quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ACASO O ACASO É ACASO?- poesias flutuantes


marquei um encontro comigo mesma lá pelas 17.32 precisamente
penteie o cabelo, perfumado com shampoo que não arde os olhos, ligeiramente para o lado, para a frente e para trás
passei aquele lápis preto de ponta fina na parte debaixo do olho, onde as pestanas são mais curtas
coloquei um vestido casual que desse um ar cuidado mas despertensioso
fui descalça para sentir os pés no chão
esperei
esperei 10, 15, 20 minutos
meia hora era o estipulado de espera para qualquer encontro
esperei mais um pouco
e não é que não havia maneira de eu não aparecer?
respirei fundo num gesto dessimulado de paciência mas ao contrário
procurei o relógio
e eu que nem sou de andar de relógio!
a mão passou ligeiramente pelo coração
surpreendi-me com as suas batidas
há muito que não prestava atenção a esse danado!
um longo suspiro aconteceu
não sei quanto tempo ali fiquei
sei que quando me levantei o sol já se tinha posto e a lua já tinha chegado à hora marcada
essa também nunca falha.
como o sol!
unha com carne esses dois!
A Piu
Br, 09/2017

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O DESAFIO DE SERMOS MULHERES EM PLENO SÉCULO XXI

Há uns dias atrás, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, fui abordada por dois sujeitos enquanto uma amiga de Campinas enviava uma campanha para que nós mulheres colocássemos na nossa foto de perfil uma imagem toda preta como protesto contra o abuso com as mulheres. Uma espécie de chamada de atenção para a importância que nós temos, caso desapareçamos da vida social e até familiar.
Ora como eu ando num momento da vida que considero que o silêncio é muito diferente do silenciamento e que nós temos mesmo é que aparecer e verbalizar o que sentimos e pensamos eis-me aqui com o mesmo propósito que a minha amiga propôs. A foto é tirada em Lisboa, na casa do Alentejo, terra de latifundiários. Os meus avós alentejanos não eram latifundiários. Pelo contrário, sujeitavam-se a trabalhar por tuta e meia até migrarem para a grande Lisboa mantendo uma vida simples e proporcionando estudos à minha mãe e e à minha tia. Trago um chapéu made in Italy, porque a Itália fica ao ladinho de Portugal. Nesse caso, posso parecer a filha do faraó como um gajo, um cara já meio embriagado  me chamou enquanto esperava o buzão  no Catete, relativamente perto do Botafogo. A filha do faraó anda de transportes públicos? Quero conhecer. A outra abordagem foi no buzão, dum sujeito dos seus 60 e tal anos que com tanto lugar vazio queria sentar-se ao meu lado ou pelo menos fazer casinha de pé enquanto eu estava no meu lugar. Um sujeito bem posto com um linguajar espanholado queria saber para onde eu ia e que ele ia para o shopping. Que interessante! A resposta foi olhar lá para fora sem lhe responder. Agora só pergunto o que passa pela cabeça desses sujeitos que se acham no direito de abordar uma mulher sem a conhecer de lado nenhum num espaço público. Acham que estamos todas dispostas a "pequenos" favores, pois já se sabe como são as mulheres no Brasil :/ ou que mulheres brancas de olhos claros são todas filhas de faraó. Enfim, sei que a minha viagem de São Paulo para o Rio foi super!!! Vim com mais quatro meninas estudantes de pós graduação. Rimos-nos para caramba com os esquerdomachos, os descoladões e todos aqueles que colocam no seu perfil fotos com bebés, cachorrinhos e até grandes causas sociais tais como trabalhar na favela e ser vegetariano só para impressionar a mulherada mais libertária e ter umas noites de lócura! Ai que preguiça!... Temos que nos avisar umas às outras e uns aos outros que a superficialidade e leviandade sabem a pouco, é oca. Passa aí um pouquinho mais de empatia que estou quase a ficar louca! Ihihih Essa é outra! Quando não agradamos, quando não correspondemos ao que é esperado somos loucas. Faz parte.
Vou deixar aqui o link sobre esquerdomachos escrito por uma Nova Zelandeza. Vale a pena! Além de pontual é bastante divertido.  Esquerdomachos... quem nunca os conheceu?

