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| Em algumas tribos xamânicas, se você chegar ao curandeiro se queixando de desânimo, de depressão, ele irá te fazer 6 perguntas maravilhosas e significativas: 1. Quando você parou de dançar? 2. Quando você parou de cantar? 3. Quando você parou de acreditar? 4. Quando você parou de se encantar pelas histórias? 5. Quando você parou para silenciar? 6. Quando você parou de amar? |
De origem germânica achtung! servia como interjeção chamativa para perigos e paisagens deslumbrantes. Mais a norte, nos países escandinávos,ACHTUNG!! é considerado o espirro oficial dos vikings. Em terras lusas utiliza-se a expressão "Arre!!" quando alguém está arreliado. "Arretung!" é uma espécie de grito de guerra dos trabalhadores da classe precária, que desunidos nunca vencerão.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
AMAR A ESSÊNCIA
À CONVERSA COM O FACEBOOK
mê querido facebook
dá cá um bejinho à mana
nã sejas tã marafado
e até mesmo encanado!
ah mê querido facebook!
deves ter a mania que eu não te topo
deves ter a mania que eu não te saco
pensas muito, pá! e não sentes! que saco!
és fixe mas até podes ser infatiloide
entre mal entendidos e suposições
tu, pá! podes destruir corações!
dá cá um bejinho à tua amiga
e não me venhas com cantigas
olha aqui no olho e não te faças de zarolho!
dá cá um bejinho e liberta-te das tuas noias
aprender a nadar sem boias
agora meu monstrinho amoroso
vou ali num cantinho
trabalhar um cadinho
e não te armes em piegas nem piroso!
que bregalhada e cafonice
não nos oferece sorrisos inocentes, traquinas de meninice!
liberta-te das tuas máscaras e medos
e!... aos teus amigos reservas os teus mais íntimos segredos
os outros!... os tais dos segredos "exposiveis"... chega aqui à parte...
TRANSFORMA-OS EM ARTE!
se assim for possível,
MAS NUNCA BAIXES O NÍVEL!
Ana Piu
Brasil, 10.09.2015
ERA UMA VEZ (série grito do Ipiranga)
Era uma vez um território, que hoje é um país, num continente com muita floresta. Um território imenso que transpirava espiritualidade xamânica. Espíritos ancestrais habitavam esta terra. Depois vieram uns outros de bocas com escorbuto e com chaves dos cintos de castidade, das suas ilustres e fieis esposas e pretendentes, no fundo das botas. Chegaram e logo afirmaram que quem aqui vivia não tinha alma. Depois segui-se o resto do que estava para ir.
Muitos desses espíritos xamânicos continuam resistindo. São o espirito da floresta. E mesmos os mais céticos terão, mais tarde ou mais tarde, de reverenciar à mãe natureza e ao povo que aqui já vivia e que continua colonizado, mas espiritualmente muitos resistem. Porque muito mais forte, como a natureza, o espirito não se deixa colonizar tão facilmente.
Ana Piu
Brasil, 7.7.2015
Brasil, 7.7.2015
INSPIRADORA ANAIS NIN
“Eu escolho um homem que não duvide de minha coragem que não me acredite inocente que tenha a coragem de me tratar como uma mulher.”
Anaïs Nin

domingo, 6 de setembro de 2015
O AMOR DOMINADO, segundo Anais Nin
Um homem que domina é um homem que não ama. Tem uma tremenda vitalidade animal, uma força, capaz de conquistar. É um conquistador, as pessoas submetem-se-lhe, mas ele não ama ou compreende. É apenas uma força e encontra-se imbuído da sua própria força. Se chegar a amar, será uma força como a sua, pelo que, novamente, ama apenas uma espécie de força igual à sua, e não as outras, o que seria uma infiltração. Observe-se bem o conquistador; ob...serve-se o homem ou a mulher que domina os outros: não é ele quem ama. Aquele que ama é o ser que dominado."
Anais Nin, in "Carta a Henry Miller (1932)
UM AMOR LIBERTÁTIO, VÁ!, segundo a Piu
obs: Visto este texto ter sido escrito em 1932, à luz duma época, embora já se falasse em amor livre e outros movimentos de libertação e a filosofia tântrica é algo que não apareceu "ainda agora aqui ao tanque", vamos então fazer uma "leve" e considerável alteração na frase:
"Aquele que ama é o ser que é dominado" por " Aquele que ama é um ser que se entrega sem dominações de parte a parte. É um ser que se entrega a outro que igualmente se entrega. Sem relações de dominio.Um amor libertário, vá!"
