Naquela noite caminharam durante muito tempo. Em torno duns 6 a 7 meses debaixo dum céu cujo sol se cobria com um véu. Estavam perto do Polo Norte. Não se sabe ao certo se na Islandândia que é a terra do do gelo, se na Gronelândia que dizem que é a terra pai Natal para uns, papai Noel para outros.
Ali parados. em cima dum bloco de gelo deram as mãos na esperança que esse bloco flutuasse até um outro bloco que assegurasse terra firme. Já em terra firme cada um tirou a sua garrafa para nesta meter as suas mensagens acerca do que desejavam se descartar para mais leves seguirem. Mensagens de auto perdão acerca desse tal feminino e masculino distorcido que a maioria de nós não tem consciência que traz dentro de si. Mas quando alguém nos alerta para tal facto, num primeiro momento ficamos boquiabertos com uma babinha a escorrer no canto inferior esquerdo e até mesmo direita da boca até ao queixo, seguindo para o umbigo. Depois ficamos assombrados e até recusamos que também somos assim. Para depois erguer a cabeça com dignidade e olhar de frente o que é para enxotar.
Cada um e cada uma escreveu uma carta de auto perdão para jogarem à gélida e antártica água. Uma carta de duas frases que sintetizasse tudo aquilo que queriam que fosse embora. Escreveram em silêncio sem conversetas penduretas.
A mulher menina de olhar sério, mas doce escreveu: Amando-me peço licença para que tu, criança interior e inocente que trago dentro de mim, perdoe-me de ter boicotado a minha felicidade e a dos meus queridos desconfiando na palavra amor que nos faz abraçar com ternura e desapego mantendo vínculos duradouros baseados na verdade e somente na verdade, transparência e confiança.
A menina mulher de olhar irreverente, mas transpirando subtilmente insegurança escreveu:
Amando-me peço licença para que tu, criança interior e inocente que trago dentro de mim, perdoe-me de me comparar com as minhas companheiras, irmãs, mulheres achando que o meu status insolente juvenil do meu restrito mainstream é mais esplendoroso que essas companheiras, guardiãs da cura do feminino e do masculino.
O jovem homem escreveu: Amando-me peço licença para que tu, criança interior e inocente que trago dentro de mim, perdoe-me por todas os pensamentos, palavras, ações invasivas que cometi para com outros, nomeadamente para com quem amava e não sabia lidar com esse amor que por mim era boicotado, culpabilizando/responsabilizando terceiros desse mesmo boicote.
O outro homem ainda escreveu: Amando-me peço licença para que tu, criança interior e inocente que trago dentro de mim as vezes que fui boçal e desdenhei da dignidade dos seres vivos e da igualdade, solidariedade e fraternidade e do valor do trabalho de outros seres humanos achando que isso era coisa de komuna (!?.....) ou outra coisa que achava que não era digna para a lavagem cerebral que me deram desde a escola, passando pela tv e cinema
Uma mulher e um homem e mais outro homem e também uma mulher ainda escreveram, como por magia, a mesma coisa: Amando-me peço licença para que tu, criança interior e inocente que trago dentro de mim para não ter mais mais medo de amar na plenitude, respirando profundamente de olhos fechados e também abertos para que crie espaço para tudo o que é criativo, criador, desconstrutivo de verdades e pequenas certezas que subscrevem relações de poder. Que quando nos colocamos no lugar da vitima é feminilidade distorcida e quando nos colocamos no lugar do inspetor Smart Espertalhuço Que Te Vou Apanhar Em Flagra não passa de masculino distorcido.
Depois uns leram para os outros o que escreveram. O jovem homem que escrevera sobre ser invasivo não se pronunciou. Todos respeitaram, pois invadir a intimidade alheia merece auto perdão sem julgamentos exteriores.
Decidiram, então, por questões ecológicas e práticas que as mensagens seguiriam todas numa mesma garrafa, pois todos, de uma forma ou outra, padeciam das mesmas dores que necessitavam transformar em amor.
Em silêncio viram a garrafa partir. Nas restantes encheram de água límpida, de desejos, pensamentos, palavras, ações, gestos líquidos. E o sol da meia noite surgiu no céu. Nunca duvidar que este aparecerá. Aparece sim, quando por dentro nos limpamos de tudo o que é tóxico e nos pesa impedindo-nos de abraçar e voar. Amar e deixar amar.