https://www.vice.com/pt_br/article/d7gkqk/como-identificar-um-esquerdo-macho-os-caras-que-acreditam-em-justia-social-mas-sao-sacanas-com-as-minas

A Piu
Br, 06/09/2017

Apenas Uma Garota Sul Europeia A Piu in Rio



Eu sou apenas uma garota
sul europeia
sem pé de meia
olha a crise financeira
mas vamos encontrar maneira
de poder continuar e voaaaaaar
Com parentes importantes para mim
E vinda do litoral
Mas trago de cabeça
Uma canção do rádio
Em que um antigo
Compositor de Aveiro, de Coimbra, Setúbal e Moçambique
Me dizia:
Há quem viva sem dar por nada
Há quem morra sem tal saber
Tenho ouvido muitos discos
Conversado com pessoas
Caminhado meu caminho
Chá, silêncio, som, dentro da noite
E tenho vários amigo de coração
A quem posso dar a mão
Tudo muda!
E com toda razão
Eu sou apenas uma garota
sul europeia
sem pé de meia
olha a crise financeira
mas vamos encontrar maneira
de poder continuar e voar
Mas sei
Que tudo está dentro de nós
Aliás, eu queria dizer
Que tudo é libertador
Até beijar o meu peito
Na claridade da noite
Quando ninguém nos vê
Mas sei
Que tudo é proibido
Aliás, eu queria dizer
Que tudo é permitido
Até beijar a vida
No escuro do dia
Quando ninguém nos vê
Não me peça que eu lhe faça
Uma canção como se deve
Correta, branca, suave
Muito limpa, muito leve
Sons, palavras, são navalhas
E eu não posso cantar nem agir como convém
Sem querer ferir ninguém
Mas não se preocupe meu amigo
Com os horrores que eu lhe digo
Isso é somente uma canção
A vida realmente parece diferente
Quer dizer
Ao vivo é muito mais confirmativa que podemos ser melhores seres viventes
E eu sou apenas uma garota
sul europeia
que com a peia
desdobra e sacode a teia
e enxota coisa feia
Por gentileza
Não saque a arma no Saloon
Eu sou apenas a Ana Teresa
que ama a natureza
Mas se depois de cantar
Você ainda quiser me excomungar
Bloquei-me logo!
À tarde, às três
Que à noite
Tenho um compromisso
E não posso faltar
Por causa de vocês
Eu sou apenas uma garota
sul europeia
Ana Teresa
a portuguesa
Piu
que não gosta de frio
frio no coração
frio nas ruas
sou apenas uma garota
que voltará um dia à floresta
e esta?
E sei que tudo pode ser divino
Tudo pode ser maravilhoso se afastamos o que é manhoso
Sim, sim é esse o segredo
Tudo, tudo é maravilhosamente misterioso, sim

A Piu

Foto de Ana Piu.

sábado, 26 de agosto de 2017

DE QUE LUGAR FALAMOS QUANDO FALAMOS?

Desenho erótico de Picasso. Iiiiiihhhh isto para determinados fanáticos do bem é obra do barrabás. Em nome do bem são capazes sei lá do quê! E eles anadam cheios de moralismos, feitos carrapatos. A melhor maneirados afugentar é cumprimentar assim: "Bom dia buuuuuuuuu!"
Picasso desenhou e pintou a paz. Basta só (?) saber o modo machista como tratava as mulheres. E paz só existe com amor. Machismo é uma enfermidade que urge ser curada com Amor.
Estes dias ouvi uma expressão fantástica: " Os fanáticos do bem". Aproveitando a embalagem ainda acrescento que ele há; " Os militantes das causas quase boa", assim como "Os propagadeores de flores", á não falando dessa mazela que é o " síndrome do oba oba", mazela essa que é como a febre do dengue. É um síndrome que se dá mais preponderantemente em climas tropicais com fortes resquícios de escravatura, desigualdade social  em que para esquecer e/ou abafar os mais profundos sentimentos e emoções abana-se o quadril com os braços levantados como se tivéssemos a acenar para o nada e grita-se: " Oba oba! É tudo fantasticamente MÁ- RA-VI-LHO-SO!!!"