Ana Piu
Br, 6.9.2015
UM AMOR LIBERTÁTIO, VÁ!, segundo a Piu
obs: Visto este texto ter sido escrito em 1932, à luz duma época, embora já se falasse em amor livre e outros movimentos de libertação e a filosofia tântrica é algo que não apareceu "ainda agora aqui ao tanque", vamos então fazer uma "leve" e considerável alteração na frase:
"Aquele que ama é o ser que é dominado" por " Aquele que ama é um ser que se entrega sem dominações de parte a parte. É um ser que se entrega a outro que igualmente se entrega. Sem relações de dominio.Um amor libertário, vá!"
Ana Piu
Br, 6.9.2015
ACERCA DO AMOR, SEGUNDO ANAIS NIN
O único transformador, o único alquimista que muda tudo em ouro, é o amor. O único antídoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, é o amor.
(...)
O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho...
(...)
O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições . Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho...
Anaïs Nin
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
CONCEITOS E PRECONCEITOS ( série DesconstrUÇÕES dO HaBItus)
Se o belo e o feio são conceitos culturais, vamos então citar aqui a modos que rápido sem nos determos em ostentações de capitais culturais, o tal do monsieur Pierre Bourdieu. Ora pois que o Pedrito Burdiô fala do habitus, aquilo que se torna um hábito cultural dum grupo social especifico e que em algum momento, para o senso comum, vira natural. Então, vejamos, temos mais dois conceitos: natural e cultural. E a coisa mistura-se num tal dum melting pot* onde o que para uns é natural e belo para outros é feio e nada cultural. E assim por diante. O natural é feio, o cultural é bonito e passa a ser feio conforme as tendências ou é feio e passa a ser belo, pelos mesmos motivos. E por aí vai.
Passemos ao exemplo, com uma foto making off a modos que provocação de todos esses conceitos que se não tivermos atentos e atentas ao melting pot, vulgus cosmopolitanismo rural, urbanidade natural viram preconceito num estalinho de dedos.
Temos aqui esta imagem desta jovem madura mulher, aliás desta quase madura ainda quase mulher nesta jovem vida efémera com uma maquiagem que para muitos pode ser grotesca para outros teatral com apontamentos de Lautrec e arte bruta. Reparem na quase ligeira penugem, que para muitos é uma selva amazónica incontrolável e de dificil evangelização, debaixo dos braços. Então temos a charada que cada um saberá responder segundo, naturalmente, as suas referências culturais e sociais. E agora ainda poderíamos invocar mais quatro conceitos que é o sujo e o limpo, o feminino e masculino. Mas isso fica para outra reflexão posterior a seguir.
Ana Piu
Brasil, 2.09.2015
* No sentido figurado, a melting pot é qualquer lugar onde existem diversas pessoas, com diferentes estilos de vida, culturas, religiões e etnias. A expressão vem do significado original de melting pot, que é o cadinho onde são derretidos e fundidos vários metais ou outras substâncias. Em um melting pot, as misturas culturais e étnicas são fundidas e assimiladas por todos.
Passemos ao exemplo, com uma foto making off a modos que provocação de todos esses conceitos que se não tivermos atentos e atentas ao melting pot, vulgus cosmopolitanismo rural, urbanidade natural viram preconceito num estalinho de dedos.
Temos aqui esta imagem desta jovem madura mulher, aliás desta quase madura ainda quase mulher nesta jovem vida efémera com uma maquiagem que para muitos pode ser grotesca para outros teatral com apontamentos de Lautrec e arte bruta. Reparem na quase ligeira penugem, que para muitos é uma selva amazónica incontrolável e de dificil evangelização, debaixo dos braços. Então temos a charada que cada um saberá responder segundo, naturalmente, as suas referências culturais e sociais. E agora ainda poderíamos invocar mais quatro conceitos que é o sujo e o limpo, o feminino e masculino. Mas isso fica para outra reflexão posterior a seguir.
Ana Piu
Brasil, 2.09.2015
* No sentido figurado, a melting pot é qualquer lugar onde existem diversas pessoas, com diferentes estilos de vida, culturas, religiões e etnias. A expressão vem do significado original de melting pot, que é o cadinho onde são derretidos e fundidos vários metais ou outras substâncias. Em um melting pot, as misturas culturais e étnicas são fundidas e assimiladas por todos.
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