De origem germânica achtung! servia como interjeção chamativa para perigos e paisagens deslumbrantes. Mais a norte, nos países escandinávos,ACHTUNG!! é considerado o espirro oficial dos vikings. Em terras lusas utiliza-se a expressão "Arre!!" quando alguém está arreliado. "Arretung!" é uma espécie de grito de guerra dos trabalhadores da classe precária, que desunidos nunca vencerão.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
PRIMAVERA E OUTONO, ESTAÇÕES DE RENOVAÇÃO (série comemorações das conquistas de Abril)
Conviver com quem é diferente é um grande desafio.
Hoje veio-me às ideias aquela ideia que alguns tem acerca de si mesmos:"Ah eu não sou racista, mas...", "Ah o nosso povo é muito hospitaleiro, mas desses aí é melhor nem dar trela!", "Ah nós somos muito civilizados, mas..." Ah aqueles lá são muito machistas, muito mais do que nós!", "A minha avó era chinamarquesa, mas eu não gosto de chinamarqueses".
Enfim, toda uma série de identidades e pertenças a modos que esquisitoides.
Depois veio uma ideia muito, mas muito cínica à ideia. Tanta ideia que vem à ideia das minhas ideias! Será que aquela frase que algumas vezes se lê nas paredes de terras lusitanas que não é mais nada menos que: "Pretos Fora" não tem haver com uma necessidade de transcendência individual e colectiva do pessoal sacar fora a escuridão, o obscurantismo que há dentro de si? Que se faça luz que o retrocesso é eminente!
Falar de uma revolução portuguesa anti fascista e não falar duma descolonização é no minimo uma lacuna histórica e ideológica. Mas nem todos os anti fascistas são anti imperialistas. Atenção! Parece um paradoxo, mas é uma realidade como tantas outras.
Gosto muito do filósofo português Agostinho da Silva, mas tem alguns pensamentos seus que posso não concordar. Não encontro razão para este caracterizar o Brasil como um imenso Portugal, mas mais solto. Brasil e Portugal são contextos diferentes, apesar de falarem uma língua quase igual. E essa comparação acarreta muitas coisas, entre elas um colonialismo latente. Não deixo de admirar o Agostinho da Silva, mas ele faz parte duma época recente que já passou. Por outro lado o Brasil é muito solto numas coisas e noutras não. Uma delas é o silenciamento dum passado recente. As ditaduras deixam mazelas que só o tempo as cicatrizará.
Quanto à civilizada Europa a xenofobia, a islamofobia e outras fobias maradas seculares continuam, mesmo quando a Primavera chega.
Vivam as Primaveras esperançosas, assim como os Outonos que são como Primaveras!
Ana Piu
Brasil, 09.04.2015
RECORDAR É VIVER PARA REESCREVER A NOSSA HISTÓRIA SEM AIS NEM UIS
Feitas as contas, pelo verso da foto, a mesma foi tirada no Abril primaveril de 1974. Anita Rabina Patareca vivia o seu primeiro Abril, que por acaso ou não (Alguma coisa é por acaso? Mesmo que o acaso seja fruto do efeito de nós sermos sujeitos históricos?) #
acontecia o momento histórico no seu país: a revolução dos cravos, liderada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para pôr fim ao regime fascista e a uma guerra colonial e por consequência ao colonialismo. Nesse dia, o da revolução, 25 de Abril o povo juntava-se ao MFA. A história seguinte e os seus sujeitos tem lidado com a democracia como tem conseguido ou não. Mas isso é o capítulo seguinte.
acontecia o momento histórico no seu país: a revolução dos cravos, liderada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para pôr fim ao regime fascista e a uma guerra colonial e por consequência ao colonialismo. Nesse dia, o da revolução, 25 de Abril o povo juntava-se ao MFA. A história seguinte e os seus sujeitos tem lidado com a democracia como tem conseguido ou não. Mas isso é o capítulo seguinte.
Lá atrás está a avó de pó talco em punho. Nesse tempo as fraldas eram somente de pano e as assaduras era cá um desconforto! A dita senhora de pó de talco em punho foi a primeira a chegar lá a casa. Logo de manhãzinha, em sobre aviso naquele histórico 25 de Abril: ”Ouvi na rádio que está acontecer um golpe de Estado. A revolução rebentou e pediram às pessoas para manterem a calma, não saírem de casa!”
