Once again.
Once again and keep going
Don't give up
Once again
Once again and again and again
Don't give up
Keep going and going and going
Once again
Once again and again
Come and the days will be ours
Once again
Will be ours
The days
Sunny days with or without clouds
Come, once again
Come and come
Don't forget the way
Keep going slower or faster
Come and the days will be ours
a piu
Br, 27.06.2013
De origem germânica achtung! servia como interjeção chamativa para perigos e paisagens deslumbrantes. Mais a norte, nos países escandinávos,ACHTUNG!! é considerado o espirro oficial dos vikings. Em terras lusas utiliza-se a expressão "Arre!!" quando alguém está arreliado. "Arretung!" é uma espécie de grito de guerra dos trabalhadores da classe precária, que desunidos nunca vencerão.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
PENSAMENTOS
Talvez tudo o que eu pense, diga, fale, balbucie não passem de lugares comuns, banalidades, redundâncias sem importâncias. Mas também penso que quando o que se sente é uma inquietação que nos persegue constantemente não poderá ser assim tão banal e superficial. Talvez não tenha uma argumentação sofisticada, mas o que é a sofisticação sem sentimento? Um sentimento vivido, observado, mastigado, cuspido, reciclado, aprofundado, simplificado construído, desconstruído e renovado?
Br, 27.Junho de 2013
TENHO FOME
- Tenho fome.
- Se dizes isso assim só, publicamente, o que as pessoas vão pensar?!
- Quero lá saber o que as pessoas vão pensar! Aliás, interessa-me muito o que as pessoas vão pensar sim. Pensar é importante. Talvez se toquem. Podem pensar que tenho fome de comida, como de amor, como de justiça,como de liberdade, tolerância, de paz, de utopia. Tudo clichés, não é? Mas quando sentidos na pele o caso muda de figura.Talvez sintam também fome seja lá do que for e assim não se sintam sós e possamos agir juntos. Tenho fome.
A piU
Br, 27.06.2013
- Se dizes isso assim só, publicamente, o que as pessoas vão pensar?!
- Quero lá saber o que as pessoas vão pensar! Aliás, interessa-me muito o que as pessoas vão pensar sim. Pensar é importante. Talvez se toquem. Podem pensar que tenho fome de comida, como de amor, como de justiça,como de liberdade, tolerância, de paz, de utopia. Tudo clichés, não é? Mas quando sentidos na pele o caso muda de figura.Talvez sintam também fome seja lá do que for e assim não se sintam sós e possamos agir juntos. Tenho fome.
A piU
Br, 27.06.2013
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| Giacometti |
quarta-feira, 26 de junho de 2013
DESPOJAR-SE DE SI

"Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É saber falar de si mesmo. É não ter medo dos próprios sentimentos”
Fernando Pessoa
A respiração ofegante de quem queremos bem se diluindo no tempo. O peito que se vai mais o seu calor. Os olhos dum filho que se fecham. Os sonhos e os quereres que se transformam ou que se revelam num outro ângulo, numa outra perspectiva.
Deixar ir. Abrir mão. Segurar o ovo da vida delicadamente na ponta dos dedos. Delicadamente segurando para que não cai no meio do chão e esborrache.
Deixar ir. Deixar que o ovo rebole para onde tiver de rebolar. Não o prender entre os dedos para que este se esmigalhe e já nada restar.
Deixar ir, guardando os momentos. Momentos Kodak. Momentos Brinde. Momentos desmunhecados, delicados, chorados, gargalhados, esperançados, resignados, perdoados, reinventando-nos numa outra calma.
