assessoria artística de Adelvane Neia. https://www.facebook.com/AR-DULCE-AR-162965127817209/

quarta-feira, 19 de junho de 2019

VITÓRIA A QUEM SE PERMITE AMAR

Rir do que é trágico é uma coisa muito séria. O abuso é um indicio do trágico. A violência é trágica. Há uns dias atrás passei pelo Rio de Janeiro em trabalho. O Rio é encantador e também assustador. Felizmente nunca tive nenhuma má experiência nessa cidade, mas quem lá mora tem inúmeras histórias para contar sobre os precalços do dia a dia. No VLT dois senhores dos seus 70 anos conversam. Um diz: " Existe a biblioteca, a videoteca, a discoteca e a tiroteca. Na tiroteca nem é preciso dançar, basta se atirar para o chão." Pois é, aqui temos um exemplo dum humor sarcástico em relação a algo muito trágico que essas pessoas sentem na pele ou próximo delas. Eu ri do absurdo da piada carioca, principalmente quando ambos continuavam que como isso podia acontecer em lugares onde haviam trabalhadores, famílias, mães com crianças. Aqui temos um exemplo do riso como forma de denúncia e descompressão diante de algo que deixa o cidadão comum quase que impotente.

Mais tarde uma querida amiga que me recebeu na sua casa e que por acaso é uma das percursoras da palhaçaria feminina no Brasil, a Ana Luisa Cardoso, dizia assim: " Pode ficar descansada que se escutar tiroteio é mais lá para cima no morro." Eu conheço a sua preocupação e o seu cansaço de viver no Rio por conta desse estado de alerta, mas fiz uma piada para mim e que no momento não compartilhei ( pois o assunto é sério e demora digerir) mas que compartilho agora: " Então 'tá! Se o tiroteio é mais para cima eu posso ficar aqui a beber o meu  champagne francês descansada!" Aqui temos outra piada para descomprimir acerca da questão da desigualdade social que se vive no Brasil que por si só é uma violência. Então como criar um espetáculo de palhaçaria feminina sobre violência contra a mulher sobre histórias pessoais? Precisamos de descer à cave, subir ao sotão e dar aquela bela faxinada na casa toda. E isso somos nós que temos que fazer. Cá nada de faxineiras! Cá nada de terceirizar esse trabalho interno de auto conhecimento, logo de auto observação!

Há outros dias atrás, durante uma entrevista para um documentário sobre o tema da violência doméstica ligada ao arquétipo da mulher palhaça, veio a pergunta derradeira. Pelo menos em mim deu aquilo baque no estômago, emudecendo um pouco o meu olhar. " Qual o conselho que dá para as mulheres que estão passando por uma situação de violência doméstica e/ou relação abusiva?"
Após uns segundos respondi que não havia uma resposta linear, pois cada caso é um caso e cada pessoa tem uma história e uma forma de se relacionar. Seria talvez mais fácil de responder como se proteger de uma relação abusiva e ao limite violenta antes mesmo desta se realizar. Observar antes de se envolver, auto conhecer-se através da prática de silenciar a mente escutando a respiração e a batida do coração, assim como a firmeza do corpo, deixando ir pensamentos e sentimentos parasitários. Isso é uma prática que pode e deve ser realizada por todo e qualquer ser humano. Meditar silenciosamente. Isto é, esvaziar a mente e focar-se na batida do coração, na  expiração e inspiração. Por outro lado observar e escutar com calma a pessoa que estamos interessados. Falo de UMA pessoa porque já é uma empreitada, pois essa de muitas pessoas numa cama só hmmmmm é necessário muito auto conhecimento, desprendimento, logo maturidade. Muita energia para gerir a médio, longo prazo. A curto prazo até pode ser que dê certo. Não sei. Nunca experimentei, mas disso estou ciente que precisamos de muito amor próprio e respeito mútuo. E selinhos e coisinhas é brincadeirinha de ocasião. Não vamos chamar a isso algo profundo de entrega. Tomem isto como um ponto de  vista, não como uma verdade absoluta. Mas só podemos amar quando nos amamos a nós mesm@s. Isso é certo. Mover-nos pelo ciúme, pelas suposições que levam ao ciúme é sermos fakes de nós mesmos e isso pode trazer consequências muito sérias. Somos fakes quando não estamos firmes no que somos na essência. Ser confiável é confiar na outra pessoa e também transmitir confiança. Respeitar quem a outra pessoa é, o que ela faz, o que ela estuda, o seu trabalho, a sua família, os seus amigos. Podemos não concordar com tudo, mas para nos envolvermos com alguém esse respeito e admiração precisam dum saldo mais que positivo.