A Piu
Br, 14/01/2017
De origem germânica achtung! servia como interjeção chamativa para perigos e paisagens deslumbrantes. Mais a norte, nos países escandinávos,ACHTUNG!! é considerado o espirro oficial dos vikings. Em terras lusas utiliza-se a expressão "Arre!!" quando alguém está arreliado. "Arretung!" é uma espécie de grito de guerra dos trabalhadores da classe precária, que desunidos nunca vencerão.
domingo, 14 de janeiro de 2018
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Tia Habiba dizia que qualquer um pode criar asas. Era só uma questão de concentração. As asas não precisavam ser visíveis como as dos pássaros; asas invisíveis eram tão boas como as outras, e, quanto mais cedo a gente se concentrava em voar, melhor. Mas quando lhe implorei que fosse mais explicita, ficou impaciente e me disse só que certas coisas prodigiosas não podiam ser ensinadas. " O que é preciso é você ficar alerta para o chiar da seda do sonho alado, a fim de não deixar que escape", disse-me. E deu-me a dica, ainda, de que havia dois pré-requisitos para criar asas: " O primeiro é sentir-se rodeado por um círculo e o segundo é acreditar que você pode romper o círculo. " (...)
" Uma terceira condição, pelo menos no que lhe diz respeito, minha querida, é que você pare de bombardear as pessoas com perguntas. Observar é também uma boa maneira de aprender. Escutar calada, com os olhos abertos e os ouvidos vibrantes pode trazer magia para a sua vida do que todo o tempo que você passa naquele terraço bisbilhotando de olhos postos em Vênus ou na lua nova." (...)
Também me sentia orgulhosa por compreender que a magia, como o sorvete, tinha muitos sabores entre mim e as estrelas; outro, mais esquivo, em apurar o foco mental em sonhos fortes e invisíveis, para estender as asas do meu íntimo para fora.
Mernissi, Fatima " Sonhos de transgressão, minha vida de menina num harém". Companhia das Letras. SP: 1996
foto: Goa Style

NA CAMINHADA DO DESPERTAR D@S MÁGIC@S ( titulo A Piu) HOMEM DESPERTO- Juh Alves Asha
Quando encontrar um homem com o masculino curado tenha cuidado, pois será um teste para verificar a cura do seu feminino. Nada mais será como era antes. Ele não irá alimentar o seu ego.
Ele trará mudanças: irá lhe desconstruir, tirará seu chão e o seu controle, até sobre si mesma. Ele chegará e não conseguirá mandá-lo embora porque ele é a sua cura: mostrará onde precisa de mudança e arrancará de ti aquelas que tem adiado. Desafiará-lhe porque sabe que existe mais dentro de ti, sabe que tem barreiras a serem quebradas: seus medos, seus receios, suas "frescuras"... E depois de alguns surtos internos, de não entender o que estará acontecendo, de ficar anestesiada, vai ainda tentar manter o padrão. Mas ele veio justamente para transpô-lo.
Com o passar do tempo entenderá que ele sabe se colocar, que o sexo não o manipula porque tem controle sobre seus instintos, ou melhor, transcendeu os pequenos desejos de prazer próprio.
Com o passar do tempo entenderá que ele sabe se colocar, que o sexo não o manipula porque tem controle sobre seus instintos, ou melhor, transcendeu os pequenos desejos de prazer próprio.
Ele fez as pazes com suas raízes, buscou se encontrar, entregou-se para a própria missão, entrou na caverna de suas sombras e as conhece.
Ele está disposto a estar contigo para multiplicar tudo de bom que os habitam. Ele segurará sua mão, colocará-lhe em seu peito todas as noites e irá contigo até o fim do mundo.
Ele sabe que sua companheira é o reflexo exato do feminino dele que precisa de cuidado e fará o necessário pela harmonia de ambos, para trilharem juntos, lado a lado, um caminho de cura e despertar.
Encontrará em você a amorosidade que faltava nele, essa energia feminina tão preciosa e por isso ele lhe será grato: por você ser a manifestação da Lua na Terra. E você irá honrá-lo por ser o seu Sol.
Em tudo estarão juntos: amando, crescendo, buscando e encontrando em si e um no outro o sentido de uma existência plena de compartilhar.