Já os fanáticos do bem, vendo e vivendo num mundo tão cruel e desumano  religam-se a um todo poderoso, que até pode ser ateu. Mas é aconselhável que tenha barbas e cabelos brancos. Rechonchudinho, de preferência.  Cometem mil e uma atrocidades em nome da sua entidade omnipresente. Os fanáticos do bem assemelham-se aos militantes das causas quase boa. Os militantes das causas quase boas criticam, por exemplo, o neo liberalismo. Os seus malefícios, nomeadamente o individualismo, a desumanização e a frieza diante da mãe natureza com os seus seres vivos. Chegam a tecer longas considerações e até mesmo dissertações!!! Mas padecem duma imensa dificuldade de enxergar quem está mais próximo. Essa dificuldade de enxergar também acontece com os propageadores de flores. Dum lugar minimamente cómodo, com o devido merecimento de viver da força do seu trabalho, não entendem ou recusam-se a entender quem não consegue, ainda, viver dignamente do seu trabalho. Ora, aquele que não consegue viver dignamente do seu trabalho traz dentro de si uma inquietação. Mas como o que é politicamente correto é ficarmos de bico calado e agradecer muito as migalhas duma lógica neo liberal que assola as mentes, mesmos dos militantes das causas quase boas  e dos propageadores de flores tomam esses seres pelos braços e dizem com a sua esperança de domingo de manhã:" Mais flores devem sair do teu peito e da tua boca!" Mas quem numa situação de desautonomia financeira está só tem vontade de responder: ###%%%%%%$$$&******** para ti também! Que só consegues ver com metade dum olho e outro está fechadinho cheio de remelas!"

Por exemplo, quem construiu o muro de Berlim eram " fanáticos do bem ou militantes de causas quase boas"? É porreta escutar pessoas que nunca viveram naquele regime, tampouco conhecem pessoas que lá viveram, defenderem aquela #####&&&&%%%%%%%*****.

Também é porreta pessoas que vivem numa condição socio económica no Brasil acima da média, alegarem que alguém que almeja ser valorizado está-se a colocar num lugar de coitadinho. Essas pessoas já saíram do seu sofá, da sua rede ao lado da piscina e conversaram pelo menos com pessoas que não pertencem a uma elite branca e que vivem na periferia? Tem pessoas que  nem o direito a se auto valorizarem tem! Mas a uma elite branca. supostamente informada, considera (ou nem pensa nisso) que as oportunidades são iguais para todos  e ainda são capazes de defender um regime milica ( aquele mesmo que expulsou o Paulo Freire, entre outros, do Brasil).

Enfim, fica a questão: em que lugar e situação nos encontramos quando defendemos nobres causas?

Ah!! E por falar nisso! O que é feito do Santiago Maldonado?

A Piu
in Braziu, 26/08/2017

Nina Hagen. A garota de Berlim Oriental.Neta duma vitima judia do nazismo. Persona non grata na ex DDR. Qualquer pessoa com dois dedos de testa, sabia que regime imposto pela URSS era como viver dentro duma gaiola.







