sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

INDO MAIS FUNDO TONS TINS POR TINS TINS TRANS TOINGS E BENS E TAIS


 O que faz um sujeito atormentar a vida duma mulher, tenha sido esta ex companheira, até mãe dos seus filhos ou até mesmo nunca a tenha visto, a viu de raspão mas acha que a conheça porque vasculha sem permissão as suas contas nas redes sociais? Pelo menos com alguém que já tivemos um contato de pele podemos apelar para aquele momento de cumplicidade que nos fez unir, por vezes por razões desencontradas. 

O que faz um sujeito, que no final das contas é um cagado ( vulgus cobarde diante de alguém que lhe abre o peito) para brincar com a lei? O que ele está pedindo, assim num olhar  de compaixão ( dispensando dogmas religiosos)? Ele está pedindo limites. Por vezes, não entende logo à primeira por achar que os outros são burros e ele é que o tal maioral. Pode até levar anos! Porque nós de vez em quando apaixonamo-nos pela remela? Porque não nos cuidamos o suficiente que nem a remela tiramos do olhinho naquela lavagem básica matinal de rosto. 

O que faz um sujeito ser abusivo e ainda tentar convencer no social que ama muito, mas muito mesmo quem abusa? 

A lei da natureza comprova que o predador vai no alvo mais fraco, enfraquecido ou que acha que é fraco porque ele sim é forte, macho, viril, robusto e sabe de tudo. A melhor lei é a da consciência individual e coletiva que cria uma opinião pública. Pessoalmente não acredito em tribunais, cadeias e hospícios e sim numa consciência coletiva em que ninguém larga a mão de ninguém, nem mesmo do babacão armado em espertalhão. Largar a mão de verdade,  mas de verdade, sem estar ao serviço de líderes, mentores e alguns gurus farsolas que dizem o que devemos fazer. Para farsolise já basta o sujeito que vasculha as gavetas da privacidade e até da intimidade sem nunca entender coisa nenhuma porque está obcecado nas suas noias. Desnude-se sujeito! Se vem à procura de nudes bateu à porta errada, mas se encontrar nudes das suas "novinhas" descolonize a sua mente. Não queira ficar só bem na foto e tratar as mulheres e homens como babaquinhas iguais. Se ao fim de tanto procurar não aprendeu nada a não ser apropriar-se do conhecimento e citações para ganhar a sua eventual bolsa académica, quando for o caso, ou do seu status até num circuito alternativo ou para dar vazão às suas dores pessoais, sociais, culturais que vossa  excelência insiste em alvejar uma ou mais mulheres para as culpabilizar das suas frustrações e carências é porque está redondamente equivocado. Desnude-se e a vida será mais leve, livre, solta. Aproveite a oportunidade sem oportunismo! O corpo, a alma e o espirito não são sua propriedade, aproprie-se da sua existência que já é um grande contributo para a Humanidade. E vá em paz! Mas não se esqueça que nós sabemos nos defender. E as presas " fáceis", as mulheres fragilizadas e/ ou ingénuas também despertam com a ajuda do coletivo. Suba você a montanha e contemple a vida ao invés de isolar e tentar silenciar quem um dia você diz ou disse que amou. Procure ajuda como as mulheres que você persegue ou perseguiu e infernizou procuraram. Agora siga em paz! Seja feliz! E desnude-se, por gentileza. As mulheres são muito mais que um nude ou um nugget ou até mesmo um doradito. 