O tempo aqui não fará sentido, pois retornarão um caminho que já trilharam, tão antigo quanto a sabedoria que carregam dentro de si. Nada externo poderá atrapalhar vocês, pois a unidade de duas energias complementares e opostas forma um encaixe perfeito para cocriar tudo que desejam.
Lindos frutos de amor, cura e despertar serão colhidos depois de semeados por tanto tempo e se espalharão ao redor.
À você, desejo este homem, pois ele é a sua cura.
Ele está disposto a estar contigo para multiplicar tudo de bom que os habitam. Ele segurará sua mão, colocará-lhe em seu peito todas as noites e irá contigo até o fim do mundo.
Ele sabe que sua companheira é o reflexo exato do feminino dele que precisa de cuidado e fará o necessário pela harmonia de ambos, para trilharem juntos, lado a lado, um caminho de cura e despertar.
Encontrará em você a amorosidade que faltava nele, essa energia feminina tão preciosa e por isso ele lhe será grato: por você ser a manifestação da Lua na Terra. E você irá honrá-lo por ser o seu Sol.
Em tudo estarão juntos: amando, crescendo, buscando e encontrando em si e um no outro o sentido de uma existência plena de compartilhar.
O tempo aqui não fará sentido, pois retornarão um caminho que já trilharam, tão antigo quanto a sabedoria que carregam dentro de si. Nada externo poderá atrapalhar vocês, pois a unidade de duas energias complementares e opostas forma um encaixe perfeito para cocriar tudo que desejam.
Lindos frutos de amor, cura e despertar serão colhidos depois de semeados por tanto tempo e se espalharão ao redor.
À você, desejo este homem, pois ele é a sua cura.

MULHER DESPERTA- Sophie Bashford
Se escolher amar uma mulher desperta, entenda que estará entrando em um território novo, radical e exigente.
Se escolher amar uma mulher desperta não poderá continuar adormecido.
Se escolher amar uma mulher desperta cada parte da sua alma será despertada, não apenas seus órgãos sexuais, mas também seu coração.
Mas, se pretende uma vida normal, siga com uma mulher normal.
Se escolher amar uma mulher desperta não poderá continuar adormecido.
Se escolher amar uma mulher desperta cada parte da sua alma será despertada, não apenas seus órgãos sexuais, mas também seu coração.
Mas, se pretende uma vida normal, siga com uma mulher normal.
Se deseja uma vida dócil, encontre uma mulher que decidiu ser submissa.
Se deseja apenas mergulhar o dedo do pé nas águas que correm de Shakti, mantenha-se com uma mulher correta, que ainda não mergulhou na fúria do oceano sagrado feminino.
É fácil amar uma mulher que ainda não ativou seus poderes sagrados internos, porque ela nada exigirá.
Se deseja apenas mergulhar o dedo do pé nas águas que correm de Shakti, mantenha-se com uma mulher correta, que ainda não mergulhou na fúria do oceano sagrado feminino.
É fácil amar uma mulher que ainda não ativou seus poderes sagrados internos, porque ela nada exigirá.
Ela não te porá à prova.
Ela não exigirá que te tornes o mais alto Ser que podes ser.
Ela não acordará as partes esquecidas e anestesiadas do seu Espírito pedindo que se lembre que há mais possibilidades de vida do que isso.
Ela não vai olhar fundo em seus olhos cansados e enviar raios de Verdade através do seu corpo, balançando-o acordado e sacudindo seus desejos perdidos há muito dentro de você.
Ela não exigirá que te tornes o mais alto Ser que podes ser.
Ela não acordará as partes esquecidas e anestesiadas do seu Espírito pedindo que se lembre que há mais possibilidades de vida do que isso.
Ela não vai olhar fundo em seus olhos cansados e enviar raios de Verdade através do seu corpo, balançando-o acordado e sacudindo seus desejos perdidos há muito dentro de você.
Se isso não for suficiente para você - se o seu coração, corpo e espírito anseiam pela "Outra Mulher" - então deve saber que está prestes a transformar a alma. Deve saber que está fazendo uma escolha séria com consequências cármicas. Pois, se decidir adentrar a aura e o corpo de uma mulher cujo fogo espiritual está queimando, então saiba que estas ansiando por um certo nível de risco e perigo, com o propósito de crescer.