quinta-feira, 24 de agosto de 2017

UNID@S PELO CORAÇÃO SOMOS MAIS


Sim, sou uma romântica. Não me movimento por interesses políticos. Interesses políticos são interesses individuais. No meu ponto de vista. O que me move é a empatia. Após cinco anos de ter migrado para o ""novo"" continente, cada vez estou mais ciente disso. EMPATIA, esse grandioso paradigma. Empatia é um ato politico apartidário. E, publicamente declaro que o que me move é a arte como ação social, em que a lealdade nas parcerias superam os interesses de ocasião e individuais. Daqui a um mês faço 44 anos. Uma idade capicua, assim como o nome Ana. Lê-se da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. Mas existem as leituras circulares em que discussões de esquerda e direita ficam lineares, sem respiração. Muito menos pulsação. Muitas vezes dogmas, clichés de ideais que nada tem a ver com a urgência de viver do nosso trabalho, da nossa arte. Eu, pelo menos, tenho essa necessidade. De viver da minha arte. Com dignidade. E o que me move é ir ao encontro de seres com necessidades idênticas. Interesses políticos, deixo-os para os políticos. Que são mais que as mães. Façamos a diferença, estando unidos pela pulsação do coração. Leve, calmo, agitado de entusiasmo, critico construtivo, sem engolição de sapos que nos deixam sem respiração. Respiremos , então. fzzzzzzzzzzz para atrair o que é edificante sem pretensiosismo. É bom ser romântic@, embora tenha um preço. Mas todas as escolhas acarretam um preço. É ou não é?
A Piu
Br, 24/08/2017


foto: FIAR- Festival de Artes de Rua Portugal 2012
Foto de Ana Piu.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

AS PIRATAS MEDITERRÂNICAS DO BEM

dedicado à minha tia Julieta

Ah hei! Ah hei! Ah hei!
Ah! Olha la a sobrinha da Juju!
Ah hei! Ah hei! Ah hei!

Eu lembro da moça bonita
Da praia de Boa Viagem
E a moça no meio da tarde
De um domingo azul
Azul era Belle da sua tia Juju
Era a bela da tarde
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle sobrinha da sua tia Juju!


Oh Belle da Juju!
Oh! Oh!
Bella de Juju!
Diz-me cá tu:
És tu a moça 'má linda
De toda a cidade
E foi justamente pra ti
Que inventaram os blues?

Mas oh Belle da Juju
No azul  tu viajas
teus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul

Oh Belle da tua Juju
Oh Belle do 'oio azu'!

Tu lembras a moça bonita
Da barco dos piratas do bem
' Vem cá, vem!
moça do meio da tarde
de um domingo azul

Azul era o seu agasalho da Belle da Juju
Era a bela da tarde
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
É a Bellinha de sua tia Juju!
Porquê lês tanto tu?
Porque pensas tanto tu?
Porque falas tanto tu?
Porque que te silencias tanto tu?
Porque falas, pensas, meditas e lês e falas e pensas e dizes tanto tu?

Bella sem frufru!
Oh! Oh!
Belle como ela, elas e tu!

La Belle de Jour
Era a moça 'má linda
De quase toda a cidade
E foi justamente pra ela
Que vai este blues
assim como para a sua tia Juju

Mas não é que a Belle do 'oio azu'
No azul viajava
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle sobrinha da sua tia Juju!
Ah hei! Ah hei! Ah hei!
Ah hei! Ah hei! Ah hei!

obs: a tia Juju, Julieta e Jaleta em criança, tinha umas revistas lá nos anos 80 em sua casa. A revista " Mulheres", uma revista que alertava para a condição feminina. Houve uma época cheguei a achar essa revista ultrapassada. Hoje, em algumas situações e contextos, é atualissíma. Valeu, tia Juju!