Deixar ir em suaves e vorazes círculos em espiral. Soltarmos-nos de nós mesmos, para nos voltarmos a encontrar. "Porque nada acaba nunca, só muda de lugar".
a piu
Br, 26.06.2013
citação aspas: Paula Só, atriz e encenadora portuguesa
terça-feira, 25 de junho de 2013
SILÊNCIO
O silêncio doí? Depende. Se for um silêncio que nos enraíza no chão e que nos faz mover, que nos faz voar até quem sabe, não doí. Se for uma dor libertadora, aquela dor que nos leva para lá de nós e que num fundo é uma dor benéfica por ser libertadora de nós mesmos, do nosso pequeno grande umbigo. Por outro lado, se for um silêncio fruto do medo, do desprezo então doí. Há um silêncio que aparenta paz, mas é um silêncio ruidoso abafado no escuro da noite. Um grito abafado implorando vida, exigindo paz, pedindo um abraço. Há o silêncio dos corpos cansados, descompassados. Há o silêncio que não necessita de palavras. Há o silêncio na luz de dia cinzento ou um silêncio de noite com luar. Um silêncio de desejo de sonho. Um silêncio de medo de desejo de sonho. Um silêncio de noite de lua cheia não é realmente um silêncio, pois muitas coisas acontecem. Há também o silêncio da folha branca que vai sendo escrita em silêncio plena de vozes, melodias, cores, odores, sabores, dissabores, calores, clamores, horrores, amores.
A piU
Br, Junho de 2013
pintura: César Teles
A piU
Br, Junho de 2013
pintura: César Teles
INTERROGATÓRIO
- Senhor anda a escrever textos subversivos que falam do amor.
- Eu sou um revolucionário, meu ilustre inspetor. Os meus textos são críticas afiadas às instituições.
- Aqui quem tem de afirmar se o senhor é um revolucionário de criticas afiadas sou eu. Entendeu? Além de que as suas ironias de duplo sentido são inconstitucionais a esta nossa revolução. Explique-me o significado do último texto que escreveu.
- Então, era uma crítica à Instituição Igreja, um apelo à livre escolha de parceiro que esta Instituição reprime e era também uma crítica à Instituição Família.
- Agora sim! As suas palavras denunciaram-no!! Instituição família é amor!
- ... Não necessariamente. O amor institui-se? Sinto e penso que não.
- Por favor,guarda Leandro e guarda Feliciano prendam este subversivo! Em nome da lei, da moral e dos bons costumes a sua identificação ficará comigo sem direito a resgate.
- (Isso é que o senhor inspetor pensa).
- DISSE ALGUMA COISA?!
- Nada, nada. Só pensei como a sua caneta de ouro é bonita e brilhante. Um privilégio para o senhor inspetor poder-se ver reflectido na sua ilustre caneta azul de ouro qualquer hora do dia e da noite. O senhor e sua caneta que assina e faz traços.
- LEVEM-NOOOOOO!
A piU
Br, 25 de Junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
RELATOS DO MANUEL, QUE POR ACASO É PORTUGUÊS, QUE POR ACASO É DA MINHA CIDADE, QUE ACASO VIVE NA MESMA RUA DESSA MINHA CIDADE QUE EU DEIXEI PARA TRÁS, QUE POR ACASO NEM NOS CONHECIAMOS, QUE POR ACASO ATÉ ESTUDAMOS NA MESMA UNIVERSIDADE DO OUTRO DO LADO ATLÂNTICO E QUE SEM SER POR ACASO EU CHAMO-LHE MANUELSON PARA DAR ARES DE INTERNACIONAL ou O MUNDO É CANININHO E A CRISE ATÉ QUE É RÍSIVEL DE VERDADE
A crise veio. Os velhos morreram. A empresa faliu. A cega morreu. Eu comprei a casa e havia um monte de cartas no sotão.
A pIU
Br, 24/06/2013
Obs: olha lá a ridiculitude disto tudo?! O titulo maior que o próprio texto! Tudo uma questão de marketing, meus caros! O marketing é a nossa salvação! ;)
A pIU
Br, 24/06/2013
Obs: olha lá a ridiculitude disto tudo?! O titulo maior que o próprio texto! Tudo uma questão de marketing, meus caros! O marketing é a nossa salvação! ;)
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