Uma vez que começa a amar uma mulher dessa natureza você deve aceitar a responsabilidade.
Sua vida não será mais confortavelmente sonolenta o tempo todo.
Sua vida não permitirá que fique preso aos velhos sulcos e rotinas estagnadas, pois ela - A Vida - assumirá radicalmente novo sabor e aroma.
Você será inflamado pela presença do selvagem feminino e irá sintonizar-se com o chamado Divino.
Sua vida não será mais confortavelmente sonolenta o tempo todo.
Sua vida não permitirá que fique preso aos velhos sulcos e rotinas estagnadas, pois ela - A Vida - assumirá radicalmente novo sabor e aroma.
Você será inflamado pela presença do selvagem feminino e irá sintonizar-se com o chamado Divino.
A escolha de ser sexualmente e amorosamente íntimo de uma mulher desperta, é para os homens que precisam de coragem para caminhar sem medo do desconhecido.
Mas esse homem, vai colher recompensas além da compreensão da sua mente. Ela o levará a mundos desconhecidos de mistério e magia.
Ela vai levá-lo hipnotizado e meio entorpecido de amor, às florestas selvagens do êxtase sensual e de admiração.
Ela não vai fugir da sua "escuridão", porque a sua escuridão não vai assustá-la. Ela falará palavras que a sua alma entende.
Mas esse homem, vai colher recompensas além da compreensão da sua mente. Ela o levará a mundos desconhecidos de mistério e magia.
Ela vai levá-lo hipnotizado e meio entorpecido de amor, às florestas selvagens do êxtase sensual e de admiração.
Ela não vai fugir da sua "escuridão", porque a sua escuridão não vai assustá-la. Ela falará palavras que a sua alma entende.
É um risco enorme amar uma mulher desperta, porque de repente não há um lugar para se esconder.
Ela vê tudo, para que ela possa amar com profundidade.
Amar uma mulher como essa é escolher começar a viver com a sua alma no fogo.
Ela vê tudo, para que ela possa amar com profundidade.
Amar uma mulher como essa é escolher começar a viver com a sua alma no fogo.
Sua vida nunca mais será a mesma, uma vez que convidou essa energia para entrar.
Certifique-se, caso escolha amar uma mulher desperta de que escolheu por não passar o resto da vida olhando para trás sobre o seu ombro, tentando enxergar mais uma vez a visão turva de mistério feminino que desapareceu de sua vista. Pois ela terá voltado para as estrelas e galáxias distantes do céu... de onde ela veio.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018
NONA NOITE: CHORO COMOVIDO
Cruzaram-se por mero acaso na rua. Mas existem acasos ou meros acasos? Pah! Ali ficaram olhando-se olhos nos olhos. Primeiro foi aquele vacilo. Fico? Não fico? Bem... Bora lá. Por acaso. Bom.... Quase por acaso. Cada um vinha a roer uma cebola. Vai-se lá saber porquê... Para ficar com um hálito à maneira para que não seja qualquer um ou qualquer uma entrar nessa aventura do beijo. Nem se quer dum abraço. Mas um deles logo disse: " Eu como cebolas para esparantalhar maus espíritos. Esses que acham que chegam para ficarem. Devem ter a mania. "
Pronto. Logo ali começaram a rir até às lágrimas.
Olharam-se. Observaram-se. Sentiram-se à distância. Sim, vai que a energia está meio difusa!... Entraram em sintonia no respirar. Mergulharam na menina dos olhos um do outro e comoveram-se. A simplicidade e a empatia é comovente. Um mundo. Um universo cósmico. Gósmico não. Que a gosma é muito chata e faz mal ao garganiço. Sorriram docemente. Sim, que doçura não é sinónimo de submissão e sim de cumplicidade!