A Piu

Campinas SP 08/01/2021

NA SENDA DE AUDRE LORDE - IV


Não, esta não é Audre Lorde e sim Chimamanda Ngozi Adichie.A primeira escritora negra que conheci através de " O perigo duma história única". Conceituada escritora nigeriana, filha do primeiro professor de estatística e da primeira mulher a trabalhar na secretaria da universidade na Nigéria. Chimamanda além da Nigéria viveu nos EUA. Não sei onde vive agora e também não sei se ela vive de forma abastada ou remediada. Isso é com ela. O que me interessa é a sua obra que é emancipatória e por isso vencedora de vários prémios da literatura. Sim, pela imagem ela pode pertencer à classe média alta da Nigéria. Embora em uma das suas obras ela fale das restrições alimentares num campus universitário nigeriano durante conflitos ocorridos no país. Ela retrata também com muito humor e perspicácia o olhar estreito que uma grande maioria dos norte americanos têm acerca do resto do mundo. Um pouco semelhante aos franceses, mas mesmo assim estes são um pouco mais cultos embora igualmente arrogantes. Nem Portugal, que está ao lado, conhecem direito achando alguns que todos os portugueses vão à missa e de carroça. Tooooodos os vestidinhos de preto e com lenços na cabeça, mesmo no Verão. Fora de brincadeiras! Embora pareça! Uma vez disse a uma parisiense , estudante de artes cénicas, que existem escola de atores em Portugal e Belas Artes na Guiné Bissau. Esta ficou assaz surpreendida.... E ainda fazem chacota dos norte americanos!... Ai os francius!..... ihihih

" Escolher escrever é rejeitar o silêncio." Chimamanda não diz nada de novo, mas é bom lembrar. Lorde diz que o silêncio não nos protege. Precisamos de pôr a boca no trombone. Naturalmente elas referem-se a verbalizar o que elas sentem como algo que precisa de ser visto e transformado. Encontram na palavra uma utopia realizável. Eu subscrevo, embora para falarmos precisamos de nos silenciar, esvaziar e escutar a voz interna. Aquela voz sábia que nos guia diante de distrações e tentações fajutas de grandes verdades que nos levam a grandes ciladas. 

Lorde, filha de emigrantes do Gana, nos EUA diz que às mulheres negras  não lhes é permitido analisar as emoções como as mulheres brancas fazem, pois estão preocupadas em sobreviver e não morrer ou serem mortas. Pois. É uma realidade. O que fazer diante disso para que seja possibilitado às pessoas menos favorecidas poderem se auto conhecer dispensando análises racionais caraterísticas duma lógica patriarcal que somente dá importância ao mental, ao ganho aos cifrões, ao prazer fast foda, ao resultado imediato e ao tudo explicável dispensando a intuição e espontaneidade do corpo, da alma e do espirito. 

A questão não está nem pode estar em estigmatizar as mulheres favorecidas pertencentes, em alguns casos, à classe média alta. Essa estigmatização já é feita pelos misóginos que odeiam as mulheres opacas e as que brilham. E os misóginos estão em qualquer parte. Não só do lado direito da politicagem. A questão está em quem tem acesso compartilhar, democratizar o seu conhecimento e sabedoria com o máximo de seres humanos possíveis. E isso Chimamanda faz, como Lorde, Pinkola e muit@s. 


A Piu 

Campinas SP 08/01/2021

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

NA SENDA DE AUDRE LORDE - III


O que é óbvio precisa de ser dito. Para ser lembrado e até aprendido. Ninguém nasce desconstruído, mas nos prestarmos a rever, a crescer, a amadurecer mais do que um direto é um dever. Nada do que escrevi até agora eu inventei, ouvi doutras pessoas. Então, ser original nem é o caso. O que conta é sermos honst@s com o que nos traz aqui neste plano, tenha 3, 4, 5, 6, 7 dimensões ou mais. 

Inocência e ingenuidade não são a mesma coisa. Posso ser inocente e não ser ingénua. Posso ser ingénua e não ser inocente. É mais lato, mas por ora defino que inocência é não nos corrompermos pela mentira e por ciclos viciosos ao passo que ingenuidade é no desaviso parcial ou total colocarmos umas lentes coloridas em algo que não é bem assim. 