Resultado! Uma considerável parte da população sauí de casa e foi para a rua assistir a esse momento tão esperado durante 48 anos de fascismo e fim de 12 anos de guerra colonial com os países africanos. As pessoas ergueram o punho e gritaram com muita esperança: “Fascismo nunca mais!” Isso é muito importante de lembrar sem ficarmos demasiado presos ao passado, para que o presente aconteça.
Quem vier dizer que a revolução dos cravos não serviu para nada.... O melhor é chamar o meu amigo Zé(n) e respirar um Ooooooom profundo. Não Omo! Sim, porque a democracia não é como o detergente da roupa que já vem em pacotes e basta juntar água e esfregar um pouco. E qualquer dia já nem é preciso lavar roupa. Tudo descartável como as modernas fraldas.
A democracia é mais sabão azul e branco. Tudo à mão, sem imediatismos. Esfregar bem e deixar a corar (deixar o sabão na roupa ao sol sem passar por água) para ficar impecável, como a nha avozinha ensinou.
A democracia é mais sabão azul e branco. Tudo à mão, sem imediatismos. Esfregar bem e deixar a corar (deixar o sabão na roupa ao sol sem passar por água) para ficar impecável, como a nha avozinha ensinou.
Ana Piu
Brasil, 08.04.2015
Brasil, 08.04.2015
A História. O que é a História?
Nós somos uma História. Nossa vida é uma História e por dentro dela tem vida sem História. Uma planta que cresce. Isso, isso é História. Às vezes a planta fica presa porque não cuidam dela. Isso é não acreditar na História, não acreditar na união. Não acreditar em si.
A magia pode sim existir, mas não é qualquer magia.
Flor 9 anos
Titulo da História da autora Maria Flor de 9 anos.
Nunca esquecer que o Fascismo é intragável.
A MAGIA CÚBICA
E eu que nunca consegui completar o cubo mágico! Conseguia dois lados. Também!.. Não se pode querer tudo na vida! Quanto às gravatas...Uma vez perdi umas tantas do meu pai nas teatrices.. Oooops espero que ele não leia isto!
Quanto a contas de matemática!... Tive um professor no sétimo ano que me apresentou a disciplina como um jogo. Nesse ano ficava até de madrugada na escrivaninha da sala de volta das charadas da matemática. Za ver! As coisas são chatas ou são apaixonantes consoante os estímulos e o sentido que estes fazem!
Quanto a contas de matemática!... Tive um professor no sétimo ano que me apresentou a disciplina como um jogo. Nesse ano ficava até de madrugada na escrivaninha da sala de volta das charadas da matemática. Za ver! As coisas são chatas ou são apaixonantes consoante os estímulos e o sentido que estes fazem!
50 Tons de azul
41. O Amor é azul. O Amor também é verde esperança. O Amor é uma foto amarelecida pelo tempo que teima em ficar.
42. Quem sente Amor deve ir em frente, mesmo que bata com o nariz na porta. Vai que a porta está semi aberta e o nariz foi bater na esquina. É só dar um passinho para o lado.
43. O Amor é meter o nariz onde não somos chamados, mas com sensibilidade. Chegar à bruta é um bocado bruto.
44. O Amor não é nenhum objeto. Vai que o ser amado olha para outros seres como um galifão, um garganeiro, um guloso, um nham nham, um "vai tudo à frente"?! Continua a ser um ser amado ou um "quer tudo e não quer nada"?
45. Pode haver afeto sem amor, mas o respeito e admiração já são nuances de amor.
46. O Amor não é nenhum rei morto rei posto, mas pode acontecer. Circunstâncias.
47. O Amor é a expressão máxima da solidão. O saber estar só, para depois saber estar mano a mano.
48. Podemos colocar Amor em tudo o que fazemos. No sorriso para um desconhecido, num abrir a mão para o silêncio de alguém que nos chama, num não dificultar a vida ao outro só porque sim.
49. O Amor é um modo de vida.Não significa que sejamos uns eternos ingénuos tolos. Pode acontecer, mas não significa isso. Significa aprendermos a aprender.