Aos poucos as mãos que seguravam as cebolas foram relaxando e estas caíram por terra, abrindo-se em leque. Deixando à vista as várias camadas que as constituem. Era exatamente o que acontecia ao se olharem demoradamente. As camadas iam caindo. De mãos livres tocaram delicadamente nas pontas dos dedos como se nas impressões digitais viesse escrito: gentileza gera gentileza. Depois aproximaram-se mais e num abraço sentiram o batimento do coração do outro. E assim ficaram comovidos de alma lavada. Sim, que chorar lava a alma seja quando nos rimos muito, seja quando é para deixar ir o que é para ir porque pesa. Somente leves podemos ser livres e voar individualmente, em dupla e até mesmo em bando. Depois deram as mãos e correram até levantar voo a perder de vista. Sem limites. Pelo menos é o que contam. Quanto ao beijo? Ninguém estava lá para testemunhar! Vai saber! ;)
A Piu
Br, 09/01/2018
Pronto. Logo ali começaram a rir até às lágrimas.
Olharam-se. Observaram-se. Sentiram-se à distância. Sim, vai que a energia está meio difusa!... Entraram em sintonia no respirar. Mergulharam na menina dos olhos um do outro e comoveram-se. A simplicidade e a empatia é comovente. Um mundo. Um universo cósmico. Gósmico não. Que a gosma é muito chata e faz mal ao garganiço. Sorriram docemente. Sim, que doçura não é sinónimo de submissão e sim de cumplicidade!
Aos poucos as mãos que seguravam as cebolas foram relaxando e estas caíram por terra, abrindo-se em leque. Deixando à vista as várias camadas que as constituem. Era exatamente o que acontecia ao se olharem demoradamente. As camadas iam caindo. De mãos livres tocaram delicadamente nas pontas dos dedos como se nas impressões digitais viesse escrito: gentileza gera gentileza. Depois aproximaram-se mais e num abraço sentiram o batimento do coração do outro. E assim ficaram comovidos de alma lavada. Sim, que chorar lava a alma seja quando nos rimos muito, seja quando é para deixar ir o que é para ir porque pesa. Somente leves podemos ser livres e voar individualmente, em dupla e até mesmo em bando. Depois deram as mãos e correram até levantar voo a perder de vista. Sem limites. Pelo menos é o que contam. Quanto ao beijo? Ninguém estava lá para testemunhar! Vai saber! ;)
A Piu
Br, 09/01/2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
OITAVA NOITE: DESCONSTRUÇÃO. CAEM AS MÁSCARAS. REGRESSO AO LAR
Nessa mesma noite, em que tudo parecia acabar o que nunca tinha começado como uma bizarra viagem de assombro onde caminho de volta para casa mais que urgente era necessário, aconteceu algo revelador, rejuvenescedor, incrivelmente revitalizante. Aquele código de barras invisível que trazemos no chip da nossa inteligência emocional desformatou todo. Na realidade, se é que não existe mais que uma realidade, o código de barras eram os padrões de comportamento que não mais serviam como se de máscaras se tratassem que impediam o encontro intimo, profundo e amoroso com o Eu espiritual. Esse Eu que acolhe. Um Eu sensual, porque inteiro e digno duma existência plena, honrando cada detalhe, cada instante. Fechou suave e docemente os olhos. Sorriu para a vida de peito aberto. Encarou-a de frente. Disse SIM com todas as letras. Um Sim sincero sem o jogo da dúvida, do olhar enviesado, o corpo retrocido. Caso contrário era um NIM, que é uma mistura de SIM mais NÃO.
E as máscaras foram caindo. Caiu a máscara da serenidade que escondia aquele frenesim interior com o seu ruído mental e suas ruminações emocionais. A máscara da bondade também se derreteu. Aquela que parece, mas não é, como qualquer máscara que usamos socialmente para no fundo fugirmos de nós. Da lonjura que criamos para nós mesmos para não estarmos no nosso lar, esse templo que é o nosso corpo, alma e espírito. Mas o auge foi quando a máscara do poder caiu, aquela onde a masculinidade e feminilidade distorcidas se chocam numa valsa grotesca entre relações de poder que tolhe a liberdade do gesto cuidadoso e pleno de carinho. Foi um alivio tão grande cair essa máscara que tudo quer controlar, que diz NÃO ao invés de dizer SIM de peito aberto, frontal com os pulmões esvaziando e enchendo-se de ar. Quando essa respiração profunda passou a fazer parte da rotina voltou para casa, ao seu lar, abraçando todos aqueles que amava e o seu grande amor com serenidade e entusiasmo. Tudo agora estava fluidamente ao alcance. Porquê? Porque as máscaras tinham caído. Evidentemente como a água ser H2O. Límpida, cristalina e potável. Agora no seu novo código de barras vinha escrito: o amor cura.