Alguns exemplos da minha parte: até há relativamente pouco tempo eu achava ( ai o achismo...) que uma pessoa oprimida não vislumbrava ser opressora e estava ligada nos mecanismos todos de opressão. Uma mulher enxergaria uma outra como igual e não como rival. Um homem negro, numa sociedade embranquecida, estaria do lado das mulheres, um trabalhador de qualquer cor e parte do mundo enxergaria outro trabalhador de outra qualquer parte, e que uma nacionalidade não define uma pessoa pela sua classe social e económica visto esta estar hierarquizada, um universitário teria mais sensibilidade e estaria mais informado ( PURA ILUSÃO! PRINCIPALMENTE NUMA SOCIEDADE MERITOCRATA).

Lorde chama atenção para o machismo e o racismo nos idos anos 60 e 70 em que o movimento negro não era, ainda não deve ser, homogéneo. Homens negros machistas, mulheres negras ríspidas entre si e com feministas brancas medindo quem era mais oprimida. Lorde propõe algo óbvio, mas não linear: mais escuta, olhar para o que nos une, mais (auto) gentileza ao invés de exigir de outras mulheres ( até de homens) o que nem sempre damos conta. Porém, segundo ela, não há obrigação de ensinar o que cada um precisa de aprender porque a luta já é árdua para ainda ter que ensinar a uma mulher branca da classe média alta que ela precisa de dar a vez à mulher negra, que um homem antes de defender direitos à dignidade da sua identidade e do seu trabalho precisa de respeitar, admirar também, as mulheres sem a fotogenia fake, de preferência. Ficar bem na fotografia sem alma é um isco para @s ingénu@s. Sim, são coisas óbvias que precisam de ser ditas e repetidas as vezes necessárias. Para que o Manawee ( na foto) se empodere da sua masculinidade sã, onde procura conhecer o que o feminino tem para ensinar para ficar de igual para igual e não para dominar, logo oprimir. Caso contrário é sempre o vira o disco e toca o mesmo. Sim, há homens que querem aprender a honrar a vida. Há sim. Dentro de tod@S nós há a imbecilidade, mas há uns que alimentam e outros que a domesticam para florescer a natureza selvagem e sã. Haja esperança.

A Piu

Campinas SP 07/01/2021

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

ANITA E O NA TAL


 Natal de 1977. Esta sou sou com uma grande sacola cheia e presentes/ brinquedos só para mim no meu quarto com um armário onde tem uma maquininha de lavar a roupa e em baixo um serviço de chá de miniatura que se espatifou em parte em cima de num dia que fui pegá-lo durante uma tempestade, duma prateleira mais alta. A manta da cama foi tricotada pela minha mãe e o vestido igualmente feito por ela.. 70's entre o consumo e a bricolage. 

Tenho  4 anos e olho para a minha mãe que segura umas peúgas, presente natalício/ natalino ( olha as variantes do idioma com tranquilidade) da praxe. 

A minha avó Rosária, que nasceu no ano de 1922 como o Saramago, escritor prémio nobel que tão bem retrata o seu Alentejo em "Levantado do Chão", dizia: "Ah! Agora vocês têm tudo e não dão valor a nada!". Também dizia: " Nunca pensei que te tornasses assim. És maluca!"

A minha avó alentejana, que como os retirantes nordestinos brasileiros,  foi viver para perto de Lisboa nos idos 40, partiu no Carnaval de 2014 na mesma época que eu tentava vender  e subsistir dos meus livrinhos de poesia e um sabichão veio se armar em espertalhuço virtualmente, achando que por detrás da  máscara da internet poderia me diminuir, sem me conhecer presencialmente, por ser mulher, artista, estrangeira, no caso portuguesa. Só que antes dele nascer eu já existia e todas as minhas avós que vieram antes de mim e que me passaram valores de dignidade, mesmo subjugadas à obediência duma lógica patriarcal. 


Quando ela partiu, a mãe da minha mãe, que foi minha mãe quando a minha mãe partiu eu senti-me sem chão  e com chão. Com o chão das raízes de sabermos quem somos, quem nunca deixamos de ser, de onde viemos e quem queremos honrar. Ah! E como a Lorde diz e escreve: Poesia não é um luxo. 

Agora ofereço esses textos mas ainda venderei livros e artigos. Me aguardem! Ooops Aguardem-me!