50. O Amor é a medida do quanto estamos dispost@s a viver.
Ana Piu
Br, 07.04.2015
Br, 07.04.2015
Gerhard Riebicke, Hilde Reppert, Ausdrucktanz, 1920
terça-feira, 7 de abril de 2015
CINQUENTA TONS DE AZUL (continuação)
31. Epá! O Amor, pá!... O Amor é um sorvete muita docinho sem corantes e se nos conservarmos uns aos outros até ao fim encontramos uma chicla para mascar.
32. O Amor não é uma chicla em que se faz um balão e joga-se fora!
33. O Amor por vezes é um pirata da perna de pau, tem um olho de vidro e uma cara que parece ser de mau.
34. O Amor assusta para quem não se quer entregar! O Amor não é medricas, só fica atento e dança na ponta dos pés e na ponta dos calcanhares. Enraíza-se.
35. O Amor não é nenhuma coca cola que nem se sabe do que é feita. Da coca cola sabe-se que esta limpa canos e vasos sanitários. A pessoa engole e arrota todas aquelas borbulhinhas gaseificadas, tal qual acne galopante. Bilhaqueeeeee o Amor é isso?
36. O Amor é uma horta de permacultura sem agro tóxicos.
37. O ser amado não é nenhum cesto de lixo, onde depositamos as nossas frustrações, sem nos darmos ao cuidado de separar e reciclar o que há de nhaca cá dentro de nós e que o outro não tem culpa nenhuma.
38. O Amor é, quando é para ser. Não é nenhum jogo da glória onde um ser tem de provar a cada instante ao outro que é fantástico e um bom partido, dentro dum panorama utilitarista.
39. O Amor é um sapo enorme para engolir.
40. O Amor não é nenhum sapo enorme para engolir, porque os príncipes e as princesas prefeitas não existem.
Ana Piu
Br, 07.04.2015
Br, 07.04.2015

Do lado esquerdo, na versão azul, temos o logo 70. Do lado direito, na versão branca, temos o logo atual.

Horta mandala vista de cima.
CINQUENTA TONS DE AZUL (continuação)
21. Amor é lindo, quando primeiramente nutrimos de amor próprio.
22. O amor não escolhe idades. Há pessoas que se apaixonam por outras com uma diferença de idade de uma, duas, três até quatro décadas. E?... Qual é o "pruglema"? Mas dá que pensar quando nos recusamos a encarar um Amor de igual para igual e optamos por amores imaturos. Talvez por ainda não estarmos à altura de nós mesmos.
23. O Amor é pleno quando o respeito é mútuo e a verdade está acima de tudo, assim como o cuidado.
24. O Amor quer-se livre. Ninguém é propriedade de ninguém.
25 O Amor quer-se Amor e não relações de poder, de submissão e dependência.
26. O Amor é gajo muita maluco, já dizia o outro.
27. O Amor não se compra nem se vende. Não, não é uma mercadoria. Lamento, economistas, comerciantes e acionistas.
28. O Amor não é uma enfermaria, um lugar para colmatar carências, desamores anteriores, como defendem aqueles que escutam a sua respiração durante horas.
29. O Amor tem mil formas, mas existem ingredientes específicos, caso contrário vira um amor doentio.
30. O Amor quer-se são, saudável, pulsante, honesto, leal, transmissor de confiança. Assim se faz o amor livre.
obs: Ai do que falamos quando falamos de amor?, Ai ai do que falamos quando falamos de liberdade?
Ana Piu
Br, 06.04.2015
Br, 06.04.2015

Sabemos que o amor é algo construído socialmente, que as formas de se relacionar afetivo/sexualmente foram muito diferentes em várias organizações sociais. Do formato grego, em que o homem não podia permitir a criação do vínculo afetivo com a mulher até os moldes do amor romântico tradicional que idealiza x outrx ao nível divino. Assim, tendo a noção de que é algo passível de transformação, nós, feministas e libertárixs, buscamos orientar nossas práticas afetivas de acordo com a organização social que desejamos – não hierárquica, horizontal e livre de opressão. in:https:// cafefeminista.wordpress.com /2013/07/08/ por-que-e-tao-dificil-prati car-o-amor-livre/
Humbert é um "monstro da incuriosidade". Nabokov mesmo descreveu Humbert como "um miserável vaidoso e cruel" e "uma pessoa detestável.
Pues. Por supesto.
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