quinta-feira, 10 de setembro de 2015

AMAR A ESSÊNCIA


Se dançar faz bem ao corpo ainda faz mais à alma.
Mesmo desafinada, cantar liberta ar contido no coração.
Acreditar é muito importante. Muito importante. Uns chamam de fé, outros de esperança e outros ainda acrescentam confiança. Se não tivermos confiança em nós mesmo quem vai ter? Eu parto do principio da confiança nos seres viventes, até sinais contrários. Ter esperança torna os dias coloridos e mais leves.
Encantarmo-nos pelas histórias é saber viver entre o sonho e a realidade. Fazer dos nossos sonhos realidade.
Silenciarmo-nos abre espaço para nos escutarmos interiormente e sentir o que é melhor essencial para nós sem precisar de livros de auto ajuda comprados num qualquer posto de gasolina.
Amar sempre. Sempre amar o que é melhor e essencial. Amar a a partir do fundo dos olhos. Amar sem medo de falhar. Quando damos uma ao lado é porque estávamos distraídos e na verdade a paixão não é o mesmo que o amor. Então, silenciamo-nos, rimos na medida do possível do que eventualmente fracassou e amamos sempre de dentro para fora. Amar a essência que a aparência como o próprio nome indica é aparente.
Ana Piu
Br, 10.09.2015

À CONVERSA COM O FACEBOOK

mê querido facebook
dá cá um bejinho à mana
nã sejas tã marafado
e até mesmo encanado!

ah mê querido facebook!
deves ter a mania que eu não te topo
deves ter a mania que eu não te saco
pensas muito, pá! e não sentes! que saco!

és fixe mas até podes ser infatiloide
entre mal entendidos e suposições
tu, pá! podes destruir corações!

dá cá um bejinho à tua amiga
e não me venhas com cantigas
olha aqui no olho e não te faças de zarolho!

dá cá um bejinho e liberta-te das tuas noias
aprender a nadar sem boias

agora meu monstrinho amoroso 
vou ali num cantinho
trabalhar um cadinho
e não te armes em piegas nem piroso!
que bregalhada e cafonice
não nos oferece sorrisos inocentes, traquinas de meninice!

liberta-te das tuas máscaras e medos
e!... aos teus amigos reservas os teus mais íntimos segredos
os outros!... os tais dos segredos "exposiveis"... chega aqui à parte...
TRANSFORMA-OS EM ARTE! 
se assim for possível,
MAS NUNCA BAIXES O NÍVEL!

Ana Piu
Brasil, 10.09.2015


ERA UMA VEZ (série grito do Ipiranga)


Era uma vez um território, que hoje é um país, num continente com muita floresta. Um território imenso que transpirava espiritualidade xamânica. Espíritos ancestrais habitavam esta terra. Depois vieram uns outros de bocas com escorbuto e com chaves dos cintos de castidade, das suas ilustres e fieis esposas e pretendentes, no fundo das botas. Chegaram e logo afirmaram que quem aqui vivia não tinha alma. Depois segui-se o resto do que estava para ir.
Muitos desses espíritos xamânicos continuam resistindo. São o espirito da floresta. E mesmos os mais céticos terão, mais tarde ou mais tarde, de reverenciar à mãe natureza e ao povo que aqui já vivia e que continua colonizado, mas espiritualmente muitos resistem. Porque muito mais forte, como a natureza, o espirito não se deixa colonizar tão facilmente.
Ana Piu
Brasil, 7.7.2015

INSPIRADORA ANAIS NIN




“Eu escolho um homem que não duvide de minha coragem que não me acredite inocente que tenha a coragem de me tratar como uma mulher.”
Anaïs Nin

domingo, 6 de setembro de 2015

O AMOR DOMINADO, segundo Anais Nin

Um homem que domina é um homem que não ama. Tem uma tremenda vitalidade animal, uma força, capaz de conquistar. É um conquistador, as pessoas submetem-se-lhe, mas ele não ama ou compreende. É apenas uma força e encontra-se imbuído da sua própria força. Se chegar a amar, será uma força como a sua, pelo que, novamente, ama apenas uma espécie de força igual à sua, e não as outras, o que seria uma infiltração. Observe-se bem o conquistador; ob...serve-se o homem ou a mulher que domina os outros: não é ele quem ama. Aquele que ama é o ser que dominado."

Anais Nin, in "Carta a Henry Miller (1932)

UM AMOR LIBERTÁTIO, VÁ!, segundo a Piu

obs: Visto este texto ter sido escrito em 1932, à luz duma época, embora já se falasse em amor livre e outros movimentos de libertação e a filosofia tântrica é algo que não apareceu "ainda agora aqui ao tanque", vamos então fazer uma "leve" e considerável alteração na frase:
"Aquele que ama é o ser que é dominado" por " Aquele que ama é um ser que se entrega sem dominações de parte a parte. É um ser que se entrega a outro que igualmente se entrega. Sem relações de dominio.Um amor libertário, vá!"
Ana Piu
Br, 6.9.2015

ACERCA DO AMOR, SEGUNDO ANAIS NIN

O único transformador, o único alquimista que muda tudo em ouro, é o amor. O único antídoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, é o amor.
(...)
O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho...
Anaïs Nin

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

CONCEITOS E PRECONCEITOS ( série DesconstrUÇÕES dO HaBItus)

Se o belo e o feio são conceitos culturais, vamos então citar aqui a modos que rápido sem nos determos em ostentações de capitais culturais, o tal do monsieur Pierre Bourdieu. Ora pois que o Pedrito Burdiô fala do habitus, aquilo que se torna um hábito cultural dum grupo social especifico e que em algum momento, para o senso comum, vira natural. Então, vejamos, temos mais dois conceitos: natural e cultural. E a coisa mistura-se num tal dum melting pot* onde o que para uns é natural e belo para outros é feio e nada cultural. E assim por diante. O natural é feio, o cultural é bonito e passa a ser feio conforme as tendências ou é feio e passa a ser belo, pelos mesmos motivos. E por aí vai.


Passemos ao exemplo, com uma foto making off a modos que provocação de todos esses conceitos que se não tivermos atentos e atentas ao melting pot, vulgus cosmopolitanismo rural, urbanidade natural viram preconceito num estalinho de dedos.

Temos aqui esta imagem desta jovem madura mulher, aliás desta quase madura ainda quase mulher nesta jovem vida efémera com uma maquiagem que para muitos pode ser grotesca para outros teatral com apontamentos de Lautrec e arte bruta. Reparem na quase ligeira penugem, que para muitos é uma selva amazónica incontrolável e de dificil evangelização, debaixo dos braços. Então temos a charada que cada um saberá responder segundo, naturalmente, as suas referências culturais e sociais. E agora ainda poderíamos invocar mais quatro conceitos que é o sujo e o limpo, o feminino e masculino. Mas isso fica para outra reflexão posterior a seguir.


Ana Piu
Brasil, 2.09.2015


No sentido figurado, a melting pot é qualquer lugar onde existem diversas pessoas, com diferentes estilos de vida, culturas, religiões e etnias. A expressão vem do significado original de melting pot, que é o cadinho onde são derretidos e fundidos vários metais ou outras substâncias. Em um melting pot, as misturas culturais e étnicas são fundidas e assimiladas por todos.