A Piu

Campinas SP 04/02/2021


domingo, 3 de janeiro de 2021

NA SENDA DE AUDRE LORDE - II

 Quando penso em " pequeno burguês" vem sempre à memória " A boda dos pequenos burgueses", peça do Brecht escrita em 1919 e estreada em 1926; antes da segunda grande guerra que depois dela foi o grande disparo no consumismo e em todos os valores associados. Resumidamente pequeno burguês é alguém que vem do povão a ascende à classe média remediada e até m ascensão, mas por vezes armada aos cucos. Armada aos cucos é achar que mais que os os outros que fazem parte da sua classe de origem, do qual nunca saiu só mas passou a ter um pouquinho mais de poder aquisitivo porque o que conseguiu é fruto do seu trabalho e negociatas e achar que cada um tem de se virar por si, porque a vida não 'tá para brincadeiras e o coletivo que se lixe. Existem pequeno burgueses que na teoria até são amigos do povo, mas com as devidas ressalvas. São amigos do povo, porque foi de lá que vieram, e como sentem alguma inveja dos ricos criticam-nos. No fundo no fundo o sonho dum pequeno burguês  ou outro é ser patrão de escrúpulos duvidosos e ser rico. Pelo menos ter uma casa na praia e todos os domingos fazer grandes almoçaradas, poder ter um grande carro, de preferência cada um da família ter um: mãe, pai, filho, filha etc.

Da minha parte considero que ter poder aquisitivo e desfrutar da vida não tem problema absolutamente nenhum. Viver num lugar bonito, ter comida na mesa, permitir-se a alguns mimos é digno. Poder viajar, ter acesso democrático à educação, arte e cultura. Principalmente quando isso é fruto do trabalho ou de um investimento que não foi à custa de enganar ou explorar ninguém. Ter hábitos pequeno burgueses mesmo assim é diferente de ter valores sociais pequeno burgueses como aqueles acima descritos: individualismo, ostentação, desejo de ascender ao lugar do opressor. Mas mesmo tendo hábitos de consumo pequeno burgueses, como passar umas férias num lugar incrível, maravilhoso com comida e bebida à descrição, por exemplo, urge repensarmos nesses hábitos, se são ou não sustentáveis e éticos. Existem praias em Cabo Verde, por exemplo,  que são de acesso restrito aos resorts. Os locais não podem ir...

Dando continuidade aos textos em torno da " Irmã outsider" de Audre Lorde que começa com apontamentos de uma viagem à Rússia em 1976 durante duas semanas para uma Conferência de Escritores Africanos e Asiáticos ela escreve de forma honesta sobre aquilo que apreendeu. Diz que o que a irrita nos EUA é a pretensão deste em ser honesto, centrado no lucro e não nos seres humanos. Ao passo que na Rússia se fale mais da importância dos seres humanos, embora a escritora não esteja  convencida. Ela percebe alguma paz podre num discurso propagandístico, embora continue a admirar as mulheres do bloco soviético entende que a luta das mulheres negras americanas estará na boca do dragão como a própria define. Ou seja, unidas unidas mas não muito.

Volvidos 32 anos da queda do muro de Berlim afirmarmos individualmente que não temos tod@s muito ou pouco de hábitos pequeno burgueses é no mínimo desonesto. A questão é estarmos conscientes se estamos preparad@s ou não para sermos solidári@s, independentemente da nacionalidade, cor e género. 

No próximo texto falarei da importância de honrarmos quem somos na nossa condição. Por exemplo eu: sou mulher, branca, da Europa do sul ( Portugal), sou mãe, até onde sei e experimentei sou heterossexual, sou trabalhadora, sou artista profissional, sou formada em artes cênicas, antropologia social e com arteterapia em andamento, moro no Brasil, as minhas origens são camponesas, os meus pais foram a primeira geração de pequeno burgueses, trabalhadores por conta de outrem, sem pretensões de serem mais que os outros ou de passarem por cima de alguém. Eu sou da segunda geração que mesmo assim não teve as mesmas regalias trabalhistas fruto de conquistas da época que atravessa os anos 70 até meados dos 90 nas empresas e repartições públicas. Agora a história é outra nesta sociedade liquida pós moderna neo liberal. Mas novos caminhos se abrem, alternativos a esta pauta que nos levou até aqui como sociedade globalizada.  