 Não temermos demonstrar diretamente gestos e palavras de amor a quem queremos bem. Não temermos retribuir o amor que nos é dado com clareza, sem tercerizar. Clareza rima com leveza. Se não é o: Eu suponho que ele supõe que eu supus que supostamente ela traiu-me, logo também vou fazer das minhas. Eheheheh uma loucura! Ou existe mútuo acordo que cada um faz o que quer e respeitam-se na mesma ou então é uma roleta russa que vai entornar o caldo. No final da contas um desgaste de energia que poderia ser usado em afeto, carinho, entendimento, cumplicidade. Então, AUTO CUIDADO, AMOR PRÓPRIO, AUTONOMIA são bons ingredientes para nos relacionarmos com lucidez ao invés de carência.

Já quem está no olho do furacão precisa de saber que está no olho do furacão. Muitas vezes relativiza: 'Ah a pessoa é assim, mas ela me ama e eu também já me habituei!" Têêêêê Bola ao lado. Depois precisa de trabalhar a sua sabedoria para saber como se livra da situação, o que nem sempre é fácil pois o predador muitas vezes insiste. Essa sabedoria passa pela prática acima descrita. Relaxar através da imobilidade, foco na respiração, nos batimentos cardíacos e no seu corpo. Depois, precisa de procurar ajuda e se proteger. Nem sempre isso é evidente, pois existem relações muito viciadas, logo insanas que fica naquele um agride, o outro agride, viram as costas um ao outro e depois voltam ou uma das partes obriga a outra a ficar. enfim, um emaranhado que muitos se habituaram.

Então, antes de nos relacionarmos seja lá com quem for precisamos de nos relacionarmos com nós mesm@s e não permitir que sejamos tratad@s de qualquer maneira ou tratar de qualquer maneira. Estar na presença de alguém que seja uma honra e não um paliativo para um sofrimento interno que precisamos de saber as causas para o retirar cirurgicamente da nossa vida. E os nossos sofrimentos a nós dizem respeito a outra pessoa não é nosso saco de boxe, nem o depósito do nosso lixo emocional, tampouco o nosso placebo para atenuar as nossas carências. Que o encontro de corpos seja o encontro de almas, quando assim não for tenhamos a coragem de saber que estamos a ser fake para nós mesm@s, logo saímos do lugar de vitimas e passamos a nos responsabilizar pelos nossos atos. As pessoas de quem nos enamoramos não trazem uma bula colada na testa e muitas vezes são sedutoras ao ponto de acharmos que aquela é uma fase e que depois já está tudo bem. No meu ponto de vista, quem agride tem de se rever, se agride recorrentemente precisa de se curar. Espiritualmente falando. Resumindo e concluindo: conectar-se com o "outro" é conectar-se consigo mesm@. A vida é preciosa para cairmos constantemente nas ciladas que aramamos para nós mesm@s. Onde há firmeza, acolhimento, clareza na intenção há confiança, logo amor o resto é converseta para boi dormir.

VITÓRIA À VIDA E AO AMOR PRÓPRIO E AO PRÓXIMO

A Piu
B'Olhão Geralzen 19/06/2019