A Piu
Br, 07/02/2017
E as máscaras foram caindo. Caiu a máscara da serenidade que escondia aquele frenesim interior com o seu ruído mental e suas ruminações emocionais. A máscara da bondade também se derreteu. Aquela que parece, mas não é, como qualquer máscara que usamos socialmente para no fundo fugirmos de nós. Da lonjura que criamos para nós mesmos para não estarmos no nosso lar, esse templo que é o nosso corpo, alma e espírito. Mas o auge foi quando a máscara do poder caiu, aquela onde a masculinidade e feminilidade distorcidas se chocam numa valsa grotesca entre relações de poder que tolhe a liberdade do gesto cuidadoso e pleno de carinho. Foi um alivio tão grande cair essa máscara que tudo quer controlar, que diz NÃO ao invés de dizer SIM de peito aberto, frontal com os pulmões esvaziando e enchendo-se de ar. Quando essa respiração profunda passou a fazer parte da rotina voltou para casa, ao seu lar, abraçando todos aqueles que amava e o seu grande amor com serenidade e entusiasmo. Tudo agora estava fluidamente ao alcance. Porquê? Porque as máscaras tinham caído. Evidentemente como a água ser H2O. Límpida, cristalina e potável. Agora no seu novo código de barras vinha escrito: o amor cura.
A Piu
Br, 07/02/2017
sábado, 6 de janeiro de 2018
SÉTIMA NOITE: ASSOMBRAMENTO MAIS O DELICIOSO ASSOMBRO DA LUA
Sábado à noite. Oh... Havia o ' saturday night fever'. Mas era uma febre!... Uma febre daquelas. Que febre era aquela que olhava para todo o lado e não entendia, ou quase tudo, ou tudo ou mesmo nada? Estava assombrado, desconcertado, baralhado, desmunnhecado, assarapantado. Sentia-se febril e olhava para a lua. De repente, eis se não quando, assim uma coisa meio qe muita estranha: um astronauta mais um cosmonauta no cima da lua à bandeirada a dizer que tiham chegado primeiro. Um com uma coca com vodka em punho, outro com um cuba libre em riste. Um pé de vento que se armou ali. Uma guerra fria que ali se armava. Sim, que na lua faz muito frio mesmo com roupa da Decatelô para mora no céu. Ah pois! Para irmos para o céu temos que ir agassalhadinhos, quentinhos, emocionalmente acalorados. É O MÍNIMO! O resto a gente dá o jeito!
Mas o homem ainda estava pouco confiante. E a mulher? Oh! A mulher mascava uma chicle de banana misturada com chicle de menta e hortelã e "dezia": Ai chavalo! Deixa-te de coisas. Muito medo para pouco encontro olho no olho. Se liga, rapaz!" E o rapaz? Ficou assombrado. E o que ele fez? Foi dormir de olhos abertos. É isso que acontece a quem é miaufa, uma espécie de " tá quieto, não me empurres!". E assim vivia de assombro em assombro sem conhecer o sabor delicioso das caricias da lua em noites teleoáticas, mas nada apáticas. Até ver. Até ver. Nem o deus nosso senhor nos dá certeza de nada! Quanto muito que um dia findamos corporeamente. Mas isso fica para depois! Agora! Agora! ESTAMOS VIV@S!
A Piu
Brasil, 06/01/2017
Mas o homem ainda estava pouco confiante. E a mulher? Oh! A mulher mascava uma chicle de banana misturada com chicle de menta e hortelã e "dezia": Ai chavalo! Deixa-te de coisas. Muito medo para pouco encontro olho no olho. Se liga, rapaz!" E o rapaz? Ficou assombrado. E o que ele fez? Foi dormir de olhos abertos. É isso que acontece a quem é miaufa, uma espécie de " tá quieto, não me empurres!". E assim vivia de assombro em assombro sem conhecer o sabor delicioso das caricias da lua em noites teleoáticas, mas nada apáticas. Até ver. Até ver. Nem o deus nosso senhor nos dá certeza de nada! Quanto muito que um dia findamos corporeamente. Mas isso fica para depois! Agora! Agora! ESTAMOS VIV@S!
A Piu
Brasil, 06/01/2017
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