A Piu in Braziu, 21/08/2017

Mar Mediterrâneo/ Tunísia- Abril 2006





sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DIS PUTAS

Reza a lenda que duas mulheres- em algumas versões duas prostitutas- chegaram diante do rei Salomão alegando serem mães dum mesmo bebé. Ora como o rei Salomão era muito, mas muito perspicaz e tinha uma sensibilidade ancestral da mãe terra e do amor incondicional, diz então assim:
 " Minhas amigas!... ( fez uma pausa para pousar o olhar nas montanhas que desenhavam o horizonte dando um gole na sua shuepz) vamos fazer aqui uma coisa já que vocês estão para aí a se empurrarem uma à outra, aos puxões de cabelo e a criaturinha não pára de chorar. E olhem que eu tenho a fama que tenho todas as virtudes do mundo, mas fico neurótico com os decibéis do choro duma criança!!! Proponho que cortemos a criança ao meio e cada uma leve para casa a sua parte." Uma delas ficou radiante com a ideia. Já a outra caiu em prantos dizendo que preferia ficar sem  menino a este ser cortado ao meio. Vai daí, o rei Salomão que era esperto que nem um rato da cidade diz assim: " ' Prontes'! Dito e feito! A mãe verdadeira é a que caiu em prantos."

Há uns dias atrás alguém dizia-me em conversa que só disputam aqueles que não tem direito sobre. O que é nosso a nós nos pertence. Não precisamos de disputar. Eu ainda acrescento um ensinamento da minha avó: " Devolve o que não te pertence". Olhem que eu nestes dias que escorrem como água num rio percebi que esse ensinamento serve para tudo, não só para coisas materiais. Obrigada avó!

Ora vejamos a palavra 'disputa'. Separemos a primeira silaba da restante palavra. Ah! Já tá lá em cima no titulo!
Há também uns dias atrás tive o prazer de assistir ao vivo à palestrante Leila Navarro. Ela  dizia a determinada altura que não é produtivo para o nosso crescimento pessoal e auto confiança compararmos-nos, criticar, fazer juízos de valores.  Sim, comparar não dá com nada. Cada um(a) de nós tem um propósito ou vários nesta passagem pelo planeta terra. Temos o nosso valor e é absurdo desvalorizar @ outr@ para nos valorizarmos ou desvalorizarmos-nos e ter inveja d@ outr@. Já o criticar tenho algumas dúvidas. Muitas vezes temos atitudes, comportamentos criticáveis. A questão é se essas criticas são ou não construtivas. Em relação ao juízos de valores também é delicado; mexe com uma serie de valores que trazemos muitas vezes desde a mais tenra idade como herança geracional.

Voltemos às mulheres da história que em algumas versões são prostitutas. Porque ser prostituta é tão polémico na nossa e em muitas sociedades? Talvez porque toque em questões mal resolvidas, em fantasias desigualitarias onde alguém subjuga alguém ou se auto subjuga. Embora eu já tenha conhecido histórias de mulheres que diziam que gostavam de ser prostitutas. Agora pergunto, sem juízos de valor: onde começa a ninfomania e acaba na prostituição? A que riscos e humilhações uma mulher que diz que gosta de ser prostitua se sujeita ou não? Talvez se saiba defender por sua conta e risco.

Outro dia vi um post onde a pessoa anunciava o seu trabalho, que à partida nada tem a ver com prostituição. Mas acima da imagem comentava que ela parecia mais uma garota de programa, mas até nem era nada disso. Ora pergunto, sem criticar muito menos sem juízos de valor: esse comentário significa o quê? Quer atiçar a curiosidade, as fantasias sexuais de alguns ou algumas? Quer se justificar a sua inocência diante da ousadia da sua atitude corporal mais a sua indumentária? Fica a pergunta retórica. A liberdade é algo precioso e penso que a mesma tem a ver com o lugar que nós conscientemente nos colocamos. Por vezes, as mulheres principalmente, talvez alguns homens colocam-se num lugar de subjugação porque disputam algo. Seja visibilidade, aceitação, prestigio. O que for. Mas o meu ponto de vista é urgente todas e todos nós despertarmos para novos paradigmas, novos padrões de relacionamento com a nossa essência. Sem (auto) subjugações.

A Piu
Br, 18/08/2017

E o bebé olha como quem diz: Os adultos são uma raça 'muita' estranha. Parece que não sabem o que significa liberdade. Até os meus cabelos ficam em pé, mal nasço! Lá terei de lhes explicar que terão de voltar à sua criança livre.