A Piu

Campinas SP 03/01/2021






 

sábado, 2 de janeiro de 2021

NA SENDA DE AUDRE LORDE - I

 Num dia e meio devorei, degustei e ainda a digerir " Irmã outsider" de Audre Lorde, uma escritora negra, poeta, lésbica, mãe solteira duma relação com um branco, ativista, professora académica. Sinceramente a voz dela, a escrita dela representa-me muito mais do que a de Simone de Beauvoir, sem desvalorizar obviamente a importância que esta teve para o pensamento e ação das mulheres, no último século.

Audre Lorde vai no ponto sem papas na língua, sem condescendias, mas com muita amorosidade sem aquela chachada de clichés, vindo principalmente de mulheres brancas ou branqueadas pequeno burguesas para cima que: " Ai! É só amor! É só irmandade! A raiva e o desejo precisam de ser eliminados da nossa luz interior divina."

Audre Lorde distingue com precisão raiva como energia (des)construtiva de ódio como uma lógica destrutiva já instituída. Assim como distingue entre erotismo como energia de criação, criatividade com o gozo e alegria de compartilhar com terceiros com pornografia que é destituída de sentimento para responder a um desejo distorcido fruto duma lógica mercantil, logo patriarcal. Sempre alertando para a importância da (auto) gentileza. 

Dou assim inicio a esta série textos inspirados na leitura do pensamento de Lorde. Série essa que falará da importância de romper silêncios, valorizarmos-mos mutuamente, da solidariedade, do auto conhecimento, consciência de classe, dos estereótipos, das apropriações,  do valor do nosso trabalho e do valor que atribuímos ao trabalhos de quem nos rodeia e da importância de falar do óbvio que não é óbvio unanimemente. Resumindo e concluindo, entender o que nos une e não o que nos divide nesta complexidade  de inúmeros olhares e existências. 


A Piu

Campinas SP 02/01/2021







quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

SOB O SIGNO DE LIBRA COM ASCÊNDENCIA EM GÉMEOS - um breve balanço de 2020

Antes de tudo e de mais quero aqui agradecer. Agradecer a quê e a quem? Agradecer à vida. Prontos! Gracias a la vida que me ha dado tanto, como canta Violeta Parra, Mercedes. Agradecer a 2020 e toda a minha gente que contribuiu e contribui para estes breves versos que poderemos chamar de poesia casual. Ah! essa coisa dos signos não é muito a minha praia, pelo meu conhecimento superficial,  mas rima com a época do ano... De signos e astros que terão o seu sentido sem clichés. 


veio o carnaval e o dia internacional da mulher

tod@s na rua

passou fevereiro

veio março

tod@s em casa

estudei

trabalhei

cuidei

descudei

meditei

virei a mesa

refiz a mesa

joguei a mesa fora

voltei à base

perguntei quem sou

na varanda

no teatro

no sobrevento

entre artista e produtores

nos encontros, arteterapeutas e desencontros

no que é ser mulher selvagem reencontrando a potência de amar, de se permitir amar

(re) aprender a silenciar, escutar, observar, contemplar 

livrar-se da culpa de achar que deve levar o mundo nas costas

ser mãe, criadora com humanidade com perfeição da imperfeição

apreciar mulheres sábias que estudam a revolução do auto conhecimento sem ismos nem sede de poder

confiar na intuição

escutá-la intimamente

porque essa nunca será nem poderá ser hackeada

VITÓRIA A QUM SE PRESTA A SE DESCONSTRUIR COMO GESTO DE (AUTO) AMOR!

VENHA 2021!!!


A Piu

BR, 31/12/2020

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